18-São Meus Filhos

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 18-Sabes Disso)
Reunião pública de 20-3-61
CI – 1a Parte – Cap. VII – Item 3 inciso 32.

 Vamos lembrar grandes exemplos do amor de pai e mãe para seus filhos?

18-oleo-de-lorenzo-nick-nolteNa história do Óleo de Lorenzo, encontramos pai e mãe renunciando a tudo para cuidar da rara doença de seu filho Lorenzo.

O esforço foi tão formidável que eles descobriram, quase por conta própria e sem nenhuma graduação ou conhecimento específico prévio, novos remédios para uma doença considerada incurável e sem controle.

Na história do bispo Pike, encontramos o pai dedicado à fé e ao destino do filho em luta contra o vício. Quando seu filho desencarna com indicações de suicídio, o tormento de uma danação eterna no fogo do inferno rouba por completo a sua paz. Deus não faria isso com seu filho tão amado.

Então, o bispo Pike passa em revisão todas as suas crenças e redescobre a esperança de novos dias felizes nos caminhos do espírito eterno, que sempre terá nova oportunidade.

Quem viu a dedicação do pai dos cantores Zezé di Camargo e Luciano, certamente emocionou-se.  Ele acreditou firmemente que o talento dos filhos, uma vez educado, iria  leva-los a uma condição melhor.

E não mediu esforços nessa direção, mesmo muitas vezes sem saber como fazer.

18-Viva CazuzaE a mãe do cantor Cazuza, que lutou até o final pela recuperação de seu filho!
Uma fã incondicional, uma mãe cujo zelo tantas vezes aborreceu seu filho.

Por fim, com a derrota para a doença, ela não permitiu que o legado de seu filho tenha ponto final no funeral e criou a Fundação Viva Cazuza.

Assim, não só exalta os bons dias de alegria desse grande artista, mas também ampara e colabora com aqueles que vivenciam o mesmo drama.

Filhos!
Ver-lhes a honradez e o trabalho, o passo reto e a independência construtiva representa, em verdade, todo o triunfo que ambicionas.” – observa Emmanuel.

18-RetornoE quando lembramos desse amor incondicional de pai ou mãe pelo filho amado, não tem como deixar de lembrar da Parábola do Filho Pródigo?

Confiei no teu amor e voltei. Sim, aqui é meu lugar …” – canta a canção.

Humilhado, o filho retorna consciente que não pode pretender a posição de filho.
Chega mesmo a treinar uma frase pedindo para tornar-se apenas um servo.

Mas o Pai transborda de alegria ao vê-lo!
Corre em sua direção, pula em seu pescoço, dá-lhe um grande beijo.

18-FILHO PRODIGOOrdena aos servos:

– Rápido! Uma boa roupa, anéis e sandálias para meu filho!

 – Hoje é festa! Matemos o melhor novilho, pois meu filho retornou!

Assim age o amor dos pais pelos filhos, mesmo quando reincidentes no erro.

E a todos os que te reprovam o devotamento e a fadiga, censurando-te a persistência no sacrifício, sabes responder, na mesma reserva de confiança e ternura, com alegria misturada de pranto: ‘são meus filhos” – lembra-nos Emmanuel.

18-AmorEsse é o amor que nós, criaturas imperfeitas, já sabemos dar quando verdadeiramente envolvidos pelo sincero e profundo amor.

Imagina, pois, a longanimidade do amor que vibra e reina, infinito, no lar divino da Criação!…”. (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO VII – As Penas Futuras segundo o Espiritismo

Item 3 – Código Penal da Vida Futura

O Espiritismo não vem, pois, com sua autoridade privada, formular um código de fantasia; a sua lei, no que respeita ao futuro da alma, deduzida das observações do fato, pode resumir-se nos seguintes pontos:

1º — A alma ou Espírito sofre na vida espiritual as consequências de todas as imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza.

32º — Deus, diz-se, não daria prova maior de amor às suas criaturas, criando-as infalíveis e, por conseguinte, isentas dos vícios inerentes à imperfeição? Para tanto fora preciso que Ele criasse seres perfeitos, nada mais tendo a adquirir, quer em conhecimentos, quer em moralidade. Certo, porém, Deus poderia fazê-lo, e se o não fez é que em sua sabedoria quis que o progresso constituísse lei geral. Os homens são imperfeitos, e, como tais, sujeitos a vicissitudes mais ou menos penosas. E pois que o fato existe, devemos aceitá-lo.

Inferir dele que Deus não é bom nem justo, fora insensata revolta contra a lei.

Injustiça haveria, sim, na criação de seres privilegiados, mais ou menos favorecidos, fruindo gozos que outros porventura não atingem senão pelo trabalho, ou que jamais pudessem atingir. Ao contrário, a justiça divina patenteia-se na igualdade absoluta que preside à criação dos Espíritos; todos têm o mesmo ponto de partida e nenhum se distingue em sua formação por melhor aquinhoado; nenhum cuja marcha progressiva se facilite por exceção: os que chegam ao fim, têm passado, como quaisquer outros, pelas fases de inferioridade e respectivas provas.

Isto posto, nada mais justo que a liberdade de ação a cada qual concedida. O caminho da felicidade a todos se abre amplo, como a todos as mesmas condições para atingi-la. A lei, gravada em todas as consciências, a todos é ensinada. Deus fez da felicidade o prêmio do trabalho e não do favoritismo, para que cada qual tivesse seu mérito.

Todos somos livres no trabalho do próprio progresso, e o que muito e depressa trabalha,  mais cedo recebe a recompensa.  O romeiro que se desgarra, ou em caminho perde tempo, retarda a marcha e não pode queixar-se senão de si mesmo.

O bem como o mal são voluntários e facultativos: livre, o homem não é fatalmente impelido para um nem para outro.

*** Curiosidades ***

-Eu me emocionei muito lembrando de todas estas passagens de amor e devotamento em família. E creio ser este o intento de Emmanuel: que possamos perceber o amor que já temos e que é infinitamente menor que o amor que emana da Inteligência Divina.

Lorenzo Odone morreu em 2008, mas o esforço de seus pais, Augusto e Michaela Odone salva milhares de crianças todos os anos em todo mundo. Por seus esforços, Augusto Odone recebeu o título de Doutor Honorário. É fundador do Projeto Mielina (The Myelin Project). 

-O texto de Kardec nos leva a refletir o quanto nosso julgamento sobre a Inteligência Divina é falho. Isso fica muito patente na história do bispo Pike. Precisamos ser muito humildes quando pretendemos dizer como Deus pensa e o que achamos que ele deveria ter feito na nossa vida e na vida de quem amamos. Enquanto nossa visão é de 1 vida, a Dele é da eternidade!

– Diz o espírito Camilo, psicografia de Raul Teixeira: consentimento da razão é disciplina; consentimento do coração é resignação.

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Uma resposta para 18-São Meus Filhos

  1. inacioqueiroz disse:

    Comentário do meu amigo Hernandes por e-mail:

    Bom dia.

    Me parece que a Vida assume a tarefa educativa como sua prioridade. Aquilo de mais importante que temos a aprender é o Amor. Desta forma, a vida terrena nos conduz ao aprendizado deste amor, de forma insistente.

    Sob esta ótica o amor romântico, que gera a união familiar e a consequente geração de filhos, é uma escola para nós que ainda engatinhamos neste caminho. Começamos por amar aqueles que nos são mais próximos fisicamente, com o objetivo de um dia amarmos a todos sem distinção. Aqueles que já viveram a experiência da maternidade/paternidade biológica ou não, entendem como nossa compreensão do que seja amor incondicional se alarga enormemente a partir desta experiência.

    Por tudo isso, a forma física do núcleo familiar não é o mais importante. O fundamental neste campo, como em toda a vida, é o amor e o respeito existente entre seus componentes, a entrega total a felicidade dos seres amados, a gratidão por eles existirem em nosso caminho, a comunhão espiritual que com eles podemos alcançar.

    Na verdade amar ao próximo é o único caminho para um dia amarmos a Deus.

    Abraços,
    *******************************************************
    Carlos Hernandes

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