48-Na Enfermaria

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 48-Doenças da Alma)
Reunião pública de 7-8-61
CI – 1a Parte – Cap. VII – Item 3 – inciso 7.

48-MissionariosSabemos que toda encarnação é motivada, basicamente, de duas formas:

1- Encarne por missão (não preciso mais reencarnar, mas solicito novo encarne para auxiliar corações queridos que ainda estão na provação terrestre).

2- Encarne por expiação e provas (preciso reencarnar para quitar débitos e dar provas de que consegui vencer [ou descobrir que não consegui vencer] as minhas mazelas espirituais).

Bem, posso falar por mim, sem medo ou vergonha de me reconhecer: EU NÃO ESTOU AQUI POR MISSÃO! (Sinto muito desiludir quem me ama !)

E, assim como eu, a grande maioria das pessoas que conhecemos também não estão aqui por missão, apesar de aparentarem um sorriso saudável e um ar de normalidade.

48-LepraO corpo físico? 

Está muito bem, obrigado!

Mas as chagas estão lá no corpo espiritual, esperando o momento certo para se mostrarem.

Nessa meditação, Emmanuel nos convida a reconhecer cada companheiro de caminhada como um companheiro de enfermaria.
Todos nós provisoriamente internados nesse grande Hospital, em busca de nossas curas.

Se um amigo conversa tranquilamente conosco, talvez não percebamos o peito dele em brasas pelas desilusões vivenciadas.

Quantas amigas sorridentes e cheias de vida ocultam um coração dilacerado em lágrimas? Conhecemos algumas.

48-loucoE o irmão que parecia tão calmo e centrado e que, caminhando dia a dia para loucura, terminará externando um surto psicótico? Já vimos isso acontecer.

E os que se mostram belos pilares do direito, do dever, do saber e da moral e que resvalam na delinqüência oculta, até que são descobertos em escândalos?
Muita tristeza.

Uma ferida no corpo é visível e pode ser rapidamente tratada, contida e revertida.
E quando a ferida corrói a alma em suas forças, sem diagnose médica da Terra?

Aqui, o egoísmo sombreia a visão; ali, o ódio empeçonha o cérebro; acolá, o desespero mentaliza fantasmas; adiante, o ciúme converte a palavra em látego de morte …” – enumera Emmanuel.

48-compaixãoO que vemos de nossos irmãos são sombras e aparências.
Perante nossos débitos passados, somos TODOS doentes em trabalho de recuperação.

Nosso planeta é Escola e é também Hospital.
Cada sofrimento, cada gota de suor é remédio que sorvemos obrigatoriamente, tudo para nossa regeneração.

Deixa, assim, que a compaixão retifique em ti próprio os velhos males que toleras nos outros.
Se alguém te fere ou desgosta, debita-lhe o gesto menos feliz à conta de moléstia obscura de que ainda se faz portador.” – recomenda-nos Emmanuel.

Se tivéssemos a audição necessária, saberíamos que a Misericórdia Divina constantemente nos pede “COMPAIXÃO” para as enfermidades alheias que nos agridem, uma vez que somos todos enfermos em busca de nossa própria liberação hospitalar.

48-JesusSó quando construirmos em nós o bem da compaixão, saberemos verdadeiramente auxiliar os outros.

E mesmo que te vejas na obrigação de corrigir alguém – pelas reações dolorosas das doenças da alma que ainda trazemos –, compadece-te mil vezes antes de examinar uma só.” (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
Capítulo VII – As Penas Futuras Segundo o Espiritismo

CÓDIGO PENAL DA VIDA FUTURA

O Espiritismo não vem, pois, com sua autoridade privada, formular um código de fantasia; a sua lei, no que respeita ao futuro da alma, deduzida das observações do fato, pode resumir-se nos seguintes pontos:

1º — A alma ou Espírito sofre na vida espiritual as consequências de todas as imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza.


— O Espírito sofre pelo mal que fez, de maneira que, sendo a sua atenção constantemente dirigida para as conseqüências desse mal, melhor compreende os seus inconvenientes e trata de corrigir-se.

*** Curiosidades ***

– O grande objetivo de cada encarnação é viver as experiências e descobrir como nos comportamos perante cada situação. Uma pessoa pode não sentir qualquer desarmonia perante um acidente de carro, mas pode ter verdadeiro momento de pânico perante uma aranha ou uma barata. Pode não ter qualquer problema para galantear alguém estranho, mas pode ficar francamente alterado com uma situação que inspire ciúmes ou humilhação. Como descobrir nossa reação perante essas situações? Permitindo-nos viver as experiências e aprendendo com os bons espíritos qual o comportamento correto para cada uma. Conhecer a nós mesmos, eis o desafio. Como dizia uma amiga de Grupo Espírita:é muito fácil ser princesinha ficando no alto da Torre do Castelo. Quero ver ser princesinha na Praça Mauá“. (É um lugar complicado do Rio de Janeiro, local de prostituição para turistas. Podemos pensar em outros locais complicados do tipo: Rock’n Rio, festa do Big Brother, carnaval de Salvador ou afins. rsrsrs)

– Na história do mundo, muitos foram os religiosos que se enclausuraram e perderam encarnações inteiras, repletas de oportunidades de se conhecer e se corrigir. Não que a solidão seja errada. Lembremos que o próprio Jesus jejuou em solidão no deserto. Entretanto, depois desse momento, só O encontraremos a sós novamente em seus momentos de oração.

– E qual seria a minha doença? Cada um tem certa ideia de qual seja. E se torna mais fácil trabalhar nela conforme confessamos e assumimos. No entanto, muitos não sabem seus problemas e acreditam mesmo nada ter a corrigir! Pode? Se não tivesse mais nada a fazer, teria desencarnado. Temos 2 sinais que nos ajudam a perceber a nossa doença:
1- Quando algo nos incomoda imensamente. O jeito de alguém, um erro, uma falha, uma injustiça, qualquer coisa que nos tire do eixo. Não é errado perceber as falhas, mas se ela nos incomodam, há algo dentro de nós que não suporta bem aquela falha e que precisa ser trabalhado.
2- Quando temos uma necessidade ansiosa de comentar algum defeito que reconhecemos no nosso próximo. Reconhecer um defeito já significa que temos alguma experiência presente ou passada com o tal defeito. A necessidade ansiosa nos mostra que a experiência com o defeito é presente, é atual. Dessa forma, precisa de tratamento e atenção.

– COMPAIXÃO: a grande palavra do Budismo. Muito teremos que caminhar para torná-la realidade em nossas vidas. Como diz Emmanuel: Compadecer mil vezes antes de examinar uma só!

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2 respostas para 48-Na Enfermaria

  1. Ricardo disse:

    Ótima reflexão.
    abs.

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