71-Veneno e Antídoto

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 71-Sirvamos sempre)
Reunião pública de 6-11-1961
CI – 1
a Parte – Cap. VII – Item. 3 inciso 16.

71-ArrependimentoArrependimento, expiação e reparação: segundo os Espíritos Superiores, os 3 passos necessários para nos libertar de vez de uma falta e suas consequências.

Nessa meditação, Emmanuel nos ajuda a perceber que o serviço no bem transcende ao efeito de reparação e funciona ainda como verdadeiro escudo e antídoto contra o mal.

Vejamos:

71-VenenoCometi enganos horríveis.
O veneno: ficar juntando lamentações.
O antídoto: levanta-te e serve nos mesmos lugares onde se enganou.
A humildade será apoio certo no reajuste.

Problemas difíceis na intimidade.
O veneno: a aflição sem proveito.
O antídoto: reanima-te e serve sem abandonar as provações.
A diligência será sua tutora, trazendo amigos para te auxiliar.

71-reclamaoPosição social muito baixa ou obscura.

O veneno: a inveja.
O antídoto: movimenta-te e serve, mesmo no anonimato.
O devotamento será sua escada de luz para a ascensão.

Calúnias te perseguem.
O veneno: a vingança.
O antídoto: silencia e serve, esquecendo as ofensas.
O perdão, reunido ao trabalho no bem, te protegerá de toda injúria.

Assédio de Espíritos inferiores, beirando à obsessão.
O veneno: queixa improfícua.
O antídoto: resiste e serve, socorrendo quem sofre mais que você.
A beneficência trará a simpatia e o bom sentimento dos adversários.

71-jesus_carpinteiroPreguiça é ópio das trevas.” – diz Emmanuel.

A falta de trabalho nos faz cair facilmente no tédio, na ociosidade, na revolta, no desespero, no desequilíbrio, no ressentimento, no pessimismo e na loucura.

Ufa!

Sirvamos sempre.
Quem busca realmente servir, nunca dispõe de motivos para se arrepender.
(Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO VII – AS PENAS FUTURAS SEGUNDO O ESPIRITISMO

CÓDIGO PENAL DA VIDA FUTURA

O Espiritismo não vem, pois, com sua autoridade privada, formular um código de fantasia; a sua lei, no que respeita ao futuro da alma, deduzida das observações do fato, pode resumir-se nos seguintes pontos:

1º — A alma ou Espírito sofre na vida espiritual as consequências de todas as imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza.

16º — O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação.

Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas conseqüências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação.

*** Curiosidades ***

– Sabemos que muitos antídotos nascem do próprio veneno. Em nossa meditação, a presença do veneno traz antes um vício, além das demais consequências. É preciso que cansemos de nos intoxicar para começarmos a buscar o antídoto. Claro, sempre há exceções em variados casos, mas esta é a grande definição de um mundo de Regeneração: consciências que se cansaram do mal.

Arrependimento, expiação e reparação: é possível que uma delas não seja obrigatória? Sem arrependimento, não há mudança emocional. Ou seja, é obrigatória. Poderá, então, acontecer alguma reparação tão intensa que dispense a expiação? Já ouvi falar de algumas que atenuaram a expiação, mas nunca que dispensaram. Poderá haver alguma situação onde não é possível fazer-se reparação? Creio que não, visto que até mesmo pedir perdão e instruir outros para que não cometam o mesmo erro são formas de reparação. Em suma, TODAS se interligam e são obrigatórias.

– Servir é o ponto comum entre todos os antídotos.Preguiça é ópio das trevas.” – diz Emmanuel. O ópio é viciante e faz o tempo escorrer sem nada positivo ser feito. O serviço ativo no bem é o nosso caminho para a evolução, mesmo quando estamos pesados e pesarosos com os muitos erros cometidos. Divaldo Franco nos diz: “Envolva-se com o bem e espere que esta luz te penetre profundamente”. E os Espíritos da Codificação garantem que a verdadeira felicidade, encontrada nos mais altos níveis espirituais, está na paixão pelo trabalho. Logo … vamos trabalhar!!! (É trabalho do bem? Tô dentro!)

 

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4 respostas para 71-Veneno e Antídoto

  1. Lucya Vyana disse:

    SIM, VAMOS SERVIR, PORÉM SEM O INTUITO DE RECEBERMOS RECOMPENSAS …… SERVIR DE VERDADE !!!!!!!

    • inacioqueiroz disse:

      Valeu Lucya!
      Vamos servir sim. Precisamos, para nosso próprio bem.

      Chico Xavier nos diz que o serviço desinteressado é um dos artigos mais raros que existe em nosso degrau evolutivo.
      Eu consigo entender bem isso, visto que a pessoa que se esforça, espera, ao menos, um olhar agradecido e bondoso para si mesma.
      Isso já é uma recompensa.
      E faz parte de nossa infância emocional ser querido ou ter algum reconhecimento.

      Vi um texto onde Francisco de Assis viajava em serviço com um irmão. (Acho que com Frei Leão)
      Após dias de frio, fome e desgaste na estrada, chegando perto do destino, o irmão diz:
      – Ficarei muito feliz ao chegar e ter uma refeição e uma cama para deitar.
      E Francisco replica:
      – Mas se formos recebidos e expulsos com paus e pedras e ainda assim ficarmos em paz, aí sim seremos muito mais felizes.

      Eu fiquei chocado quando li isso.
      Mas, depois, compreendi. Quando não se espera nem um mínimo, não há como sair de nossa felicidade.
      Não tem mais nada o que perder ou deixar de ganhar.

      Claro, enquanto não conseguirmos isso, deveremos nos perdoar por ser quem somos e continuar no esforço da Caridade.
      Servir a quem nada pode nos oferecer é um GRANDE treino para aprendermos a servir sem nada esperar de verdade.

      Abração e obrigado pela excelente reflexão.
      Inacio

  2. Ricardo Salles disse:

    Então…mãos à obra, vamos servir!
    Abraços

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