51-Amor e Justiça

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 51-Nas leis do destino)
Reunião pública de 18-8-61
CI – 1a Parte – Cap. VI – Item 15.

51-DeusNa definição do Dicionário on-line Priberam:

Deus   (latim deus, dei) 1. Ser supremo.

Ou seja, uma consciência que dispõe de qualidades, virtudes e habilidades infinitamente superiores a qualquer outra consciência existente.

Assim, como pensar num Criador que condena Suas criaturas ao sofrimento eterno?

Não digas que Deus sentencia alguém a torturas eternas.” – recomenda Emmanuel.

E defende seu ponto de vista levando-nos a observar como funciona a Lei de Deus em nosso plano de existência.

51-BronzeVejamos o fogo:
Se bem controlado, é elemento de conforto e evolução.
Mas, se mal usado, é elemento de queimaduras, dores e destruição.

As máquinas:
São os braços fortes do progresso.
Mas, se não tratadas, ocorrerá defeitos de funcionamento, de produção ou mesmo desastres.

Na matemática do Universo, o destino dar-nos-á sempre daquilo que lhe dermos.” – afirma Emmanuel.

Temos religiosos que nos descrevem um Deus rancoroso e vingativo, cheio de coroas e tronos dourados, sedento de vassalos e de louvações. Sim, temos muitos!

E muitos deles acreditam, com toda pureza de coração, que dizem a verdade, com base em livros, lendas e tradições muito antigas.

Mas, mesmo com toda pureza, mesmo com todo poder que os títulos e cargos podem conferir, ninguém poderá reduzir o Ser Supremo a algo que alguém supõe que Ele é.

51-JustoDeus é Amor; um amor muito superior ao amor que compreendemos, que permeia a matéria e se expande do microuniverso das partículas subatômicas ao macrouniverso dos grandes grupos de galáxias.

Mas Deus também é justiça!
Para cada Espírito, direitos e deveres segundo suas escolhas.

Sendo amor, concede à consciência transviada tantas experiências quantas deseje a fim de retificar-se.
Sendo justiça, ignora quaisquer privilégios que lhe queiram impor.” – esclarece Emmanuel.

Deus escolheria, então, alguns para a angelitude e outros para o sofrimento eterno?
Bajular alguns, condenar outros. Não parece um Ser Supremo.

Todo o Universo está em movimento de evolução, por impulso do Criador.
Pelo amor, Ele semeou nos caminhos de todos as bênçãos e luzes.
Pela justiça, Ele distribuiu para todos nós a vontade e a razão.

51-BOM_LADRAONossa vontade e nossa razão determinará o que será nossa vida, nesse plano e no porvir.

E não sofismemos a palavra de Jesus, quando prometeu ao companheiro de sofrimento, no Calvário, que estaria com ele no paraíso, como poderia estar em qualquer instituto de educação, no mundo espiritual, porque foi o próprio Cristo quem nos informou, de maneira incisiva, que o reino de Deus está dentro de nós.
(Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO VI – A DOUTRINA DA PENAS ETERNAS

Argumento a Favor das Penas Eternas

14. Sendo em tudo infinito, Deus deve abranger o passado e o futuro; deve saber, ao criar uma alma, se ela virá a falir, assaz gravemente, para ser eternamente condenada. Se o não souber, a sua sabedoria deixará de ser infinita, e Ele deixará de ser Deus. Sabendo-o, cria voluntariamente uma alma desde logo votada ao eterno suplício, e, nesse caso, deixa de ser bom.

Uma vez que Deus pode conferir a graça ao pecador arrependido, tirando-o do inferno, deixam de existir penas eternas, e o juízo dos homens está revogado.

15. Conseguintemente, a doutrina das penas eternas absolutas conduz à negação, ou, pelo menos, ao enfraquecimento de alguns atributos de Deus, sendo incompatível com a perfeição absoluta, donde resulta este dilema: Ou Deus é perfeito, e não há penas eternas, ou há penas eternas, e Deus não é perfeito.

*** Curiosidades ***

– Devo agradecer profundamente aos amigos espirituais que me acolheram durante esta meditação. Tem sido dias de grande tribulação para mim. Então, enquanto fazia minhas orações diárias na travessia da ponte Rio-Niterói, percebi que o texto casava com meu momento de vida. Minha tribulação é fruto do par Amor e Justiça Divina. Por Amor Divino, tive a liberdade de plantar. Por Justiça Divina, estou em plena colheita.

– O texto surgiu, nesse meu momento de vida, provavelmente obedecendo ao chamado Princípio da Sincronicidade, proposto por Carl Jung. O princípio diz, em grossas linhas, que eventos ocorrem simultaneamente porque se relacionam de alguma forma, em significado. Com base nesse princípio, Jung estudou longamente o I-Ching, o oráculo chinês. Ou seja, se você está lendo este texto agora, pode ser que esta leitura seja necessária para seu atual momento de vida, por sincronicidade de significado.

– Kardec pergunta aos Espíritos na questão no. 3 do Livro dos Espíritos (LE): Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito? Os Espíritos respondem: Definição incompleta …“.
E Kardec, sabiamente, arremata: … é definir uma coisa que não está conhecida por uma outra que não está mais do que a primeira.“. Eu sempre defendi que o mesmo ocorre quando dizemos que “Deus é amor“: definimos algo que não se sabe o que é com outro algo que não está claramente definido. Mas, nosso mestre Emmanuel me pegou pelo pé! Afirmou que, em nosso plano de entendimento, nos é permitido definir Deus como amor, enquanto entendermos o amor comoo trabalho do bem em todas as direções“.
Ele é genial! Mas, a definição de Deus como “infinito” continua sendo uma indeterminação.

– É possível que o bom ladrão tenha realmente entrado com Jesus no dito “Paraiso”?
Aos olhos espíritas, sim! Se o Paraiso é um estado de paz, de harmonia e de consciência tranquila, bastaria que Jesus identificasse estas qualidades em seu companheiro de provação. E, cá entre nós, isso seria bem fácil para nosso Mestre!

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