Palestra 1- Auditório da Hebraica

Tomei uma decisão difícil:

Com a presença do grande orador Divaldo Franco no Rio de Janeiro, em vez de publicar o estudo do livro Justiça Divina, vou fazer um diário dos aprendizados dessa semana, a cada dia.

Isso irá me ajudar a discernir as lições aprendidas, dará serventia ao tempo dedicado para cada palestra e dividirá com os amigos as alegrias de ouvir Divaldo Franco cantar as belezas do Evangelho.

Alguns irão, de cara, perguntar:

Anete Guimaraes

Anete Guimarães

e a palestra do dia 18/Ago no City Bank Hall da Barra?

Perdi !! (Snif!) Mas foi por uma boa causa. Estava com meus filhos e eles não comungam com meu prazer em assistir Divaldo Franco. Mas, ainda assim, pedi que eles assistissem comigo pelo Youtube a palestra da nossa querida Anete Guimarães intitulada “Visão Neurológica da Busca da Felicidade”. IM-PER-DÍ-VEL !!

Vamos então?

PALESTRA 1
DIA 19/Ago – SOCIEDADE HEBRAICA

Divaldo FrancoA idade não afetou a clareza e a firmeza da voz de Divaldo Franco. Uma vez mais, ele nos encantou com a habilidade de associar a ciência secular com temas filosóficos e espíritas que geram profundo impacto em nosso cotidiano.

Divaldo iniciou falando da nossa dívida perante Lutero, o monge alemão que teve a coragem de desafiar a ordem vigente, condenar a venda de coisas sagradas (simonia) e libertar os textos do Evangelho, traduzindo a Bíblia do latim para o alemão.

Então, habilmente, Divaldo nos mostrou que mesmo aqueles que ajudaram a libertar o livre pensar da Humanidade, muitas vezes erraram por falta de cuidado com a benevolência, o querer bem para com todas as pessoas.

No caso de Lutero, vamos encontrar no final de sua vida as ideias descabidas contra o povo judeu, oferecendo base ao anti-semitismo nazista.

Divaldo cita ainda como exemplo dessa dicotomia – liberdade de pensar versus falta de benevolência – o desenrolar da Revolução Francesa. A revolução que tinha como lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, guilhotina a realeza e encharca o solo de Paris com o sangue da população.

LEO mundo se liberta com a Reforma Protestante, com a Contra-Reforma, com o Iluminismo, com a Era Moderna. Mas o livre pensar não se conjuga com a benevolência.

Finalmente, em meio a era napoleônica, é quando iremos resgatar, pelas vozes do mundo espiritual, a importância da conjugação entre o bem pensar e o bem querer.

Allan Kardec, o mestre lionês, traz ao mundo o entendimento dos espíritos sobre as ideias do Cristo, relembrando e distendendo as ideias do Evangelho de Jesus.

Divaldo, então, conclui relembrando interessante episódio ocorrido no início de sua carreira. Ao término de uma palestra, um homem distinto se aproxima, mostra-lhe as mãos e pergunta:

-O que minhas mãos lhe dizem?

Divaldo não sabe o que responder, mas percebe a tensão e o suor nervoso do cidadão. Joanna de Ângelis se aproxima e dita-lhe o que deve responder.
Divaldo segura as mãos do indivíduo e responde:

-Suas mãos me dizem que o senhor não é culpado!
-Tem certeza? É isso mesmo?
-Tenh
o sim. O senhor não teve culpa na morte de seu pai.
-Como o senhor sabe disso?
-Sei porque o seu pai está aqui agora e me disse que tinha chegado a hora dele e que não tinha mais o que fazer. Ele diz ainda que você deve se defender da ação judicial, declarando que abrirá mão de toda sua parte da herança.
-Saiba que o senhor acaba de salvar a minha vida. – disse o senhor.

AutografosO homem começou a chorar e pediu para conversar ao final, quando todos já tivessem indo embora. Explicou que era médico e pesquisador conceituado. Tinha iniciado o tratamento de um câncer muito agressivo no pai dele, usando inclusive remédios experimentais. Mas o câncer venceu e o pai dele faleceu sem que nada pudesse fazer.

Ao abrirem o testamento do pai, descobriram que o pai tinha nomeado ele como inventariante e maior beneficiário de todo o patrimônio. E a mãe, junto com outro irmão, entraram com ação judicial alegando ter havido uma eutanásia, por interesse na herança.

Ele então havia decidido cometer suicídio com um tiro na cabeça.
Foi quando ele soube da palestra e pensou em se dar mais uma chance.

Divaldo e o senhor se tornaram amigos e este senhor ligou para Divaldo quando a ação judicial foi encerrada com entendimento de todas as partes. A mãe, percebendo o ato de desapego do filho, acordou para seu erro e deu-lhe a parte que o pai colocara em testamento. Tratava-se de muitas terras no interior de Goiás.

O senhor, então, quis doar todas as terras para a obra da Mansão do Caminho.
Divaldo recusou de imediato, disse-lhe que mediunidade não se paga (e ainda frisou que pede a TODOS os amigos que não lhe dêem presentes, mas sim orações).

Divaldo e JoannaO pai do senhor reaparece e orienta: diga-lhe que venda a metade das terras e, com o dinheiro, construa um grande centro de qualificação de jovens na outra metade, no interior de Goiás.

O senhor, com novo ânimo, aceitou, com a condição de que Divaldo Franco fosse inaugurar este novo centro.

E assim aconteceu !!

Que Deus continue abençoando ao mestre e amigo
Divaldo Franco
em seu esforço de nos educar!
(
Próxima palestra: hoje, no Museu Conde de Linhares)

2 respostas para Palestra 1- Auditório da Hebraica

  1. Cátia disse:

    Divaldo é uma bênção em nosso caminho. Obrigada, Senhor ,por essa presença entre nós!

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