13-Renova-te!

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 13-De Ânimo Firme)
Reunião pública de 3-3-61
CI – 1a Parte – Cap. VII – Item 3 inciso 28.

13-Meu coracaoQuem de nós não carrega no coração uma tristeza?

Um casamento que juramos eterno e que se desfez.

Um emprego estável de anos que termina com um “corte de despesas” da Empresa.

Um trabalho voluntário, construído com muito carinho, onde a intriga invade e nos expulsa.

O sonho que, agora sabemos, nunca se realizará.
Aquele amor que nos abandona quando mais precisamos.
As palavras ásperas daqueles a quem dedicamos tanta consideração.

Filhos insensatos, pais indiferentes, saúde precária, desprezos, falências, desilusões …

13-RenovarApesar de tudo, porém, renova-te, a cada instante, e caminha incessantemente, arrimando-te a fé viva.” – exorta-nos Emmanuel.

Cada momento vivido, seja alegre, seja triste, faz parte da “colheita obrigatória” que todos nós produzimos com nosso plantio nos séculos afora.

A dor de hoje é a cobrança da dívida de ontem.
Assim, toda caridade e bondade feita hoje é saldo positivo para a alegria de amanhã!

13-AnimoPortanto, não percamos tempo!

Vamos mergulhar agora nosso entendimento e sentimentos na caridade e nas fontes do amor puro, sempre dispostos a construir e compreender.

Somente nessa postura construiremos a verdadeira felicidade, paz e harmonia nos séculos que ainda nos aguardam:

Nada tendo e tudo possuindo
Sozinhos e com todos
Chorando jubilosos e suando contentes
Atormentados e tranquilos
Desfalecentes e refeitos
Batidos e levantados …” – enumera Emmanuel13-seguindo Jesus

Que possamos entregar nossa vida no dia de hoje aos revezes do mundo, sustentados sempre pelas orientações dos Espíritos Superiores, para que a luz  do amanhã descortine planos mais adiantados em nosso horizonte.

E, atingindo os marcos do túmulo, de partida para a Luz Espiritual, se viveste amando e perdoando, purificando e servindo, encontrarás em ti mesmo a flama da alegria, ressurgindo do sofrimento, como a glória solar renascendo das trevas.” (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO VII – As Penas Futuras segundo o Espiritismo

3-Código Penal da Vida Futura

O Espiritismo não vem, pois, com sua autoridade privada, formular um código de fantasia; a sua lei, no que respeita ao futuro da alma, deduzida das observações do fato, pode resumir-se nos seguintes pontos:

1º — A alma ou Espírito sofre na vida espiritual as consequências de todas as imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza.

28º — A situação do Espírito, no mundo espiritual, não é outra senão a por si mesmo preparada na vida corpórea.
Mais tarde, outra encarnação se lhe faculta para novas provas de expiação e reparação, com maior ou menor proveito, dependentes do seu livre-arbítrio; e se ele não se corrige, terá sempre uma missão a recomeçar, sempre e sempre mais acerba, de sorte que pode dizer-se que aquele que muito sofre na Terra, muito tinha a expiar; e os que gozam uma felicidade aparente, em que pesem aos seus vícios e inutilidades, pagá-la-ão mui caro em ulterior existência.
Nesse sentido foi que Jesus disse: —“Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V.)

*** Curiosidades ***

-Chico Xavier ouviu várias vezes dos espíritos: o lamento mais comum dos que retornam ao plano espiritual é uma profunda sensação de tempo perdido! Por isso os espíritos insistem que a hora de fazer o trabalho do bem e da caridade é agora! Com todas as nossas dificuldades, impedimentos e atribulações, nada disso nos impede de ouvir, abraçar, amparar, ajudar, dar forças ou esperanças a quem está ao nosso redor.

-Certamente, construímos a cada minuto o nosso futuro céu ou nosso futuro inferno. Se o sinal fecha bem na minha vez de passar e eu apenas sorrio, alimentei meu céu. Se eu esbravejo e murmuro, alimentei meu inferno. Se um copo quebra e eu corro para ajudar a recolher os cacos e impedir que alguém se machuque, alimentei meu céu. Se eu brigo com o portador do copo, procuro culpados, dou risadas sarcásticas ou fujo para não ser chamado ao trabalho, alimentei meu inferno. Isso porque, em cada pequena decisão, estamos decidindo qual sentimento será forte em nosso psiquismo encarnado. No dia em que não houver mais carne, este mesmo sentimento ou brilhará em paz, amor, equilíbrio e harmonia ou queimará em ira, vaidade, egoísmo e/ou preguiça.

-É possível esquecer a ofensa sofrida? Um fato só é lembrado, só é relevante em nossa vida pela carga emocional que ele carrega. Dificilmente lembraremos daquele dia em que descobrimos ter sumido um pé de meia que pegamos na gaveta. Mas se for a meia do time favorito, de algum jogo de roupas combinadas e caras ou uma peça de roupa que consideramos especial, aí sim lembraremos. Quando algo não tem peso emocional, ele não é apagado da memória. Apenas não é mais lembrado. Diferente de quando estamos ressentidos, resgatando em vários momentos o mesmo fato, sentindo novamente a dor que sofremos.

– Qual o segredo, então? Trabalhar a caridade (benevolência, indulgência e perdão, conforme explica a questão 886 do Livro dos Espíritos) para que nossa percepção das ofensas sofridas seja cada vez mais amortecida pela paz, pelo amor, pela harmonia, pela desculpa, pelo perdão, pelo sorriso, pelo carinho, pelo bom-humor e tantas respostas iluminadas que só o bem pode nos ajudar a trazer!

8 respostas para 13-Renova-te!

  1. Elza Pereira disse:

    O que mais me tocou nesta mensagem é que não devemos permitir que detalhes nos impatem a seguir com o que nos é ensinado na doutrina Espírita. Devemos passar por cima e ter uma meta. Sabendo que esta meta nos levará ao que nos foi ensinado. Só com uma mudança de comportamento e de visão será possível chegar a esta meta. Muito grata pelo incentivo que me foi passado sobre mudanças.

  2. martha disse:

    A renovação íntima faz parte do despertar da consciência sobre os valores da vida. Vigiai e orai, sempre.

    • inacioqueiroz disse:

      Oi Martha,
      Obrigado pelo comentário.
      De fato, quando a gente se percebe, a renovação começa porque deixamos de agir de forma inconsciente.
      Na vigia, nos percebemos. Na oração, ganhamos força para nos aceitar e/ou nos modificar.

      Muito interessante seu comentário.
      Reuniu idéias importantes.
      Grato,
      Inacio

  3. gilson alves correa disse:

    renovaçao,e muitas vezes lenta,trabalhosa,e dificil mas nescessaria.se quisermos colher frutos melhores .valeu inacio

    • inacioqueiroz disse:

      Muito bem observado, Gilson.
      Por isso que o lema de Emmanuel para o Chico é: Disciplina, disciplina e disciplina.

      Somente conseguindo manter a boa vontade, a boa disposição ao longo de décadas é que seremos capazes de gerar esta lenta alteração.
      Da mesma forma como a gota de água cria o grande estalactite, o pequeno gesto de boa vontade renova totalmente o espírito.
      Mas precisa haver repetição por séculos afora.

      E só se consegue esta disciplina quando estudamos e compreendemos qual é a postura correta e como funciona esta renovação.
      O estudo é o primeiro passo para nossa fidelidade com a disciplina e com o bem.
      Somente seguiremos uma certa estrada sem pensar em desvios quando já soubermos, sem dúvida, que ela nos levará ao destino desejado.

      Muito bom seu comentário.
      Grato,
      Inacio

  4. Ricardo Salles disse:

    Realmente, a renovação interior é um eterno e salutar convite!

    • inacioqueiroz disse:

      Verdade, amigo Ricardo.
      E passa por atitudes íntimas que parecem inofensivas, mas que determinam se estamos sintonizados com a luz ou não.
      O sorriso, a pequena gentileza, o bom-humor, o silêncio sobre as queixas, o exaltar do lado bom das situações, etc.

      Emmanuel fala que a verdadeira humildade é quando temos direito a algo e silenciosamente abrimos mão do direito em benefício de outro.
      Ou mesmo em benefício de nossa paz, creio eu.

      Difícil …
      Abração!

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