Espiritistas e Política – 3 Perguntas a Emmanuel !!

Com tanta confusão ocorrendo na Política e com os políticos, me diz,
como devemos nos comportar???

 

Vamos ver o que Emmanuel já disse sobre o assunto?

*** O Consolador ***

60 — Como se deverá comportar o espiritista perante a política do mundo?

O sincero discípulo de Jesus está investido de missão mais sublime, em face da tarefa política saturada de lutas materiais. Essa é a razão por que não deve provocar uma situação de evidência para si mesmo nas administrações transitórias do mundo.
E, quando convocado a tais situações pela força das circunstâncias, deve aceitá-las não como galardão para a doutrina que professa, mas como provação imperiosa e árdua, onde todo êxito é sempre difícil.
O espiritista sincero deve compreender que a iluminação de uma consciência é como se fora a iluminação de um mundo, salientando-se que a tarefa do Evangelho, junto das almas encarnadas na Terra, é a mais importante de todas, visto constituir uma realização definitiva e real.
A missão da doutrina é consolar e instruir, em Jesus, para que todos mobilizem as suas possibilidades divinas no caminho da vida. Trocá-la por um lugar no banquete dos Estados é inverter o valor dos ensinos, porque todas as organizações humanas são passageiras em face da necessidade de renovação de todas as fórmulas do homem na lei do progresso universal, depreendendo-se daí que a verdadeira construção da felicidade geral só será efetiva com bases legítimas no Espírito das criaturas.

57 — Poderão os homens resolver sem atritos as chamadas questões proletárias?

Sim, quando se decidirem a aceitar e aplicar os princípios sagrados do Evangelho.
Os regulamentos apaixonados, as greves, os decretos unilaterais, as ideologias revolucionárias, são cataplasmas inexpressivas, complicando a chaga da coletividade.

O socialismo é uma bela expressão de cultura humana, enquanto não resvala para os pólos do extremismo.
Todos os absurdos das teorias sociais decorrem da ignorância dos homens relativamente à necessidade de sua cristianização. Conhecemos daqui os maus dirigentes e os maus dirigidos, não como homens ricos e pobres, mas como a avarentos e a revoltados. Nessas duas expressões, as criaturas operaram o desequilíbrio de todos os mecanismos do trabalho natural.

A verdade é que todos os homens são proletários da evolução e nenhum esforço de boa realização na Terra é indigno do espírito encarnado.
Cada máquina exige uma direção especial, e o mecanismo do mundo requer o infinito de aptidões e de conhecimentos.
Sem a harmonia de cada peça na posição em que se encontra, toda produção é contraproducente e toda boa tarefa impossível.
Todos os homens são ricos pelas bênçãos de Deus e cada qual deve aproveitar, com êxito, os “talentos” recebidos, porquanto, sem exceção de um só, prestarão um dia, além-túmulo, contas de seus esforços.
Que os trabalhadores da direção saibam amar, e que os da realização nunca odeiem. Essa é a verdade pela qual compreendemos que todos os problemas do trabalho, na Terra, representam uma equação de Evangelho.

*** Radio Boa Nova ***

A visão de Emmanuel sobre o “Espírita e a política”

Enviado em 29 de setembro de 2014 | No programa: Nova Consciência | Escrito por Jether Jacomini Filho | Publicado por Rádio Boa Nova

O texto abaixo foi abordado no programa Nova Consciência desta segunda-feira, 29 de setembro. Confira a mensagem de Eurípedes de Castro Júnior e a resposta de Emmanuel:

Em 3 de outubro de 1952, meu pai, Eurípedes de Castro, representando a entidade União Evolucionista Cristã, se dirigiu a Pedro Leopoldo, Minas Gerais, com a missão de saber por meio de Chico Xavier a opinião de Emmanuel a respeito da participação dos espíritas na política.

Naquele tempo, como ainda hoje, havia controvérsias sobre trazer a política profana para dentro das casas espíritas. E é preciso lembrar que esses militantes eram sinceros e idealistas como Bezerra de Menezes, Campos Vergal, Freitas Nobre, Emílio Manso Vieira, Castro Neves e outros que levaram sua vivência para a vida pública.

Resposta de Emmanuel

Meus amigos, muita paz.

Acreditamos que a nossa função, em nos comunicar convosco, será sempre, a de cooperar, num convênio ativo de boa vontade, com os nossos irmãos encarnados, em favor da vitória do Bem.

Nesse sentido, cabe-nos louvar todas as iniciativas que guardam a felicidade coletiva por meta, uma vez que, colaborando, segundo cremos, na melhoria da unidade individual, em nossa tarefa de esclarecimento evangélico, devemos contribuir no engrandecimento do Todo.

Assim sendo, embora não seja lícito a nós outros, os Espíritos que vos precedem na grande viagem da verdade, a interferência indébita em vossas realizações na ordem política, em razão do organismo público de administração exigir a livre manifestação do homem de passagem na Crosta da Terra, admitimos que aos espíritas cristãos cabe o direito de participação nos serviços direcionais da vida pública, desde que lhes competem à frente da Doutrina, esclarecendo, pois, que só nos resta exaltar o trabalho do Bem infinito, nos variados setores em que se manifesta, com os nossos sinceros votos pelo triunfo vivo dos nossos companheiros que atualmente se consagram à plantação do Evangelho nos arraiais da política nacional.

Atentos aos compromissos de cristianização do homem, a partir de nossa própria renovação íntima, sob os padrões de Jesus, pedimos a bênção do Altíssimo para que nós todos, acima de tudo, possamos buscar o nosso dever bem cumprido.

Fonte:
– Livro O Consolador (Chico Xavier / Emmanuel) I — Ciências Fundamentais – Sociologia
– Rádio Boa Nova – http://radioboanova.com.br/avisaodeemmanuelsobreoespiritaeapolitica/

*** OBS.: Grifos do autor do blog, em todos os 3 textos.