77-Inferno Exterior

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 77-Lugares de expiação)
Reunião pública de 27-11-1961
CI – 1a Parte – Cap. IV – Item. 4.

77-InfernoO que a gente pensa quando ouvimos a palavra “Inferno”?

Fogo … demônios … pessoas sofrendo … tudo em tons de vermelho.

De onde vem isso? Das ideias Católicas?
É bem mais antigo.

Nessa meditação, Emmanuel relembra o conceito de “Infernos externos” para várias tradições.

Como era para o Hinduísmo?
Era uma região com dezenas de seções, cada uma com 1 tipo de sofrimento.

Fogo, sufocamento, cobras, pássaros, venenos, marteladas, lâminas, cárceres …
Todo tipo de sofrimento exterior.

77-hell-lake-of-fireE na China?
O desencarnado condenado seria torturado e privado de tudo, até que caísse morto uma segunda vez. Segunda morte, com o aniquilamento do ser!

E entre os Egípcios?
Inúmeros suplícios para os condenados que caíssem sob a ira de Anúbis.

E entre o Gregos?
Abismos insondáveis, tormentos e agonias cruéis.

Os mesmos quadros dantescos entre hebraicos, persas, romanos, escandinavos, muçulmanos e cristãos.

Não ignoras que os sistemas de castigo, mentalizados para depois da morte, obedecem às idiossincrasias de cada povo, apresentando, por isso, variedades multiformes.” – pondera  Emmanuel.

E a Doutrina Espírita?
Ela também relaciona “infernos exteriores”, mas estes situados ainda na Terra, entre os encarnados.

77-HolocaustoBem perto de nós, temos estas regiões infernais:
— A ignorância;
— A carência das necessidades primárias;
— Os entorpecentes;
— A exploração da sensualidade;
— Os desesperos;
— A orfandade …

… e tantos outros estados infernais que torturam irmãos.

Todas enlouquecendo e jogando sombras nas consciências, adoecendo e mantendo almas na miséria, produzindo abandono e delinquência em inúmeros corações.

77-Jesus_heilt_die_KrankenEm razão disso, embora respeitando as crenças alheias, observemos as próprias ações, a fim de verificar o que estamos fazendo para extinguir os infernos que nos rodeiam.” – recomenda-nos Emmanuel.

Todos os dias, temos que aprender, servir e vigiar nosso coração na prática do bem.

Pra que?
Para garantir a consciência tranquila.
Somos nós os responsáveis pela nossa condição espiritual.

Conclui Emmanuel:

Disse-nos o Cristo: “O reino de Deus está dentro de vós”, ao que, de acordo com ele mesmo, ousamos acrescentar: e o inferno também.

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO IV – O INFERNO

O inferno cristão imitado do inferno pagão

4. — Os cristãos têm, como os pagãos, o seu rei dos infernos — Satã — com a diferença, porém, de que Plutão se limitava a governar o sombrio império, que lhe coubera em partilha, sem ser mau; retinha em seus domínios os que haviam praticado o mal, porque essa era a sua missão, mas não induzia os homens ao pecado para desfrutar, tripudiar dos seus sofrimentos. Satã, no entanto, recruta vítimas por toda parte e regozija-se ao atormentá-las com uma legião de demônios armados de forcados a revolve-las no fogo. Já se tem discutido seriamente sobre a natureza desse fogo que queima mas não consome as vítimas; tem-se mesmo perguntado se seria um fogo de betume. O inferno cristão nada cede, pois, ao inferno pagão.

*** Curiosidades ***

– A terceira figura, a da criança, faz parte do livro “Holocausto Brasileiro“.
O livro conta a história da “Colônia“, um hospício em Barbacena, Minas Gerais, que arrecadou R$ 600 mil com a venda de corpos dos internos que morriam por doença, fome e frio. O local foi usado pela Ditadura Militar e pelas famílias poderosas para abrigarpessoas indesejáveis“, independente de estarem doentes ou não. No auge da tragédia, o manicômio que comportava 200 pessoas tinha 5 mil internos.
Calcula-se o genocídio de pelo menos 60 mil pessoas entre 1903 e 1980.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/mg/2013-07-12/holocausto-brasileiro-60-mil-morreram-em-manicomio-de-minas-gerais.html

– O inferno da drogadição (ou toxicodependência) é outro estado infernal que devemos guardar grande compaixão para as pessoas dependentes. Ninguém entra nele porque quer o vício. Apenas julga que é capaz de controlar aquele “momento de lazer“. “Eu paro na hora que eu quiser”. E leva longo tempo para perceber que já não controla mais. Uma vez, disse-me um amigo que já tinha vivenciado todo esse processo: para certas pessoas, o melhor lugar é o fundo do poço; lá elas finalmente começam a pisar em algo firme.

– Há outros tantos infernos menos conhecidos: o ciúme que rouba muitas noites de sono e lágrimas; a depressão, em variados aspectos, qual a distimia, que ainda é muito interpretada como absoluta falha de caráter do doente; as mutilações e atrofias, que fazem com que tantos se sintam inferiores; os familiares com problemas ou doenças continuadas, que nos levam para dentro do transe deles porque jamais os abandonaríamos; a velhice mal vivenciada; a rejeição do ente amado; os traumas e fantasmas do passado.

– O mundo é um grande vale de lágrimas?
Não, é a escola da razão e do coração.
É onde aprendemos a sermos felizes com o que somos e com o que temos.
É como nos ensina a Oração da Serenidade:
força para mudar aquilo que posso mudar;
serenidade para aceitar aquilo que não posso mudar,

e sabedoria para distinguir uma coisa da outra.

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