19-Última Vez

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 19-Omissão)
Reunião pública de 24-3-61
CI – 1a Parte – Cap. VII – Item 3 inciso 6.

19-SalveiAsseveras não haver praticado o mal; contudo, reflete no bem que deixaste à distância.” – convida Emmanuel.

Eu sempre me senti meio afrontado pela questão 642 do Livro dos Espíritos:

642. Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal?

“Não; cumpre-lhe fazer o bem no limite de suas forças, porquanto responderá por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem.”

19-transit1Por que devo responder pelo mal que aconteceu devido ao bem que não fiz?
Parece meio injusto, não parece?

Comecei a entender melhor esta resposta quando me deparei com uma idéia muito simples, mas bem inteligente.

Imagine que estamos vendo uma criança de 3 anos caminhando sozinha, alegremente, em direção a uma rua bem movimentada. Qual a nossa reação?

Eu creio que eu daria um pulo e correria, com toda minha energia, para segurar a criança.
Claro, só terei certeza disso no dia que realmente acontecer.

19-SalvandoDigo isso porque sei que muitas pessoas congelam, ficam gritando e chorando sem ação.
Por que isso? Trauma? Incapacidade de reagir?
Medo? Insensibilidade?

Não sabemos.

Apenas podemos afirmar com certeza: é uma imperfeição interior que precisa ser corrigida. Assim é o bem que deixamos de praticar.

Isso que nos congela, que nos impede de fazer o certo imediatamente, que nos impede de usar plenamente nossa capacidade de realizar é uma imperfeição interior que precisa ser  corrigida.

E esta correção ficará ligada em nossa consciência com a imagem daquele instante que eu poderia ter salvo a criança e não o fiz.

19-TardeNesse capítulo, Emmanuel relaciona estes momentos onde “congelamos” o nosso amor.

Quando demoramos demais examinando os processos de auxílio, enquanto o necessitado desencarna … ou nós desencarnamos e perdemos a deixa!!

Quando adiamos o bem para amanhã e não sabemos que aquele “até logo” será, na verdade, um “adeus” …

Quando não abençoamos de pronto quem nos agride e não amparamos imediatamente quem tropeça ao nosso lado .

Nossos pais encanecidos, ontem provedores, hoje dependentes e, por vezes, problemáticos. Precisamos apoia-los com ternura.

19-PerdoarNossos filhos, ontem obedientes, hoje iludidos e arredios, impondo dores e angústias.

Precisamos abençoar a presença deles em nosso caminho, em nossas vidas.

O trabalho que nos solicita tempo e atenção. Precisamos atendê-lo.

O perdão que precisa ser dado ou pedido imediatamente.

A reconciliação que não pode esperar aparecer nova oportunidade, precisa ser já.
A alegria que precisamos estender à todo instante como benção da Divindade para todos.

Tudo o que enxergas, entre os homens, usando a visão física, é moldura passageira de almas e forças em movimento.” – observa Emmanuel.

19-Jesus BondadeImagina quanto bem podemos realizar nesse minuto que passa?
Basta não esquecer, instante algum, do amor que devemos dedicar à cada criatura.

E se recebes, em troca, pedra e ódio, vinagre e fel, sorri e auxilia sempre, porque é possível estejas ainda hoje, na Terra, diante dos outros, ou os outros diante de ti pela última vez.”  (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO VII – As Penas Futuras segundo o Espiritismo

CÓDIGO PENAL DA VIDA FUTURA

O Espiritismo não vem, pois, com sua autoridade privada, formular um código de fantasia; a sua lei, no que respeita ao futuro da alma, deduzida das observações do fato, pode resumir-se nos seguintes pontos:

1º — A alma ou Espírito sofre na vida espiritual as conseqüências de todas as imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza.

— O bem e o mal que fazemos decorrem das qualidades que possuímos. Não fazer o bem quando podemos é, portanto, o resultado de uma imperfeição. Se toda imperfeição é fonte de sofrimento, o Espírito deve sofrer não somente pelo mal que fez como pelo bem que deixou de fazer na vida terrestre.

*** Curiosidades ***

-A questão 642 do Livro dos Espíritos (LE) sempre me pareceu uma daquelas regras que só conseguirei cumprir quando finalmente me tornar um “espiritão”. Na verdade, o Evangelho inteiro foi formulado por espíritos que já se encontram em alto adiantamento moral, científico e emocional desde antes da antiguidade. Portanto, precisamos nos perdoar. Chegaremos lá? Sim, chegaremos. Mas precisaremos nos perdoar muitas vezes ainda por saber e não conseguir fazer o certo.

-Uma colega do meu grupo de trabalho conta um caso interessante. Um grande trabalhador espírita, palestrante muito hábil, vivenciou o desencarne da esposa. Com todo conhecimento doutrinário que possuía, ele se cercou nas orações e continuou tocando a vida, afirmando que para si mesmo que todo o ocorrido era natural, buscando resignar-se à vontade de Deus. Mas … caiu em depressão! E quando o sofrimento se tornou insuportável, procurou ajuda. E conseguiu ser ajudado. Isso nos mostra que, apesar de sabermos qual o certo e como agir em cada situação, não significa que conseguiremos realizar o certo. Precisamos verificar honestamente qual o nosso quadro emocional, perceber nossos traumas, nossas fragilidades e nos colocar, em certa situações, como os atendidos que precisam de ajuda.

-Divaldo nos ensina:Busque esforçar-se no bem e aguarda que esta luz te penetre profundamente“! Podemos saber que começamos a caminhar dentro da nossa verdadeira transformação interior quando, ao fazer algo reprovável, sentirmos um mal-estar. Quando dói jogar o lixo direto no chão; quando incomoda não devolver aquele troco que veio a mais; quando oprime nosso peito não ter dado passagem para o outro carro no trânsito; quando nos tortura faltar o dia de trabalho na caridade por algum motivo frívolo; quando lutamos deseperados pela vida de algum inseto ou de uma planta que alguém iria maltratar sem nenhum motivo justo; quando machuca ouvir a ironia alheia sobre algum evento triste, etc … Detalhe: dói mesmo, sem sentido figurado!

-A última imagem dessa meditação é uma passagem do Evangelho que mexe comigo PRO-FUN-DA-MEN-TE !!! “Respondeu o centuriao: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Mas dizei uma só palavra e meu servo será curado!” (Mateus 8:8). E Jesus se admirou porque não havia encontrado ninguém em Israel com semelhante fé. (Lindo!)

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