03-Pega Ladrão!

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 03-Não furtar)
Reunião pública de 27-1-61
CI – 1a Parte – Cap. VI – Item 24.

Em 2006, muito foi comentado sobre a mulher condenada a 4 anos de cadeia por roubar um pote de manteiga no valor de 3,20 em S.Paulo.

Isso dispara nossa indignação!

Tantos crimes habilmente formulados, onde milhões são desviados da merenda escolar, da saúde pública, dos cofres do Governo e ninguém nunca vai preso.

Ela roubou apenas um pote de manteiga !!!!

Eu não roubaria. Você certamente não o faria também.
Claro, nós estamos impregnados com o 8o. Mandamento:
-Não furtarás!

Nessa meditação, porém, Emmanuel nos adverte sobre possíveis furtos que cometemos e que não atentamos para a gravidade deles.

Furtamos esperanças e entusiasmos quando aqueles companheiros, dedicados ao bem, nos ouvem falar de nossas amarguras, de nosso desânimo, das decepções que vivenciamos e que, ao falar nelas, apenas reforçamos o poder do mal.

Mas nós devolveríamos qualquer moeda que alguém perdesse.

Roubamos o bem moral alheio quando levantamos aquele comentário infeliz, do qual não temos certeza e nem nos preocupamos em questionar ao próprio personagem sobre a veracidade, mas que não hesitamos repetir em surdina para os amigos. Assalto com mão armada pela calúnia e pela maledicência.

Contudo, nunca tomaríamos um imóvel, de alguém.
Ah, isso não!

Surrupiamos a confiança dos outros quando traímos a palavra firmada em pequenos assuntos. Quando damos provas de que não se deve confiar em ninguém, quando argumentamos que a humanidade não é digna de confiança.

Entretanto, jamais levaríamos um objeto sequer da casa que nos recebe.

Assaltamos alegrias, harmonias e horas de paz quando destruímos, impiedosamente, a concórdia e o entendimento das pessoas. Quando “lançamos espalhando” nossas misérias interiores no ambiente que nos ouve, dividindo as pessoas presentes.

Mas ficaríamos estupefatos se fôssemos chamados de ladrões. Isso nunca! Calúnia e difamação com causa ganha!

Não furtarás.” – diz a Lei Divina.

É preciso, porém, não furtar nem os recursos do corpo, nem os bens da alma, pois que a consequência de todo furto é prevista na Lei.” (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO VI – Doutrina das Penas Eternas

A DOUTRINA DAS PENAS ETERNAS
FEZ SUA ÉPOCA

Item 24. A Nova Revelação, dando noções mais sensatas da vida futura e provando que podemos, cada um de nós, promover a felicidade pelas próprias obras, deve encontrar tremenda oposição, tanto mais viva por estancar uma das mais rendosas fontes de receita. E assim tem sido, sempre que uma nova descoberta ou invento abala costumes inveterados e preestabelecidos.

Quem vive de velhos e custosos processos jamais deixa de preconizar-lhes a superioridade e excelência e de desacreditar os novos, mais econômicos.

Acreditar-se-á, por exemplo, que a imprensa, apesar dos benefícios prestados à sociedade, tenha sido aclamada pela classe dos copistas?

Não, certamente eles deveriam profligá-la. O mesmo se tem dado em relação a maquinismos, caminho de ferro e centenares de outras descobertas e aplicações.

Aos olhos dos incrédulos o dogma da eternidade das penas afigura-se futilidade da qual se riem; para o filósofo esse dogma tem uma gravidade social pelos abusos que acoroçoa, ao passo que o homem verdadeiramente religioso tem a dignidade da religião interessada na destruição dos abusos que tal dogma origina, e da sua causa, enfim.

*** Curiosidades ***

-Essa meditação foi MUITO dolorosa para mim. Descobri quantas faltas e erros ainda cometo. Percebi que tenho muita coisa ainda por vencer. Ai, ai! 

-Em 2006, a Justiça condenou a empregada doméstica Angélica Aparecida Souza, 19 anos, a quatro anos de prisão em regime semi-aberto por ter tentado roubar um pote de manteiga no dia 16 de novembro de 2005, no Jardim Maia, em São Paulo. De acordo com o jornal Diário de S.Paulo, ela afirmou que o ato foi causado por desespero, porque ela não aguentava ver o filho de 2 anos passar fome. Angélica entrou no mercado e foi surpreendida pelo dono, Dadiel de Aráujo, com o pote de 200 gramas de manteiga escondida no boné. Cumpriu 4 meses de detenção na Zona Oeste de S.Paulo e foi libertada por um habeas corpus do STJ. Se a situação nos revolta, como nos explica o espíritos Camilo, lembremos que nesse mundo há injustiças, mas não há injustiçados.

-Fui pesquisar a diferença entre roubo e furto para saber se tinha usado corretamente as palavras na meditação. “Apesar da confusão feita entre furto e roubo, os dois crimes são distintos. Segundo o Código Penal, o roubo se caracteriza por “subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência”. No furto, não há ameaça ou violência. Trata-se do popular mão leve.” (http://www.conjur.com.br/2006-dez-09/domestica_foi_condenada_roubo_manteiga_nao_furto).
Acho, que meio sem querer, acabei usando os termos de forma apropriada.
Nesse site percebemos ainda que a prisão da doméstica foi menos “injustiça” do que imaginamos ser.

-“Lançamos espalhando” faz referência ao conceito de diabo. Do latim “diabolos”, segundo Prof. Raul Teixeira, é aquele que “lança espalhando”. Faz referência aos agentes da discórdia e da desagregação, muitas vezes nós mesmos!

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