22-Eu, Superior?

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 22-Em Oração e Serviço)
Reunião pública de 17-4-61
CI – 1a Parte – Cap. III – Item 15.

22-AuxiliaNão paralises o impulso do amor fraterno, diante dos companheiros que te parecem errados.” – recomenda Emmanuel.

Aquele que hoje carrega na praça o nome de malfeitor pode ser amanhã o apoio que te arrimes.

Das muitas Parábolas que Jesus deixou para nossa educação, uma sempre me causou admiração especial.
É a Parábola do Administrador Infiel que está em Lucas 16.

Jesus nos conta que um homem rico percebeu que seu feitor (ou mordomo, em algumas versões) estava dissipando seus bens.

O senhor lhe dá um aviso prévio: dá-me conta de sua administração porque irei te demitir.

22-FeitorO feitor se desespera: – Que farei desempregado?
– Não posso cavar e não quero mendigar.

Então ele toma uma decisão desesperada: chama os devedores do seu patrão e reduz suas dívidas no mínimo possível. Assim, espera ser amparado quando estiver na necessidade.

Para nossa surpresa, o senhor parabeniza seu juízo, mostrando que mais vale granjear amigos do que se prender à dívidas, faltas e riquezas iníquas.

Nessa meditação, Emmanuel nos convida a ajudar mesmo aqueles que reprovamos, visto que não sabemos se amanhã serão eles o nosso amparo.

Se estamos passando e flagramos aquela pessoa desagradável, agressiva, reprovável, em dificuldades, tendemos a passar fingindo nem ter visto nada, indiferentes. 

22-bicho-papaoVem mesmo um pensamento do tipo: “Ela está tendo o que merece!”.

 “Entretanto, vence a repulsão e assegura-lhe o socorro preciso.” – solicita-nos Emmanuel.

Se amanhã a situação for inversa, adoraríamos se ela parasse e viesse ao nosso socorro.

E na hora de comentar sobre aquele político cheio de processos por corrupção? Temos sempre algum comentário ácido, alguma reprovação bem azeitada, certo? (Essa é difícil!)

22-FurtoCala, porém, a crítica destrutiva e pronuncia o verbo que lhe sirva de reconforto.” – aconselha Emmanuel.

Nas voltas que o mundo dá, ele provavelmente virá a ser solução para alguns de nossos graves problemas.

E o rapaz bêbado, vagabundo, analfabeto, todo errado, caído na sarjeta?
Ou a jovem reprovável, sem berço, leviana, em desespero por associação com o crime?

Para que arranjar mais problemas? 
Podemos passar longe e nos justificar enumerando diversas condenações e impossibilidades.22-Morbido

Mas que a bondade e a simpatia não nos falte nessas horas.
No entanto, reflete na compaixão e ampara-lhe o reajuste.” – nas palavras de Emmanuel.

Ele poderá vir a ser o amigo mais importante no futuro momento de perigo.
22-jesusbompastorEla poderá estar conosco, em nosso futuro lar, como integrante de nossa nova família.

Estamos todos matriculados na escola da carne.

Logo,  não nos julguemos superiores a ninguém.

Lembra-te, acima de tudo, de que pelas imperfeições que ainda trazemos, todos somos delinquentes potenciais, e de que, se não vigiarmos em oração e serviço, junto das tentações que nos visitam as fraquezas, ainda hoje o lugar dos irmãos caídos pode ser igualmente o nosso.” (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO III – O Céu

Item 15. Todas as inteligências concorrem, pois, para a obra geral, qualquer que seja o grau atingido, e cada uma na medida das suas forças, seja no estado de encarnação ou no espiritual. Por toda parte a atividade, desde a base ao ápice da escala, instruindo-se, coadjuvando-se em mútuo apoio, dando-se as mãos para alcançarem o zênite.

Assim se estabelece a solidariedade entre o mundo espiritual e o corporal, ou, em outros termos, entre os homens e os Espíritos, entre os Espíritos libertos e os cativos. Assim se perpetuam e consolidam, pela purificação e continuidade de relações, as verdadeiras simpatias e nobres afeições.

Por toda parte, a vida e o movimento: nenhum canto do infinito despovoado, nenhuma região que não seja incessantemente percorrida por legiões inumeráveis de Espíritos radiantes, invisíveis aos sentidos grosseiros dos encarnados, mas cuja vista deslumbra de alegria e admiração as almas libertas da matéria. Por toda parte, enfim, há uma felicidade relativa a todos os progressos, a todos os deveres cumpridos, trazendo cada um consigo os elementos de sua felicidade, decorrente da categoria em que se coloca pelo seu adiantamento.

Das qualidades do indivíduo depende-lhe a felicidade, e não do estado material do meio em que se encontra, podendo a felicidade, portanto, existir em qualquer parte onde haja Espíritos capazes de a gozar. Nenhum lugar lhe é circunscrito e assinalado no Universo.

Onde quer que se encontrem, os Espíritos podem contemplar a majestade divina, porque Deus está em toda parte.

*** Curiosidades ***

-A Parábola do Administrador Infiel sempre me despertou curiosidade, porque Jesus parece validar que um servo utilize os bens de seu senhor indebitamente para seu proveito próprio. Porém, sendo uma consciência superior, Jesus constrói uma analogia profunda entre nosso egoísmo e nossa oportunidade de doar e perdoar. O desperdício dos bens é o mau uso que fazemos daquilo que Deus, o verdadeiro homem rico, nos concede administrar. Quando chamados a prestar contas, que possamos ter sabido doar o que nunca foi nosso e perdoar o crédito que nunca nos pertenceu.

-Como eu posso me envolver com a delinquência ou com a dor dos outros sem entrar numa “fria”? Afinal, armadilhas existem! Para todas estas situações, há grupos que já trabalham no apoio e na caridade necessária aos que vivem estes transes. Precisamos procurar estes grupos e aprender com eles como ser solidários sem prejuízos.

-Lembro do grande bolo de chocolate que nosso grupo levou para o orfanato. As crinças adoraram e parecia que tínhamos acertado. Mas as crianças tiveram uma dor de barriga tão grande que bolo de chocolate nunca mais foi permitido na instituição.

-Conforme Kardec nos diz no texto acima, em cada plano há uma felicidade relativa, a felicidade possível para aquele plano e condicionada não ao ambiente externo, mas ao nosso interior. Ou seja, a felicidade sempre esteve aqui, junto de nós. Nós que não nos habilitamos a ela.

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