35-Reencontrá-los

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 35-Palavras de Esperança)
Reunião pública de 2-6-1961
CI – 1a Parte – Cap. XI – Item 8.

35-ecumenismo-4Vivemos numa época e num país de grande tolerância religiosa, é fato.
Brasil, terra abençoada!

E mesmo quando os pessimistas argumentam que ainda há muito preconceito religioso entre nós, nada ocorre que se compare com os conflitos religiosos na Irlanda, com a intolerância reinante entre os povos islâmicos, com a estrutura de castas da Índia, com a imposição religiosa aos nascidos nas muitas comunidades religiosas fechadas, etc…

Nas terras do Cruzeiro, há liberdade de escolha da linha religiosa que toca nosso coração.

Maior ainda é a liberdade das consciências!
Nem sonhar em obrigar os outros a entender os princípios que hoje nos norteiam.

35-telepatiaSabemos que Deus existe e não há como transferir este entendimento aos materialistas.
Deciframos a pluralidade dos mundos, mas nenhuma evidência convence os céticos.
Damos evidências da reencarnação, mas isso não demove aos que crêem nas “penas eternas”.

Comprovamos as comunicações daqueles que atravessaram o véu da morte, explicamos a eternidade da individualidade espiritual, mas muitos corações fazem-se surdos às palavras e idéias.

Sobre estes dois últimos princípios, Emmanuel nos mostra que iremos encontrar os argumentos mais agudos possíveis nos olhares, nas palavras e nas lágrimas daqueles que viram partir os entes mais queridos:

  • 35-choro+floros que afagaram as mãos geladas de pais afetuosos;
  • os corações agoniados e silenciosos das viúvas que abraçaram os esposos na hora da despedida;
  • os maridos que tentaram reavivar suas companheiras até o último segundo;
  • as mães que fecharam os olhos de seus filhos, tombados ainda em tenra idade;
  • os que choram sozinhos, junto às cinzas de um túmulo, perguntando o por quê.

Eles sabem, por intuição, que os mortos vivem, e reconhecem que, apenas por amor deles, continuam igualmente a viver.” – afirma Emmanuel.

Percebemos a presença deles, de nossos entes, vez por outra.
Ouvimos suas vozes em nosso pensamento.

E prosseguimos em nossa luta do trabalho, ansiando pelo dia de reencontrá-los.

35-perdasSe um dia tiveres fome de maior esperança, não temas, assim, rogar a inspiração e a assistência dos corações amados que te precederam na grande viagem.” – recomenda Emmanuel.

Eles nos ouvirão.
Estarão conosco sempre que rogarmos.

35-Jesus Cristo RessucitadoIrão nos sustentar nas aflições e batalhas, aguardando pacientemente pelo nosso abraço que logo chegará, assim que dignamente concluirmos a nossa travessia pelos caminhos da escola da carne.

Busca-lhes o clarão de amor, nas asas da prece, e, se nos templos veneráveis do Cristianismo, alguém te fala de Moisés, reprimindo as invocações abusivas de um povo desesperado, lembra-te de Jesus, ao regressar do sepulcro para a intimidade dos amigos desfalecentes, exclamando, em transportes de júbilo:
A paz seja convosco.’ ”  (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO XI – Da Proibição de Evocar os Mortos 

Item 8. Mas temos ainda outra contradição: — Se Moisés proibiu evocar os mortos, é que estes podiam vir, pois do contrário inútil fora a proibição. Ora, se os mortos podiam vir naqueles tempos, também o podem hoje; e se são Espíritos de mortos os que vêm, não são exclusivamente demônios. Demais, Moisés de modo algum fala nesses últimos.

É duplo, portanto, o motivo pelo qual não se pode aceitar logicamente a autoridade de Moisés na espécie, a saber: — primeiro, porque a sua lei não rege o Cristianismo; e, segundo, porque é imprópria aos costumes da nossa época. Mas, suponhamos que essa lei tem a plenitude da autoridade por alguns outorgada, e ainda assim ela não poderá, como vimos, aplicar-se ao Espiritismo. É verdade que a proibição de Moisés abrange a interrogação dos mortos, porém de modo secundário, como acessória às práticas da feitiçaria.

O próprio vocábulo “interrogação“, junto aos de adivinho e agoureiro, prova que entre os hebreus as evocações eram um meio de adivinhar; entretanto, os espíritas só evocam mortos para receber sábios conselhos e obter alívio em favor dos que sofrem, nunca para conseguir revelações ilícitas. Certo, se os hebreus usassem das comunicações como fazem os espíritas, longe de as proibir, Moisés acoroçoá-las-ia, porque o seu povo só teria que lucrar.

*** Curiosidades ***

-Conforme podemos ler no item 8 do capítulo XI  do livro O Céu e o Inferno (vide acima), a meditação toda gira em torno da proibição de Moisés de evocar os mortos. Ainda hoje, muitas comunidades religiosas acusam o Espiritismo de desobedecer esta regra do Velho Testamento. Mas quantas regras do Velho Testamento caíram em desuso? Punições, jejuns, costumes, vestimentas, alimentação, tantas coisas que pertenciam nitidamente a uma época, hoje são ignoradas por questão de bom senso. E o próprio Jesus é descrito em comunicação com os mortos, tanto no momento da Transfiguração, em conversa com Moisés e Elias, quanto nos momentos em que expulsa os “espíritos imundos” dos obsidiados. Guardemos sempre o bom senso antes de formar nosso julgamento!

-Como todo iniciante no Espiritismo, eu também tive minha época em que desejava pegar um megafone, ir para a praça pública e gritar ao vento as verdades que tinha percebido. Com o passar do tempo, todos aprendemos que ninguém impõe ensinamentos a ninguém. Quem busca o Espiritismo, já está preparado para ouvir, absorver e entender estas novas, porém antigas, verdades. Sem este preparo anterior, nada adianta.
Ou seja, praça pública, não! Centro Espírita, sim!

-A gente sempre pensa que tem 1 ou 2 espíritos nos acompanhando, certo? Raul Teixeira nos diz que são 20 a 30 espíritos, verdadeira nuvem. Alguns deles se encontram em camadas vibratórias diferentes dos outros, havendo mesmo certa ausência de visibilidade entre eles. Ou seja, dizer que ‘estou sozinho agora!’ é uma mera ilusão!

perda-de-entes-queridos-zilda-giunchetti-rosin-Para quem perdeu alguém querido e busca consolação, o livro “Perda de Entes Queridos” da Dra. Zilda Giunchetti Rosin é uma EXCELENTE leitura.
A narrativa sincera e atual de uma mãe que perdeu seus dois únicos filhos no mesmo acidente, a travessia do grande deserto de dor e o encontro com a verdade espiritual do Consolador.
Procure na Internet e acharás!

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