66-Impulsos

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 66-Sentenciados)
Reunião pública de 20-10-1961
CI – 1a Parte – Cap. VII – Item. 3 inciso 31.

66-Culpa“Não é nossa culpa / nascemos já com uma bênção…”.

Estaria certa a canção popular que inicia com esta afirmação?

Até onde sei, podemos não lembrar objetivamente dos fatos que nos levaram à nossa atual condição.

Mas o aprendiz atento encontrará em seus pequenos hábitos, nas manias tolas, nas preferências fúteis, os sinais tanto das virtudes alcançadas quanto das vicissitudes que nos penalizam hoje.

São dolos e culpas, amorosamente encobertos, que dão base à nossa “sentença penal” atual.

Nessa meditação, porém, Emmanuel afirma que a vida não nos impõe tais situações apenas pelo prazer de nos ver sofrer.

66-FelizSão impulsos que nos direcionam ao bem, ao progresso e à educação.

Somos todos destinados à suprema felicidade sob a guia da Justiça Divina.

Como colaborar com este impulso para nossa felicidade?

Pela Caridade, conforme Jesus a entendia: benevolência, indulgência e perdão.

Assim diz Emmanuel:
Jesus, o Divino Penalogista, exortou-nos, convincente:
`Perdoa não sete vezes, mas setenta vezes sete`.”.

E explica, por comparações, de que forma age o mal como desequilíbrio profundo em nossa composição orgânica e espiritual.

Dor moral de ferir alguém é abcesso que deverá ser drenado.
Vício é uma fístula que deverá ser tratada lá na causa, em sua origem.
Delinquência é tumor maligno, tão perigoso que há mesmo risco de morte.

Revolta e vingança são feridas que abrem nosso interior para graves infecções e enfermidades. Como nos imunizar e fechar tais feridas? Tolerância e perdão.

Às penas que o Espírito experimenta na vida espiritual ajuntam-se as da vida corpórea, que são consequentes às imperfeições do homem, às suas paixões, ao mau uso das suas faculdades e à expiação de presentes e passadas faltas.” — afirma Allan Kardec no inciso 31 do Código Penal da Vida Futura (vide “O Céu e o Inferno”).

66-PazEsparze, desse modo, as vibrações confortativas da prece sobre todo aquele que caiu no logro do mal.

— exorta-nos Emmanuel.

Cada erro guarda em si o gérmen de sua sentença:
Na calúnia, a repressão da língua.
Na deserção, as frustrações que foram irradiadas.

Na ingratidão, os arrependimentos tardios.
Na ofensa, a dor de consciência.
No crime, o padecimento das próprias vítimas.

São resgates proporcionais aos débitos assumidos, levando por multa e juros a dor do remorso.

66-jesus-rezandoPortanto, se alguém te golpeia e ofende, silencia!
Esquece o mal, lembrando que mais vale ser o ofendido do que o ofensor.

Não precisa indica-lo a esse ou aquele castigo, perante a barra dos tribunais, porque o maior sistema de punição já está dentro dele.” (Emmanuel)

 ==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO VII – As Penas Futuras segundo o Espiritismo

Item 3 – Código Penal da Vida Futura

O Espiritismo não vem, pois, com sua autoridade privada, formular um código de fantasia; a sua lei, no que

respeita ao futuro da alma, deduzida das observações do fato, pode resumir-se nos seguintes pontos:

1º — A alma ou Espírito sofre na vida espiritual as consequências de todas as imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza.

31º — Às penas que o Espírito experimenta na vida espiritual ajuntam-se as da vida corpórea, que são consequentes às imperfeições do homem, às suas paixões, ao mau uso das suas faculdades e à expiação de presentes e passadas faltas. É na vida corpórea que o Espírito repara o mal de anteriores existências, pondo em prática resoluções tomadas na vida espiritual. Assim se explicam as misérias e vicissitudes mundanas que, à primeira vista, parecem não ter razão de ser. Justas são elas, no entanto, como espólio do passado — herança que serve à nossa romagem para a perfectibilidade. (1)

(1) Vide 1ª Parte, cap. V, “O purgatório”, nº 3 e seguintes; e, após, 2ª Parte, cap. VIII, “Expiações terrestres”. Vede, também, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, “Bem-aventurados os aflitos”.

*** Curiosidades ***

– Quando nos iniciamos no entendimento das leis de Causa e Efeito, é comum conseguirmos identificar rapidamente que o sofrimento atual de alguém está ligado a débitos passados. E cometemos o erro de querer que o sofredor entenda isso. Mas isso é, muitas vezes, uma falta de caridade. A pessoa que sofre frequentemente não está preparada para entender tal verdade. Dessa forma, fica parecendo que apenas aumentamos sua dor com um jeito polido de dizer que “você está sofrendo porque você merece!. E qual seria a hora de ajudá-la nessa nova compreensão? Será sempre mais fácil abordar o tema quando estivermos examinando as razões do sofrimento de uma terceira pessoa. A analogia final com sua própria situação é trabalho dela.

– Lembremos que a analogia final com nossa própria situação (conforme dito no tópico acima) é trabalho nosso. Examinar a situação dos outros é sempre mais fácil. Lembremos também da nossa situação.

– Tá, eu já sei que tô sofrendo porque cometi erros no passado. E daí? Pra que serve isso? Serve para duas ações:
1- Conforme Kardec nos explica, todo erro está ligado a uma imperfeição, seja moral ou emocional. Se hoje sofro com a raiva de alguém, estarei recebendo de volta a minha própria raiva? Ou o meu egoísmo? Então surge a grande oportunidade de perguntar como está a minha raiva e o meu egoísmo nos dias de hoje.
2- Se os erros e o mal de ontem produzem sofrimentos hoje, os acertos e o bem que fizermos hoje irão produzir nosso bem estar e alegria amanhã. Então, vamos nos envolver com o bem!

– Nosso destino já está todo escrito ou somos nós que determinamos nosso destino sempre? O Espiritismo nos responde com uma frase muito simples: Se o plantio é livre, a colheita é obrigatória.

2 respostas para 66-Impulsos

  1. wemerson mendes disse:

    gostei muito obrigado

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