81-Autoiluminar-se

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 81-Evolução e livre arbítrio)
Reunião pública de 11-12-1961
CI – 1a Parte – Cap. I – Item. 5.

Porque há dores necessárias no erguimento da vida, há quem se acolha à faixa da negação.” – assim inicia Emmanuel.

A ira do Senhor virá de repente, e você perecerá no dia do castigo– cantaram os religiosos da Idade Média, pinçando ideias em Eclesiástico 5.

Deus está morto!– afirmou Nietzsche, abrindo coro para os materialistas do séc. 19.

Apesar das posições parecerem antagônicas, elas guardam semelhanças: movidas por interesses interiores, elas pretendem enquadrar a Inteligência Suprema em uma concepção.

81-science-versus-religionUma apela para os dogmas, para a força do inexplicável, para o fanatismo e para a percepção de que devemos temer e obedecer cegamente aquilo que ignoramos.

A outra apela para o avanço da ciência, para a segurança da tecnologia, para a percepção de que o ignorado hoje é a ciência de amanhã, mas nada há além de energia e matéria.

Entre uma e outra, estamos nós todos, aprendizes da vida em profunda carência moral.

Não te emaranhes, porém, no labirinto.
O mundo está criado, mas não terminado.” – pondera Emmanuel.

E nos lembra que a evolução engole imperadores, ditaduras, civilizações, filosofias, dogmas, tudo que guarda pretensão de verdade ou posição final.

Ao engolir, descerra horizontes mais amplos.
Ao solucionar um ponto, novas perguntas surgem.
Nessa imensa luta, o espírito se eleva num perpétuo autoiluminar-se.

Se o Criador está presente em tudo, estamos todos muito distantes da visão completa da “Luz Total”. Podemos mesmo dizer que desenhamos as primeiras letras de Seu alfabeto.

81-negandoEm cada civilização onde encarnamos, uma nova e preciosa experiência.

Cabe a nós aproveitar!

O livre arbítrio é determinação da Lei Divina.

Ninguém pode impunemente impedir que outro alguém cresça, conheça e se realize.

O pai consciente sabe que seu amor deve libertar seu filho e não trancafiar com a desculpa de que ama.

O professor consciente sabe que o aluno precisa experienciar o erro e o acerto, sem privilégios de ternura ou favoritismo.

O médico consciente cuida de efetuar as manobras certas, mesmo sendo dolorosas ou arriscadas, não se negando ao correto em nome de suposta compaixão.

Recebe, pois, o quadro das provações aflitivas em que te encontras, como sendo o maior ensejo de crescimento e de elevação que a Bondade Infinita, por agora, te pode dar.” – nos convida Emmanuel.

O materialismo insiste em nos convidar para a inconsciência do caos?
Percebamos em nós as nossas raízes e observaremos que algo maior nos governa o caminho.

81-jesusQuem alimenta a ideia da negação encontrará a mesma negação após o túmulo, solicitando reajustes de visão, de entendimento, de emoção e de conceitos.

Enquanto observas, no caminho, perturbação e sofrimento, à guisa de poeira e sucata em prodigiosa oficina, tranquiliza-te e espera, porquanto, aprendendo e servindo, sentirás em ti mesmo a presença do Pai.

(Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO I – O PORVIR E O NADA

 

5. — Há uma doutrina que se defende da pecha de materialista porque admite a existência de um princípio inteligente fora da matéria: é a da absorção no Todo Universal. Segundo esta doutrina, cada indivíduo assimila ao nascer uma parcela desse princípio, que constitui sua alma, e dá-lhe vida, inteligência e sentimento. Pela morte, esta alma volta ao foco comum e perde-se no infinito, qual gota d’água no oceano.

Incontestavelmente esta doutrina é um passo adiantado sobre o puro materialismo, visto como admite alguma coisa, quando este nada admite. As consequências, porém, são exatamente as mesmas. Ser o homem imerso em o nada ou no reservatório comum, é para ele a mesma coisa; aniquilado ou perdendo a sua individualidade, é como se não existisse; as relações sociais nem por isso deixam de romper-se, e para sempre. O que lhe é essencial é a conservação do seu eu; sem este, que lhe importa ou não subsistir? O futuro afigura-se-lhe sempre nulo, e a vida presente é a única coisa que o interessa e preocupa. Sob o ponto de vista das consequências morais, esta doutrina é, pois, tão insensata, tão desesperadora, tão subversiva como o materialismo propriamente dito.

*** Curiosidades ***

-Não é difícil desacreditar da existência de Deus. Por um lado, a ciência e a tecnologia nos dão provas de que o Universo é regido por leis que podem ser conhecidas e manipuladas. Por outro lado, as crenças religiosas tentam sustentar ideias velhas tão fantásticas e irreais que facilmente nossa inteligência rejeita. Por fim, vários foram os pensadores que argumentaram sobre nossa necessidade afetiva de um Pai Maior que nos proteja e nos livre da aniquilação da morte. Tudo isso tem muito sentido. Mas …

– A ideia de Deus passa a fazer sentido quando compreendemos que todo efeito tem uma causa. E se observamos efeitos inteligentes, é justo admitirmos que a causa também é inteligente. É esta causa inteligente e primeira à todas as coisas que ousamos nomear de Deus!

– O caminho desse entendimento, porém, passa por libertações. Eu preciso me libertar dos dogmas e da irracionalidade secular para abrir-me às ideias novas. O que não atende ao razoável, deve ser engavetado. Porém, é necessário libertar-me ainda dos preconceitos. Eu não posso engavetar uma ideia apenas porque outros já a engavetaram. Antes de negá-la, preciso averiguar sua consistência por mim mesmo, avaliando o quanto esta nova ideia atende à razão ou não. A negação de tudo é tão viciante quanto a irracionalidade!

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