Chico, P. Miranda e a Rainha Santa

   Do livro “O Evangelho de Chico Xavier” (Carlos A. Bacelli – tópico 137):

rainha-santa-isabel(…) “Tudo seguia em ordem, quando na noite de 10 de julho [1927] referido, dois dias depois de haver recebido a primeira mensagem, quando eu fazia as orações da noite, vi o meu quarto pobre se iluminar, de repente.

As paredes refletiam a luz de um prateado lilás. Eu estava de joelhos, conforme os meus hábitos católicos, e descerrei os olhos, tentando ver o que se passava.

Vi, então, perto de mim uma senhora de admirável presença, que irradiava a luz que se espraiava pelo quarto. Tentei levantar-me para demonstrar-lhe respeito e cortesia, mas não consegui permanecer de pé e dobrei, involuntariamente, os joelhos diante dela.

A dama iluminada fitou uma imagem de Nossa Senhora do Pilar que eu mantinha em meu quarto e, em seguida, falou em castelhano que eu compreendi, embora sabendo que eu ignorava o idioma, em que ela facilmente se expressava:

– “Francisco – disse-me pausadamente – em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, venho solicitar o seu auxílio em favor dos pobres, nossos irmãos.”

A emoção me possuía a alma toda, mas pude perguntar-lhe, embora as lágrimas que me cobriam o rosto:
– Senhora, quem sois vós?

Ela me respondeu:
– “Você não se lembra agora* de mim, no entanto eu sou Isabel, Isabel de Aragão.”

Eu não conhecia senhora alguma que tivesse este nome e estranhei o que ela dizia. Entretanto, uma força interior me continha e calei qualquer comentário, em torno de minha ignorância.

Mas o diálogo estava iniciando e indaguei:
– Senhora, sou pobre e nada tenho para dar. Que auxílio poderei prestar aos mais pobres do que eu mesmo?

Ela disse:
– “Você nos auxiliará a repartir pães com os necessitados.”

Clamei com pesar:
– Senhora, quase sempre não tenho pão pra mim. Como poderei repartir pães com os outros? …

A dama sorriu e me esclareceu:
– “Chegará o tempo em que você disporá de recursos. Você vai escrever para as nossas gentes peninsulares e, trabalhando por Jesus, não poderá receber vantagem material alguma pelas páginas que você produzir, mas vamos providenciar para que os Mensageiros do Bem lhe tragam recursos para iniciar a tarefa. Confiemos na Bondade do Senhor.”

Em seguida a estas palavras que anotei em 1927, a dama se afastou deixando o meu quarto em pleno escuro. Chorei sob emoção para mim inexplicável até o amanhecer do dia imediato.

* grifo do autor do blog.

   Do livro “Tormentos da Obsessão” ( Divaldo P. Franco, espírito Manoel P. Miranda – capítulos 10 e 11):

isabel1[Cap. 10] (…) Novamente fez silêncio, enquanto o pulsar da Natureza clara pelos pirilampos estelares tornava-se lição viva de misericórdia dirigida a todos.

Logo após, [Eurípides Barsanulfo] concluiu:
— Nossa atividade, logo mais, terá lugar em nosso querido planeta, em região pantanosa, que a imaginação humana descreveria como infernal.

Nosso objetivo é resgatar Ambrósio, que ali se encontra há quase duas dezenas de anos…

Guardaremos vigilância e oração em nossa vilegiatura espiritual e faremos parte da caravana da nobre Entidade que fora, na Terra, a Rainha Isabel de Portugal, considerada santa, que se dedica a esse mister há muitos anos como mensageira do Amor, mantendo irrestrita confiança em Deus.

De imediato, notificados que a Caravana da magnânima Benfeitora chegaria em breves momentos, dirigimo-nos ao jardim, a fim de aguardá-la. (…)

Vimos acercar-se então o grupo de trabalhadores especializados em libertação magnética de Espíritos aprisionados em regiões dolorosas sob o comando da nobre Senhora. Vestida com traje largo e simples, que exteriorizava suave claridade procedente do Espírito, sem qualquer sinal exterior de grandeza, a santa da caridade trazia na mão direita um bordão de substância transparente levemente azulada, enquanto a sua aura irradiava incomparável majestade. Aproximadamente cinqüenta colaboradores apresentavam-se equipados com redes muito delicadas e macas alvinitentes, alguns archotes apagados e mais ou menos dez enfermeiros encontravam-se a postos.

A um sinal do Dr. Ignácio, Alberto e eu [Manoel P.Miranda] nos acercamos da Comandante, sendo apresentados carinhosamente, na condição de aprendizes daqueles serviços específicos de socorro aos infelizes espirituais.

Expressando um sorriso de indefinível beleza e humildade, a Senhora nos distendeu uma nívea mão com dedos delicados, que osculei com emoção e reconhecimento pela oportunidade que me facultava junto aos seus cooperadores. Não disse qualquer palavra nem era necessário enunciá-la. O amor irradia sentimentos que o verbo não pode traduzir. (…)

[Cap. 11] — Por que a Caravana — iniciei [Manoel P. Miranda] — era presidida pela nobre benfeitora de Portugal?

Sem qualquer enfado ou indisposição, respondeu-me [Dr. Ignácio Ferreira]:

— Desde quando desencarnara, deixando luminosas lições de caridade, que a celebrizaram na Terra, e podendo desfrutar de justas alegrias em regiões ditosas, a fim de prosseguir no seu desenvolvimento espiritual, a extraordinária Senhora optara por continuar amparando o povo que o matrimônio lhe havia concedido para ser também sua família espiritual. Por conseqüência, dedicou-se a socorrer igualmente os desencarnados retidos em lúgubres paisagens de recuperação dolorosa, trabalhando para retirá-los dali, oferecendo-lhes as oportunidades sacrossantas do amor e do perdão. (…)

Fez uma breve pausa, e logo adiu:

— Com um vasto patrimônio de realizações espirituais, fez-se muito amada, e quando se propôs a esse especial ministério de socorro, muitos valorosos Espíritos se apresentaram para assessorá-la, contribuindo para a diminuição dos angustiosos sofrimentos daqueles que estagiam nas esferas desditosas e de difícil acesso. (…)

Graças, porém, à sua elevação moral, granjeada no sacrifício e na abnegação, e à especialização que se permitiu através dos tempos nesse gênero de atendimento, a sua irradiação vibratória produz um vigoroso campo de defesa, que os petardos mentais e as agressões dos verdugos desencarnados da Humanidade não conseguem cindir. (…)

“Para evitar reações desnecessárias dos habitantes e controladores desses lôbregos sítios, ela diminui a potência da energia que pode exteriorizar, irradiando apenas a claridade suficiente para iluminar a área visitada, mantendo os objetivos traçados, sem deixar-se atrair por simulações e armadilhas dos hábeis artesãos do mal e da crueldade. Com certeza existem numerosas Caravanas equivalentes, no entanto, compromissos espirituais existentes entre ela e o nobre Eurípedes atraem-na periodicamente à nossa Comunidade hospitalar, a fim de oferecer a sua valiosa e sábia ajuda.”

— E por que a fila indiana, para conduzir-se no paul tormentoso? — inquiri, interessado.

— Por precaução — redargüiu, calmamente. — O campo de energia por ela aberto, ao marchar à frente do grupo, cria defesas em favor daqueles que seguem na retaguarda. (…)

== § ==

Quer saber mais?
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Isabel_de_Aragão,_Rainha_de_Portugal
http://youtu.be/3fpg6BG8rTQ    (vídeo)

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