Palestra 4- Grupo Espírita André Luíz

PALESTRA 4
DIA 22/Ago – G.E. ANDRÉ LUÍZ

NÃO PUDE IR (snif !)

MagoeiComo já tinha avisado antes, não pude ir porque foi meu dia de abrir a atividade do meu grupo com uma palavra de 15 minutos. Falei sobre “Vendilhões do Templo”.

A palestra no C.E. André Luíz é especial porque sempre termina com uma psicofonia do espírito Bezerra de Menezes. Todo ano é muito emocionante. Ano que vem, quem sabe …

Como prometi, vou postar algo interessante. Lá vai:

“E o zelo pela Tua casa me devorará” (Salmo 69:9)

VendilhoesMarc. 11: 15-17
14. E chegaram a Jerusalém. Entrando ele no templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam, e derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam as pombas,
15. e não permitia que ninguém atravessasse o templo
16. levando qualquer objeto, e ensinava dizendo: “Não está escrito que minha casa será
chamada casa de oração para todas as nações? mas vós a fizestes um covil de salteadores”.

João, 2: 14-17
14. Encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas, e também os cambistas sentados;
15. e tendo feito um azorrague de cordéis, expulsou a todos do templo, as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas e virou as mesas.

16. E disse nos que vendiam as pombas: “Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de
meu Pai uma casa de negócio”.
17. Então se lembraram seus discípulos de que está escrito : “O zelo de Tua casa me devorará.”

A passagem é citada pelos 4 evangelistas, o que não deixa dúvida de ter ocorrido.

PastorinoAssim discorre Carlos Torres Pastorino (Sabedoria do Evangelho): <<<
Interessante observar que João coloca o episódio no início da vida pública de Jesus; Mateus e Lucas o citam no domingo em que Jesus entra triunfalmente em Jerusalém, e Marcos na segunda-feira seguinte, pela manhã. Quando se realizou realmente? Ou será que a cena se repetiu duas vezes? Não há possibilidade de solucionar a questão com segurança absoluta, Mas parece, como pensam muitos exegetas, que a razão está com João. No libelo acusatório da quinta-feira seguinte, a última acusação é a de que Jesus falara da destruição do Templo e de sua reconstrução em três dias.
Ora, se o episódio se houvesse verificado quatro ou cinco dias antes, que “se recordava” de havê-lo ouvido dizer isso. Os três sinópticos só falam de Jesus em Jerusalém nessa época: natural que, por comodidade, tivesse aí colocado o episódio.

Os vendedores permaneciam no ádrio do templo (hierô), único local em que podiam penetrar os gentios (isto é, os não-judeus), e não dentro do templo propriamente dito (naós). Alinhavam-se as mesas no pórtico, como de uso nas vias públicas, e vendiam bois, ovelhas, pombos, farinha, bolos, incenso, óleo, sal e vinho. Além disso havia os cambistas, que trocavam dracmas gregas, e denários romanos, por siclos judeus, únicas moedas aceitas como ofertas. A troca era feita com ágio (cóllybos).

Todos, vendedores e cambistas, contribuíam com percentagens para os sacerdotes, e Rabbi Simeão Ben Gamaliel queixa-se dos altos preços extorsivos cobrados pelos vendedores do Templo.

No temploMarcos anota que Jesus protestou também contra a travessia do Templo, a carregar pacotes. Esse costume foi condenado no Tratado Barakoth do Talmud.
Com efeito, para evitar uma volta grande, o povo se acostumou a carregar suas cargas atravessando o Templo de leste a oeste.

Marcos é o único evangelista que traz as citações completas. A de Isaías (56:7) segundo os LXX: “minha casa será chamada casa de oração para todas as nações”. E a de Jeremias (7:11), quando esse profeta exorta os israelitas a melhorarem suas vidas; pois se continuassem a roubar, a matar e a mentir, entrando no Templo com seus crimes, “esta casa, que é chamada de meu nome, se tornaria a vossos olhos um covil de salteadores”.

(…) Segundo João, Jesus faz um chicote de cordinhas (é usado o diminutivo) ou cordéis, para enxotar os animais (não poderia fazê-lo com carícias!); mas aos homens dirige a palavra candente, derrubando as mesas donde caíram as moedas dos cambistas.

O fato da expulsão dos “exploradores” do Templo, bem aceito pela teologia católica, quer romana, quer reformada, sofre grandes restrições no ambiente espiritista. Convictos da bondade de Jesus, de seu amor para com os pecadores e humildes, não querem admiti-Lo violento. Parece-nos haver confusão entre violência e energia, entre bondade e complacência. Pode e deve haver bondade enérgica, frequentemente indispensável na educação de crianças rebeldes, sem que haja violência. (…) >>>

Onde termina a ação firme e começa a violência?

TomadaSe um filho nosso, ainda bebê, ameaça colocar um garfo numa tomada, é natural segurarmos sua mão com decisão e dizermos sonoramente: NÃO !!

Fomos violentos? Ou fomos incisivos?

Se nós, em nossa pouca maturidade espiritual, somos capazes de perceber o limite entre firmeza e violência, como podemos desconfiar daquele que foi glorificado pelo Pai Maior ainda no início dos tempos?

A polêmica em torno dessa passagem é nossa,
na nossa pouca confiança nos valores que temos exercitado.
Não precisamos alterar o texto evangélico para termos certeza de que Jesus, aquele que veio nos ensinar o verdadeiro amor, agiu com firmeza, mas sem violentar ninguém.

(Próxima palestra: hoje, Concha Acústica da UERJ)
Estarei lá !!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s