09-Advém de Deus

(Meditação sobre “O Evangelho por Emmanuel – Volume 1”)
Comentários ao Evangelho segundo Mateus

Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o reino dos Céus.”
Mateus 5:3

Meditação sobre: Humildes de espírito” (Reformador, jun. 1959)

“A humildade é o ingrediente indefinível e oculto sem o qual o pão da vida amarga invariavelmente na boca” – adverte Emmanuel.

Por que isso?
Pensemos nas oportunidades que o mundo traz:

Dinheiro!
Bolso cheio, casa confortável, geladeira cheia, viagens, belas roupas, tudo do melhor.
Mas, se esquecermos de beneficiar aquele que cruza nosso caminho, sem ter o mínimo necessário, com fome, com frio, sem remédios, sem conforto e sem alegrias, teremos esquecido que todo nosso conforto e benefícios advém de Deus, porque a Ele pertencem.
E aquilo que faz nosso bem-estar lentamente irá tornar-se nossa própria prisão.

Poder!
Voz de comando, serviçais obedientes, força de ordem no trabalho, na família e nas associações.  Mas, se esquecermos de distribuir nossos talentos com justa fraternidade e inspiração no Senhor, teremos esquecido que todo poder advém de Deus, porque Dele emanam.
Lentamente mergulharemos no crime, criando ilusões e adentrando na injustiça pelo incenso bajulatório de nós mesmos.

Pedestais!
Cultura admirável, habilidades notáveis, um virtuose, um recordista, a paranormalidade admirável, o discurso magnetizante, a beleza invejável. Mas, se esquecermos de nos inclinar à sabedoria, às habilidades e as possibilidades Eternas, sem fazer-nos brilhar em benefício de todos, teremos esquecido que todo conhecimento, toda habilidade e toda possibilidade pertencem e advém de Deus.
Gradualmente afundaremos na mentira embriagante da vaidade, portas abertas para a loucura.

“Lembra-te de que a Bondade celeste colocou a humildade por base de todo o equilíbrio da natureza.” – afirma Emmanuel.

Tanto o sábio da ciência quanto o do direito se curvam à semente que abençoa a mesa.

O lindo bosque e a gleba agrícola acolhem carinhosamente o fio d’água que prepara a terra.

Mesmo o Sol, origem de toda energia da Terra, faria desse mundo um imenso deserto caso dispensássemos a chuva singela que ambienta e equilibra seu divino poder no solo.

Dessa forma, não desconsidere servir aprendendo sempre com o Mestre Jesus!

Lembra que Ele realizou seu apostolado de amor entre a manjedoura desconhecida e a cruz da flagelação.

Assim mereceremos um dia nos sentir Seus discípulos, envolvidos em sua recomendação:
“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque a eles mais facilmente se descerrarão as portas do Céu”.

Meditação sobre a “O Evangelho por Emmanuel”
Texto referenciado: Reformador – jun.1959, pag. 140

-o0o-

** Notas do autor do Blog **

** Eu tenho na minha mesa de trabalho a lista das Bem-aventuranças! É uma tentativa minha de fazer um entendimento profundo delas. Vez por outra eu as releio e elejo uma a cada mês para ser a frase do mês. Em Mateus 5:3 temos a primeira delas. Será que conseguirei, nessa encarnação ainda, ir mais fundo nesse pensamento de Jesus?

** Jesus nos diz que a porta para o Reino dos Céus é a humildade, em sua várias extensões. Por isso ele não fala em 1 atitude humilde, mas fala em 1 espírito humilde. As atitudes variam no passar dos séculos. Em cada cultura, ser humilde representa um grupo de atitudes. Mas em todas as ocasiões estaremos lá em espírito, encarnados ou não.

** E estará conosco também nosso entendimento da irmã pobreza. Ser pobre em espírito para a cultura não é ser desprovido dela, mas reconhecer que Deus está tão acima da minha cultura e que preciso alimentar sempre em mim o meu lado aprendiz. Não é ser inabilidoso, mas há tantos mais habilidosos do que eu que devo sempre buscar ceder meu lugar a quem queira me ensinar um jeito melhor de fazer.

** Pobreza em espírito não é paralisar por sentir-se incapaz. É realizar quando puder, dentro de sua capacidade, e aprender com todos que aparecerem quando for oportunizado. É alimentar a criancinha feliz, curiosa e boa que todos deveremos ser para nos candidatarmos ao “reino dos Céus”.