55-Cadê o Paraiso?

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 55-O lugar do Paraiso)
Reunião pública de 1-9-61
CI – 1a Parte – Cap. III – Item 2.

55-GalaxiaPara além do mais além, espraia-se o Universo infinito, em todas as direções.– assim inicia Emmanuel esta meditação, em busca de entender a idéia de “Paraíso”.

Consultemos a Wikipédia:

A palavra paraíso deriva do termo avéstico “pairi-daeza (uma “área/jardim” murado). O termo não era só aplicado aos jardins “paisagistas“, mas especialmente aos terrenos para caçadas reais.

Adiante, a palavra passa a ser compreendida como “lugar aprazível“. Passou do velho persa (paridaeza) para o hebraico (pardes) e deste para o grego paradeisos, grafado na Septuaginta e significando Jardim do Éden.

No Novo Testamento, paraíso (paradisu em latim) ganhou o significado de paraíso restaurado na Terra (Mateus, 5:5, os mansos herdarão a terra), embora nenhuma referência seja feita quanto a condição (paradisíaca ou não) na qual estaria a Terra.

Entre os Católicos, temos diferenças entre Paraiso e Céu. Na obra “Contra as Heresias“, podemos ler que somente aqueles dignos de valor herdariam um lar no Céu, enquanto que outros habitariam o paraíso e os demais viveriam na Jerusalém restaurada.

O que chamamos, nós, de Paraíso?
Um mundo? Um local feliz do Universo?

Emmanuel, então, nos pede observar os números da criação Universal:

55-EstruturaSão trilhões de galáxias separadas por espaços inimagináveis.

Dessas, 170 bilhões estão no chamado “Universo observável”, freqüentemente medido na atualidade pela unidade “ano-luz” (o espaço percorrido pela luz em 1 ano, ou seja, 9 trilhões de quilômetros).

A Via Láctea, nossa galáxia, com 200 bilhões de estrelas, encontra-se num chamado “grupo local” agrupada com a galáxia de Andrômeda e outras 35 galáxias. Juntas, elas cobrem um espaço de 10 milhões de anos-luz de diâmetro. Em outros grupos, há galáxias gigantescas que contam com 100 trilhões de estrelas girando ao redor de seu núcleo.

Quantos mundos diferentes devem existir?
Mundos santuários, escolas, sementeiras, searas, desertos, jardins, hospitais, penitenciárias, oficinas, museus …

Cada um servindo ao seu propósito, transitando por estados e condições diferentes e importantes, desintegrando-se e refazendo-se numa grande dança cósmica.

Alma que te purificas na Terra, diante de tamanha magnificência, não menoscabes, porém, a tua glória celeste.” – solicita Emmanuel.

E nos explica que todos somos detentores de uma semente da Divindade.

Ao despertar para a consciência, acima da matéria bruta, percebemos em nós “o eterno pensamento do Criador!

55-Com JesusOnde está o Paraíso, então?
Nunca esteve longe de nós.

Lutemos e soframos, por aperfeiçoar e aformosear a nós mesmo, nascendo sob o teto da carne e renascendo nos reinos do Espírito, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, até que, um dia, aliando a sabedoria e o amor, por nossas próprias asas, possamos remontar ao Coração da Vida, carregando o paraíso no coração.” (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO III – O CÉU

Item 2 As diferentes doutrinas relativamente ao paraíso repousam todas no duplo erro de considerar a Terra centro do Universo, e limitada a região dos astros.

É além desse limite imaginário que todas têm colocado a residência afortunada e a morada do Todo-Poderoso.

Singular anomalia que coloca o Autor de todas as coisas, Aquele que as governa a todas, nos confins da criação, em vez de no centro, donde o seu pensamento poderia, irradiante, abranger tudo!

*** Curiosidades ***

– No texto original, Emmanuel fez questão de não mergulhar nos números que envolvem as dimensões do Universo. Muito coerente por sinal, porque são valores tão grandes que não dispomos de sensibilidade para entendê-los. Para termos uma ideia mais clara das grandezas envolvidas, precisamos trazê-las para nosso cotidiano. Assim fez um astrônomo inglês para podermos entender qual o tamanho da nossa galáxia. Imaginemos uma moeda de 10 centavos. Coloque na superfície dessa moeda o nosso Sol e todos os planetas que giram em torno dele. Imaginou? Pois bem, se conseguíssemos fazer essa redução, sabe qual seria o tamanho da Via Láctea, proporcionalmente? Ela iria do extremo norte da América do Norte até o extremo sul da América do Sul.
Gigantesca!

– Fiquei impressionado com Emmanuel usando o conceito de “ano-luz”.
São conceitos específicos de Astronomia. Ele é realmente um grande mestre.

– Também achei de grande inteligência a observação de Kardec: se o paraíso está além do limite conhecido, estaremos colocando a Divindade para fora daquilo que conhecemos como a Criação. Rsrsrs. Como somos infantis!

– No Universo, estamos ainda mais ligados a ideia do “verso” do que na ideia da “Unidade“. Nos sentimos desconectados com o todo, separados, e isso torna-se realidade pela força de nosso pensamento. Isso explica o porquê do Paraíso estar em nosso coração e não o percebermos lá. Procuramos o Paraíso em algum outro lugar, algo externo que nos traga a felicidade que nós ainda não temos. Quando nosso coração estiver nobre e feliz, todos os mundos felizes estarão conectados a nós, naturalmente, estejam eles onde estiverem. São grandes linhas de sintonia que ligam toda a Criação.

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4 respostas para 55-Cadê o Paraiso?

  1. Ana Silva disse:

    Esse tema é apaixonante, pois fala de nossos anseios mais profundos pela felicidade. Antes de alcançá-la, porém é preciso ultrapassar as barreiras das nossas imperfeições. Dessa maneira, se deixa o coração e mente livres para perceber o mundo maravilhoso dentro de cada um de nós.

  2. Ricardo Salles disse:

    Nossa! Não fazia ideia da dimensão de um ano-luz.
    abs.

    • inacioqueiroz disse:

      Realmente, Ricardo.
      Existe uma outra unidade de medida, o parsec, que é mais difícil de entender porque tem a ver com o conceito de paralaxe anual.
      Mas é tão gigantesca quanto o ano-luz.
      Acho que só estaremos melhor habilitados para as viagens interplanetárias quando finalmente adentrarmos nos conceitos de densidade física, irradiação e sintonia que os espíritos podem nos ensinar. Enquanto isso, o espaço sideral ainda será o ambiente mais hostil que a vida biológica pode encontrar.
      Abração e obrigado,
      Inacio

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