Jacques Latour IV

[O Céu e o Inferno – Criminosos Arrependidos]

Um membro da Sociedade Espírita de Paris, que tinha orado por este infeliz, evocando-o, obteve intervaladamente as seguintes comunicações (4 de 4):

IV

GratidãoMuito grato vos sou pela perspectiva que me trouxestes e a cujo fim glorioso sei que devo chegar quando purificado.

Sofro muito, mas parece-me que os sofrimentos diminuem.
Não posso acreditar que, no mundo dos Espíritos, a dor diminua pouco a pouco à força de hábito.  Não.

O que eu depreendo é que as vossas preces salutares me aumentaram as forças, de modo que, pelas mesmas dores, com mais resignação, eu menos sofro.
O pensamento se me volve então para a última existência
e vejo as faltas que teria conjurado se soubesse orar.

Hoje compreendo a eficácia da prece; compreendo o valor dessas mulheres honestas e piedosas, fracas pela carne, porém fortes pela fé; compreendo, enfim, esse mistério ignorado pelos supostos sábios da Terra.

Preces! palavra que por si só provoca o riso dos espíritos fortes.
Aqui os espero no mundo espiritual, e, quando a venda que encobre a verdade se romper para eles, então, a seu nuto se prosternarão aos pés do Eterno a quem desprezaram e serão
felizes em se humilhar para que seus pecados e crimes sejam revelados!

Hão de compreender então a virtude da prece.
Orar é amar, e amar é orar!

E eles amarão o Senhor e lhe dirigirão preces de reconhecimento e de amor, regenerados pelo sofrimento. E, pois que devem sofrer, pedirão como eu peço a força necessária ao sofrimento e à expiação.

Em deixando de sofrer, hão de orar ainda para agradecer o perdão merecido por sua submissão e resignação.

Oremos, irmão, para que mais me fortaleça…
Oh! obrigado
à tua caridade, meu irmão, pois que estou perdoado.

Deus me liberta do olhar das minhas vítimas.
Oh! meu Deus!

Bendito sejais vós por toda a eternidade, pela graça que me concedeis!

Oh! meu Deus!
Sinto a enormidade dos meus
crimes e curvo-me ante a vossa onipotência.

Senhor! eu vos amo de todo o meu coração e vos suplico a graça de me permitirdes, ao vosso arbítrio, sofrer novas provações na Terra; voltar a ela como missionário da paz e da caridade, ensinando as crianças a pronunciar com respeito o vosso nome.
Peço-vos que me seja possível ensinar que vos amem,
a vós, Pai que sois de todas as criaturas.

Obrigado, meu Deus!
Sou um Espírito arrependido, e sincero é o meu
arrependimento.

Tanto quanto meu impuro coração pode comportá-lo, eu vos amo com esse sentimento que é pura emanação da vossa divindade.

Irmão, oremos, pois meu coração transborda de reconhecimento.
Estou livre, quebrei os grilhões, não sou mais um réprobo.

Sou um Espírito sofredor, mas arrependido, a desejar que o meu exemplo pudesse conter nos umbrais do crime todas as mãos criminosas que vejo prestes a levantarem-se.

Oh! para trás, recuai, irmãos, pois as torturas que preparais serão atrozes!
Não acrediteis que o Senhor se
deixará tão prontamente submeter à prece dos seus filhos. São séculos de torturas que vos esperam.

dbl2_videira 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s