Palestra 5- Concha Acústica da UERJ

PALESTRA 5
DIA 23/Ago – Concha Acústica UERJ

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Simon Wiesenthal

Campo de concentração nazista durante a II Guerra Mundial. Um jovem judeu é chamado na enfermaria dos soldados.

No caminho, ele atravessa uma plantação de girassóis, local onde são enterrados os soldados alemães mortos.

Ele sabe que, caso venha a morrer, seu destino será ou uma vala comunitária ou terá o corpo queimado, mas não será enterrado ali.

Seu nome é Simon Wiesenthal, será famoso por caçar soldados nazistas no pós-guerra e escreverá um livro cujo título será “Os Girassóis – Do Crime e do Perdão”.

Chegando a enfermaria, sem saber qual o motivo de ali estar, é levado diante de um soldado da temida “Forças SS” completamente envolto em ataduras. O jovem segura sua mão e começa a conversar:

– Estou nas últimas. Preciso de um favor seu. Na verdade, poderia ter sido qualquer judeu, mas acabou sendo você. Antes de ser soldado, eu era um cristão, um rapaz de bem. Entrei na juventude nazista e acabei chegando nas Tropas SS. Lá, eu presenciei coisas horríveis. Mas um fato em particular não me deixa em paz. Recolhemos 300 judeus, homens, mulheres, crianças, bebês ao colo. Prendemos todos num prédio. A ordem era atear fogo e fuzilar todos que tentassem fugir.

– As cenas ainda hoje não me saem da cabeça – prossegue o soldado. Um senhor dá um beijo numa criança e se atira de uma janela alta para fora, enquanto nós os fuzilávamos. Em seguida, na mesma janela, vem uma senhora que parece ser a mãe do casal e se atira. Por fim, um jovem aparece com o corpo em chamas e eu lhe dei um tiro para evitar que pulasse.

– As cenas me perturbam. Agora que estou tão perto de morrer, preciso partir sabendo que um judeu me perdoou, que alguém de sua raça me disse: Eu te perdôo. Você me perdoa?

JuventudeSimon Wiesenthal emudecera.

Tentou balbuciar alguma coisa, mas as palavras estavam travadas na garganta.
Não sabia o que dizer.

– Por favor – insiste o jovem – diga algo. Você me perdoa?

Paralisado, Wiesenthal sente o suor das mãos do jovem e o acompanha em seus últimos instantes sem dizer uma palavra. Coloca a mão do morto sobre o peito e retorna para o alojamento.

– Você o perdoaria? – pergunta Divaldo a plateia.

Na guerra da Armênia, os soldados turcos avançam por uma cidade. Um grupo adentra uma casa e fuzila o pai e a mãe diante das 3 jovens filhas. O capitão determina que as tropas podem usar as duas moças mais jovens como bem entenderem, mas a filha mais velha será dele.

E a filha mais velha viu suas irmãs serem seviciadas até a morte pelas tropas.

Foi abusada pelo capitão de todas as formas possíveis. Mas, sobreviveu.

Tornou-se enfermeira e foi trabalhar num hospital turco, cuidando daquele povo que tinha assassinado sua família.

Um dia, entra um doente em péssimas condições que ela logo reconhece. Era ele, o capitão que assassinou sua família. O homem a quem ela odiara desde aquele dia quando toda sua família foi assassinada.

ArmenosQuando a viu, perguntou: Você é armênia, certo?

Ele não a reconheceu. Ela, trêmula, confirmou e não sabia o que mais dizer.

– Eu servi como soldado na Armênia e fiz coisas horríveis contra seu povo. Você me perdoa?

– Você o perdoaria? – pergunta novamente Divaldo a plateia.

Conta a história que ela perdoou. E ela narra uma sensação muito estranha naquele momento, como se um grande peso tivesse sido retirado de seus ombros.

Como sabemos, Simon Wiesenthal perseguiu e condenou ex-nazistas até o fim de sua vida, com 97 anos.

Na psicologia do perdão, aprendemos que o maior beneficiado sempre será aquele que oferece o perdão.

Diz a pergunta 742 do Livro dos Espíritos: 742. Que é que impele o homem à guerra?

Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões (…) À medida que o homem progride, menos freqüente se torna a guerra, porque ele lhe evita as causas, (…)

Estamos todos destinados ao esforço da conquista da nossa angelitude, assim como nos descreveu Jesus no inesquecível Sermão da Montanha.

Bem-aventurados os simples pelo espírito porque deles é o Reino dos Céus.

Jesus e pedroPara tanto, precisamos dessa simplicidade que levou ao pescador Pedro a perguntar para Jesus: “Quantas vezes deveremos perdoar nosso irmão? Sete vezes?”

“Não, Pedro. Setenta vezes sete.” – diz Jesus, indicando uma quantidade infinita de vezes.

Gandhi nos conta que um pai hindu lhe questionou:

– Meu filho de 5 anos foi assassinado pelos paquistaneses e a minha raiva não passa. O que devo fazer?

Responde Gandhi:

– Ouça meu conselho, que será muito difícil: adote uma criança paquistanesa de 5 anos e dê-lhe todo amor que você daria ao seu filho.

Assim ele fez.

GandhiGandhi dizia que a vingança nada adianta. Olho por olho e, um dia, toda humanidade estará na miséria.

Nos tempos de hoje, tempo de muitas violências, do bulling e de passeatas, mais que nunca é tempo de perdoar.

O terrorismo contra as torres de Nova York no 11 de setembro mudou o mundo para sempre, aumentando o medo das nações.

Em casa, presenciamos as violências machistas.

As religiões foram responsáveis por grande parte das guerras ocorridas no mundo,

Nos programas de tv, os eventos religiosos mais parecem apresentações de circo, quando deveriam estar apresentando Jesus e sua mensagem de paz.

As perguntas feitas para a plateia certamente seriam respondidas ambas com “SIM” quando estivermos impregnados por Jesus.

Divaldo nos conta que nos anos da II Guerra Mundial, sua cidade natal, Feira de Santana, recebeu vários grupamentos de soldados brasileiros.

Soldado2Entre eles, um jovem tenente de intensa beleza fascinava a todos que o viam. Um verdadeiro Deus Grego entalhado em mármore, atravessando a cidade em lindo cavalo e dilacerando o coração de todas as mulheres.

Comentava-se que ele se envolveu com uma certa mãe de família, pessoa que Divaldo conhecia. Ela abandonou marido e filhos por causa dele. Poucas semanas depois, ele partiu para a Itália. Só!

Quarenta anos depois, uma mãe e suas filhas entraram na Mansão do Caminho e fizeram-lhe um pedido estranho. Pediam para aplicar um passe no pai delas para que ele desencarnasse logo. É comum pedirem passes para curar a pessoa, mas não para desencarnar.

Divaldo aceitou, desde que esperassem até o término do trabalho nas primeiras horas da madrugada.

Perto de 1 hora manhã, Divaldo e Nilson foram até a casa da família.
Era a mansão de um general.

E presenciou uma cena que nunca mais esqueceu: o cheiro de carne podre era sentida de longe. Sobre uma cama, um doente de câncer sofria terrivelmente. A cabeça inchada parecia uma grande bola, quase sem orelhas e sem nariz devido ao inchaço. Conseguia falar muito pouco. E, ao lado dele, algumas figuras espirituais femininas o vampirizavam.

Divaldo reconheceu uma das mulheres: era aquela mãe de família de Feira de Santana.Terminal

E pergunta para a esposa do doente:
-Por acaso ele serviu em Feira de Santana?
-Sim, serviu quando era moço!

Era ele, o bonito tenente de sua adolescência.
Após destruir inúmeras famílias, recebe agora o retorno de tudo que causou.

Divaldo se apresenta para a obsessora conhecida:
– Lembra de mim? Sou eu, o Di, lembra? Por que está fazendo isso?
– Porque ele me usou e me abandonou. Meu marido não me aceitou de volta e eu acabei cometendo suicídio. Agora, quero minha vingança.

E voltou para o grupo de obsessores.

Divaldo aplicou o passe e, por misericórdia divina, naquela noite o doente desencarnou.

Precisamos todos praticar a “Perdãoterapia”, assim como o autoperdão e o esforço na nossa reabilitação perante nossas faltas.

Cientes que há todo um código penal na vida futura para aqueles que descuidam desses objetivos, conforme descrito no livro O Céu e o Inferno em seu capítulo VII.

Podemos enumerar 3 caminhos que nos levarão a encontrar a nossa paz:

arrependido1-Arrependimento: o primeiro passo na correção dos erros. Reconhecer que errou, porém, não basta. Como diz o ditado popular: Arrependimento não paga a conta.

Daí, derivam outras duas:

2-Expiação: quando nossa consciência nos acusa e, mesmo inconscientemente, terminamos por nos colocar em posição de sofrimento para expiar o dano que causamos ao outros.

3-Reparação: o pedido de perdão, a confissão do erro para alguém que confiamos ou para o próprio ofendido. “Perdoe-me, eu não estava bem. Eu não devia ter dito ou feito aquilo, eu não fui feliz naquele momento. Quero me reparar.”. Costumamos ser desinibidos no erro, mas muito inibidos para pedir perdão e nos reparar. Se o outro não aceitou, nós fizemos nossa parte; o problema deixa de ser nosso.

Precisamos trabalhar em nós a mansuetude para nossos desafetos.

Auxiliar com o perdão no grande esforço pelo bem, pelo fim das obsessões, pela pacificação de todo o planeta.

Joanna de CusaE Divaldo termina a palestra lembrando de Joanna de Cusa, presa a um madeiro e perto de morrer incendiada por não renegar ao Cristo.

Seu filho grita: – Renegue mamãe! Por amor a mim, renegue!
Ela responde: – Cala-te, filho! Já reneguei Jesus antes. Não farei de novo.
E o algoz pergunta: – Quem é este Jesus que ensina a vocês a morrer desse jeito?
Ele não só ensina a morrer, mas também ensina a perdoar – diz Joanna. – E eu te perdôo.

E Joanna morre por asfixia.

Divaldo agradece o carinho de todos que colaboraram com a presença dele na UERJ naquela noite; agradece ao grupo que se apresentou antes da palestra dele, relembrando em trajes típicos as figuras famosas do Evangelho e declama nosso querido e sempre emocionante Poema da Gratidão.

(Próxima Palestra: 25/ago, Feirão do Colégio Militar)
Não pude ir na palestra do dia 24/ago em Bento Ribeiro
Tentarei postar a palestra do dia 25 ainda hoje

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