Dr. Demeure IV

[O Céu e o Inferno – Espíritos Felizes]

Ainda de uma carta de Montauban extraímos a narrativa seguinte:

Medico“Tínhamos ocultado à Sra. G…, médium sonambúlico e vidente muito lúcido — a morte do Dr. Demeure, em atenção à sua extrema sensibilidade.
Sem dúvida, secundando o nosso intuito, o bom médico também evitou manifestar-se-lhe.

A 10 de fevereiro reunimo-nos a convite dos guias, que diziam querer aliviar a Sra. G… de uma luxação, em conseqüência da qual muito sofria desde a véspera. Nada mais sabíamos, e longe estávamos de pensar na surpresa que nos aguardava. Logo que essa senhora se mediunizou, começou a soltar gritos lancinantes, mostrando o pé.

Eis o que se passava: A Sra. G… via um Espírito curvado a seus pés com a fisionomia oculta, a fazer-lhe fricções e massagens, exercendo de vez em quando uma tração longitudinal sobre a parte luxada, exatamente como faria qualquer médico. A operação era tão dolorosa, que a paciente vociferava empregando movimentos desordenados.

“No entanto, a crise não foi longa e ao fim de uns dez minutos desapareciam a inflamação e os traços da luxação, retomando o pé a sua aparência normal. A Sra. G… estava curada!

O Espírito continuava incógnito para o médium, persistindo em não lhe revelar as feições, quando, por mostrar desejos de retirar-se, a doente, que momentos antes não daria um passo, se atira de um salto ao centro do quarto para apertar a mão do seu médico espiritual.

Ainda desta feita, o Espírito voltou o rosto, deixando a mão na do médium.
Nesse momento a Sra. G… dá um grito e cai desfalecida no soalho, vindo de reconhecer o Dr. Demeure no Espírito que a operava. Durante a síncope ela recebia cuidados de muitos Espíritos afeiçoados.

“Por fim, reapareceu a lucidez sonambúlica e ela conversou com muitos desses Espíritos, trocando-se felicitações, sobretudo com o Dr. Demeure, que lhe correspondia aos testemunhos de afeição penetrando-a de fluidos reparadores.

“Não é uma tal cena surpreendentemente dramática, considerando-se as personagens como que representando papéis da vida humana? Não será uma prova, entre mil outras, de que os Espíritos são seres efetivamente reais agindo como se estivessem na Terra?

Somos felizes por ver, no amigo Espírito, o mesmo coração bondoso do médico solícito e abnegado que foi neste mundo. Ele fora durante a vida o médico do médium, e, conhecendo a sua extrema sensibilidade, poupou-o tanto quanto se fora seu próprio filho.

Esta prova de identidade, conferida aos que o Espírito prezava, é admirável e de molde a fazer encarar a vida futura por um prisma mais consolador.”

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