Sra. Foulon – Texto III

III
A comunicação seguinte foi destinada a seus filhos
em data de 9 de fevereiro:

Meus amantíssimos filhos:

Mãe de JesusDeus retirou-me de junto de vós, mas a recompensa que se dignou conceder-me é bem maior que o pouco que fiz na Terra.

Resignai-vos, queridos filhos, às vontades do Onipotente e tirai, de tudo quanto vos permitiu receberdes, a força para suportar as provações da vida.

Tende firme no coração a crença que tanto me facilitou a passagem para este mundo.

Depois da morte, Deus, tal como já o havia feito na Terra, estendeu sobre mim o manto da sua misericórdia infinita. 

A Ele deveis agradecer os benefícios de que vos cumula.
Abençoai-o, meus filhos, bendizei-o sempre, a todo o instante.

Não percais nunca de vista o que vos foi indicado, nem o caminho a trilhar.
Meditai sobre a aplicação do tempo que Deus vos determinou na Terra.

Aí sereis felizes, meus queridos filhos, felizes uns pelos outros, desde que a união reine entre vós.

Felizes ainda com vossos filhos, se os educardes nos mesmos sãos princípios que Deus permitiu vos fossem revelados.

Não me podeis ver, é certo; mas convém que saibais que os elos que aí nos ligavam não se espedaçaram pela morte do corpo, visto como não era o invólucro, mas o Espírito que nos unia.

E assim é que me será possível, por bondade do Onipotente, guiar-vos, encorajar-vos, para de novo nos juntarmos, quando para vós terminar essa jornada.

Caros filhos, cultivai carinhosamente esta crença sublime.
A vós que a tendes, belos dias vos aguardam.

Isso mesmo já vos disseram, porém a mim não estava fadado o ver esses dias aí na Terra. Será do alto, pois, que julgarei os belos tempos prometidos pelo Deus de bondade, de justiça e misericórdia.

Não choreis, meus filhos.
Possam estas comunicações fortalecer-vos na fé, no amor de Deus, esse Deus que tantos benefícios nos prodigalizou, que tantas e tantas vezes socorreu vossa mãe.

Orai sempre, que a prece revigora.
Conformai-vos com as prescrições por mim tão ardentemente seguidas, quando como vós encarnada.

Voltarei, meus filhos, mas é preciso consolar a filha que de mim tanto precisa agora.

Adeus, até breve.
Eu vo-lo suplico por vós: crede na bondade divina.
Até sempre.

Viúva Foulon.

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