73-Tirania da Negação

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 73-Experiência religiosa)
Reunião pública de 13-11-61
CI – 1a Parte – Cap. I – Item 4.

73-Papa Leão III coroando Carlos Magno sécSabemos que o mundo viveu um controle religioso muito grande.

Desde que o Imperador Romano Constantino determinou que todo o império deveria ser cristão pela força da espada, anotamos situações de inquietante opressão.

Mas, com o passar dos séculos, luzes novas chegaram, derrubando dogmas, modificando estruturas sociais, libertando as consciências para o direito de pensar, criticar e entender.

Quais adolescentes rebeldes que fogem do autoritarismo, massas humanas descambaram repentinamente da crença irracional para a descrença desenfreada.

73-ciencia-X-tecnologia-3Para muitos, a Ciência tornou-se a nova “deusa” e a religião o “ópio do povo”.

A Espiritualidade Superior, atenta ao desenrolar do processo evolutivo na Terra, movimentou-se para dar provas das verdades espirituais.

E conclamou, como ainda hoje o faz, aos homens de boa vontade que retornassem para o amor, para a moralidade religiosa e para a fé raciocinada.

Sim!
Fomos todos resgatados pelo esforço deles, mentores e amigos espirituais!
Mas ainda sofremos com os muitos materialistas que não compartilham de nossas percepções.

Nesse sofrimento, queremos mostrar aos outros as virtudes que aprendemos;
queremos descrever o que é uma vida verdadeiramente heroica;
queremos fazer eventos que ajudem ao reencontro com a moral cristã;
queremos resgatar os bons hábitos da família e da gentileza social …

73-exemplo345Mais do que palavras, todas essas boas intenções pedem nossa ação e exemplificação.

Contraditório aconselhar uma estrada e seguir noutra.” – afirma Emmanuel.

E Emmanuel nos traz como exemplo as escolas técnicas da nossa sociedade.

Um engenheiro é formado por outro engenheiro que se graduou instrutor.

Um mecânico aprende no convívio com outros mecânicos detentores de maior prática.

O invento pede uso, a teoria espera demonstração.
Assim também na experiência religiosa.” – alega Emmanuel.

Nosso modelo, Jesus, não se agastou em buscar homens influentes para discípulos.
Nem buscou cargos políticos para os seus seguidores mais letrados.

Não preferiu curar pessoas ricas para ter apoio em sua empreitada.
Nem pregou seu Evangelho para Romanos, Fariseus ou intelectuais, buscando parcerias.

Não buscou contemporizar as desconfianças religiosas dos poderosos sobre suas intenções. Nem fez uso de seguidores mais influentes para divulgar a Boa Nova.

73-lopez-the-fishermanApenas manteve-se coerente com aquilo que anunciava.

Aqui, ampara um sem escravizar ninguém.
Ali, presta serviço em nome de Deus sem conivência com os interesses seculares.

Acolá, esclarece sem impor e ajuda sem exigir.
Alhures, promove o bem dos irmãos, sem preocupar-se com o bem para si mesmo.

É fato, ainda hoje lamentamos a força do materialismo e da incredulidade.
Corações que se ressecaram e inteligências que mergulharam em sombras.

Urge, porém, compreender que, para abolir a tirania da negação que entenebrece o espírito humano, será necessário viver de acordo com a fé que ensinamos, a fim de que o mundo encontre em nós, primeiramente, o trabalho e a compreensão, a fraternidade e a concórdia que aspiramos a encontrar dentro dele.”  (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO I – O PORVIR E O NADA

3. — (…) Forçoso é dizer que, a despeito dos melhores esforços da religião, o cepticismo, a dúvida, a indiferença ganham terreno dia a dia. Mas, se a religião se mostra impotente para sustar a incredulidade, é que lhe falta alguma coisa na luta, se por outro lado a religião se condenasse à imobilidade, estaria, em dado tempo, dissolvida. O que lhe falta neste século de positivismo, em que se procura compreender antes de crer, é, sem dúvida, a sanção de suas doutrinas por fatos positivos, assim como a concordância das mesmas com os dados positivos da Ciência. Dizendo ela ser branco o que os fatos dizem ser negro, é preciso optar entre a evidência e a fé cega.

4. — É nestas circunstâncias que o Espiritismo vem opor um dique à difusão da incredulidade, não somente pelo raciocínio, não somente pela perspectiva dos perigos que ela acarreta, mas pelos fatos materiais, tornando visíveis e tangíveis a alma e a vida futura.

Todos somos livres na escolha das nossas crenças; podemos crer em alguma coisa ou em nada crer, mas aqueles que procuram fazer prevalecer no espírito das massas, da juventude principalmente, a negação do futuro, apoiando-se na autoridade do seu saber e no ascendente da sua posição, semeiam na sociedade germes de perturbação e dissolução, incorrendo em grande responsabilidade.

*** Curiosidades ***

– A Ciência hoje reconhece que grande parte do nosso aprendizado enquanto crianças, e mesmo depois de adultos, é proveniente da mera observação do comportamento das pessoas que tomamos como modelos. São as chamadas “células espelho” que tratam de absorver os trejeitos e os hábitos de quem observamos. É o mesmo mecanismo que permite a mãe loba ensinar a caçar e a se comportar no bando sem dizer uma palavra para seus rebentos.

– As células espelho funcionam de forma tão intensa que, além de adquirirmos o sotaque e as formas verbais das pessoas que convivemos, adquirimos também os trejeitos e as  formas de expressão facial e postural. Uma pesquisa feita com mais de uma centena de casais que são fisicamente parecidos, demonstrou, através da análise em fotos antigas, que um grande percentual deles não eram fisionomicamente parecidos na época de namoro. Após décadas de convívio, a aparência deles modificou-se e se aproximou.
Como? O uso de alguns músculos do rosto, e não de outros, produz marcas de expressão, desenvolvendo e atrofiando grupos musculares iguais em ambos.

– Sem dúvida alguma, exemplificar o que já foi aprendido é bem mais difícil do que simplesmente ensinar verbalmente. Muitos me perguntam, quando são chamados a falar em público, se devemos ou não ensinar algo que não somos ainda capazes de dar exemplo. Eu penso da seguinte forma: é importante que eu repasse aquilo que eu aprendi. Afinal, pode ser a grande oportunidade de renovação daquela pessoa que está me ouvindo. Mas também é importante que eu seja coerente com a minha realidade. Dessa forma, faço questão de acrescentar queapesar de já saber que isso é o certo, confesso a todos que ainda não sou capaz de fazer. Mas estou me esforçando, um dia conseguirei!”

– Para certas pessoas, elas não acreditarão na verdade espiritual mesmo que o espírito se materialize na frente dela, deixe um presente e se desmaterialize em seguida. Ela irá ficar procurando como aquela ilusão aconteceu. Segundo Kardec, isso ocorre porque tal verdade ainda não cabe no mundo dela. Ela busca explicar somente através daquilo que é verdade e entendimento para ela. Dessa forma, Kardec nos orienta: primeiro o estudo, para que o fenômeno torne-se plausível e aceitável. Depois, o contato com o fenômeno. Grande Mestre!

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