Pensamento de Chico Xavier #3

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Código Penal da Vida Futura: 29o./32 pontos

CIO Céu e o Inferno (CI – 1865)

PARTE PRIMEIRA – DOUTRINA
As
Penas Futuras Segundo o Espiritismo

CÓDIGO PENAL DA VIDA FUTURA

O Espiritismo não vem, pois, com sua autoridade privada, formular um código de fantasia; a sua lei, no que respeita ao futuro da alma, deduzida das observações do fato, pode resumir-se nos seguintes pontos:

29º Certo, a misericórdia de Deus é infinita, mas não é cega.
O culpado que ela atinge não fica exonerado, e, enquanto não houver satisfeito à justiça, sofre a conseqüência dos seus erros. Por infinita misericórdia, devemos ter que Deus não é inexorável, deixando sempre viável o caminho da redenção.

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Anna Bitter [O Céu e o Inferno – Expiações Terrestres]

[O Céu e o Inferno – Expiações Terrestres]

A perda de um filho adorado é motivo de acerbo pesar; ver, porém, o filho único, alvo de todas as esperanças, depositário de todas as afeições, definhar a olhos vistos e sem sofrimentos, por causas desconhecidas, por um desses caprichos da Natureza que zombam da Ciência e, depois de esgotar todos os recursos, não haver por compensação uma esperança sequer; suportar essa angústia de todos os momentos, por longos anos, sem lhe prever o termo, é um suplício cruel que a fortuna agrava em vez de suavizar, dada a impossibilidade de vê-la fruída pelo ente adorado.

Esta era a situação do pai de Anna Bitter, que por isso se entregou a um íntimo desespero.
O caráter se lhe exasperava ante tal espetáculo, a cortar-lhe o coração, e cujas consequências não poderiam deixar de ser fatais, ainda que indeterminadas.
Um amigo da família, adepto do Espiritismo, julgou dever interrogar a respeito o seu protetor espiritual, e obteve a seguinte resposta:

“Muito desejo explicar-te o caso que ora te preocupa, mesmo porque sei que a mim não recorres por curiosidade indiscreta, mas pelo interesse que te merece aquela pobre criança, e ainda porque, crente na justiça divina, tu só terás a ganhar com isso.
Todos os que acarretam sobre si a
justiça do Senhor devem curvar a fronte sem maldições nem revoltas, porque não há castigo sem causa.
A pobre crian
ça, cuja sentença de morte fora suspensa por Deus, em breve deverá regressar ao nosso meio, visto como mereceu a divina compaixão; quanto ao seu pai, esse homem infeliz, tem de ser punido na sua única afeição mundana, visto haver zombado da confiança e dos sentimentos de quantos o rodeiam.
Por momentos o seu arrependimento tocou o
Onipotente e a morte sustou o golpe sobre o ente que lhe é tão caro; mas, para logo veio a revolta, e o castigo sempre acompanha a revolta. Em tais condições, é felicidade ainda o ser punido nesse mundo!
Meus amigos, orai por essa pobre criança, cuja juventude vai dificultar-lhe os últimos momentos. Nesse ser a seiva é tão abundante, que, apesar do seu depauperamento orgânico, a alma terá dificuldade em se lhe desprender.
Oh! orai… Mais tarde ela também vos auxiliará e consolará, visto que o seu Espírito é mais adiantado do que os que a rodeiam. Para que o seu desprendimento seja auxiliado, coube-me, como graça especial do Senhor, o poder orientar-vos a respeito.”

Depois de haver expiado o insulamento, morreu o pai de Anna Bitter.
A seguir, damos de uma e outro as primeiras comunicações imediatas às respectivas desencarnações:

Da filha. — “Obrigado, meu amigo, à vossa intercessão por esta criança, bem como por terdes seguido os conselhos do vosso bom guia.
Sim. Graças às vossas preces, mais fácil me foi deixar o invólucro terrestre, porque meu pai… Ah! esse não orava, maldizia! Entretanto, não lhe quero mal por isso:
— conseqüência da grande ternura que me votava.
A
Deus rogo que lhe conceda luzes antes de morrer; e, quanto a mim, o incito e animo, porque me assiste a missão de lhe suavizar os últimos momentos.
Vezes há nas quais parece que um raio de luz divina baixa até ele e o comove; contudo, isso não passa de fugaz clarão, que para logo o deixa entregue às primitivas idéias.
Ele tem consigo um gérmen de fé, mas tão sufocada pelos mundanos interesses, que só poderá vingar por meio de novas e mais cruéis provações.
Pelo que me diz respeito, apenas cumpria suportar um resto de prova, de expiação, e assim é que ela não foi nem muito dolorosa nem muito difícil.
A minha singular enfermidade não acarretava sofrimentos; eu era como que instrumento da provação de meu pai, o qual, por me ver em tal estado, sofria mais do que eu mesma.
Além disso, eu tinha resignação e ele não. Hoje sou recompensada.
Deus, graciosamente, abreviou-me a estada na Terra — o que aliás lhe agradeço.
Feliz entre os bons Espíritos que me cercam, todos cumprimos satisfeitos as nossas obrigações, mesmo porque a inatividade seria um cruel suplício.”


O Pai (um mês depois da morte). — Evocando-vos, temos por fim nos informarmos da vossa situação no mundo dos Espíritos e ser-vos úteis na medida das nossas forças.

— R. O mundo dos Espíritos? Não o vejo…
O que vejo são homens conhecidos, que comigo não se preocupam e tampouco me deploram a sorte, antes parecendo-me contentes de se verem livres de mim.

— P. Mas fazeis uma idéia exata da vossa condição?
— R. Perfeitamente: por algum tempo julguei-me ainda no vosso mundo, mas hoje sei muito bem que não mais lhe pertenço.

— P. Por que, então, não podeis divisar outros Espíritos que vos rodeiam?
— R. Ignoro-o, conquanto tudo esteja bem claro em torno de mim.

— P. Ainda não vistes a vossa filha?
— R. Não, ela está morta; procuro-a, chamo por ela inutilmente. Que vácuo horrível que a sua morte me deixou na Terra! Morrendo, julgava encontrá-la, mas nada! O insulamento sempre e sempre! ninguém que me dirija uma palavra de consolação e de esperança. Adeus, vou procurar minha filha.

O guia do médium. — Este homem não era ateu nem materialista, mas daqueles que crêem vagamente, sem se preocuparem de Deus e do futuro, empolgados como são pelos interesses terrenos. Profundamente egoísta, tudo sacrificaria para salvar a filha, mas também sem o mínimo escrúpulo sacrificaria os interesses de terceiros em seu proveito pessoal. Por ninguém se interessava, além da sua filha. Deus o puniu da forma como o vistes, arrebatando-lhe da Terra a consolação única; e como ele se não arrependesse, o seqüestro subsiste no mundo espiritual. Não se interessando por ninguém aí, também aqui ninguém por ele se interessa. Permanece só, insulado, abandonado, e nisso consiste a sua punição. Mas, que faz ele em tais conjunturas?
Dirige-se a Deus? Arrepende-se?
Não: murmura sempre, blasfema até, faz, em uma palavra, o que fazia na Terra.
Ajudai-o, pois, pela prece como pelo conselho, a desanuviar-se da sua cegueira.

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Necessidade do Trabalho – 3 perguntas!!

Livro dos Espíritos (LE) – PARTE TERCEIRA
Das Leis Morais

Capítulo III – DA LEI DO TRABALHO

Necessidade do trabalho

679. Achar-se-á isento da lei do trabalho o homem que possua bens suficientes para lhe assegurarem a existência?

“Do trabalho material, talvez; não, porém, da obrigação de tornar-se útil, conforme aos meios de que disponha, nem de aperfeiçoar a sua inteligência ou a dos outros, o que também é trabalho. Aquele a quem Deus facultou a posse de bens suficientes a lhe garantirem a existência não está, é certo, constrangido a alimentar-se com o suor do seu rosto, mas tanto maior lhe é a obrigação de ser útil aos seus semelhantes, quanto mais ocasiões de praticar o bem lhe proporciona o adiantamento que lhe foi feito.”

680. Não há homens que se encontram impossibilitados de trabalhar no que quer que seja e cuja existência é, portanto, inútil?

“Deus é justo e, pois, só condena aquele que voluntariamente tornou inútil a sua existência, porquanto esse vive a expensas do trabalho dos outros. Ele quer que cada um seja útil, de acordo com as suas faculdades.” (vide questão 643)

681. A lei da Natureza impõe aos filhos a obrigação de trabalharem para seus pais?

“Certamente, do mesmo modo que os pais têm que trabalhar para seus filhos. Foi por isso que Deus fez do amor filial e do amor paterno um sentimento natural. Foi para que, por essa afeição recíproca, os membros de uma família se sentissem impelidos a ajudarem-se mutuamente, o que, aliás, com muita freqüência se esquece na vossa sociedade atual.” (vide questão 205)

 

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Carnaval 2018

Reflexão de Carnaval:

Na palestra “Parasitose Espiritual“, Anete Guimarães nos informa que
uma pesquisa realizada entre foliões gerou um ranking das intenções
de quem vai para um baile de Carnaval:

1-Sexo (encontrar um / uma parceira (o))
2 – Alcoólicos / Drogas
3 – ….
4 – ….
….
15 – Brincar Carnaval!

Isso mesmo: Brincar Carnaval ficou em 15!!
Dessa forma, seria correto culpar a festa “Carnaval” pelas nossas aberrações?

Um pouco de história:

20070215Carnaval_passadoO “Carnis valles” (latim, prazeres da carne) tem origem na Grécia em 600 a.C., mas surge com intensidade a partir da implantação da Semana Santa no século XI, antecedendo os quarenta dias de jejum da Quaresma.

O primeiro dia da Quaresma é a Quarta-feira de Cinzas.

É assim um momento de contraste em relação as privações de carne do jejum da Quaresma, sendo a Terça-feira de Carnaval também conhecida como Mardi Gras (do francês, seria a Terça-Feira Gorda. Isto justifica, creio eu, o Rei Momo.).

alegriaPensemos então:
– Se Natal é uma festa e nós a santificamos com paz e alegrias …


– Se Ano Novo é uma festa e nós a santificamos com paz e alegrias …


– Se Páscoa é uma festa e nós conseguimos santificá-la com paz e alegrias …


– Se aniversários são festas e nós as santificamos em nossas casas com paz e alegrias …

Crianças… o que nos vem faltando então para santificarmos com paz e alegrias a festa pela experiência na escola da carne?

Não é o Carnaval que traz sombra ou luz para nossos dias, mas sim o que fazemos dele em nossa mente e em nosso coração!

Bom Carnaval,
com paz e alegrias,
com toda luz que já somos capazes de fazer brilhar,
onde a gente estiver!

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CVV no Carnaval !!

Ligue 188 (ou 141 em algumas localidades) e obtenha apoio emocional!

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Carnaval – Divaldo Franco

A palavra Carnaval, segundo alguns linguistas, é composta da primeira sílaba de velho provérbio latino: Carne nada vale (carnis levale), também interpretado comofesta do adeus à carne”.

Equivale dizer que se deve aproveitar a vivência carnal para desfrutar-se até a exaustão os prazeres sensuais proporcionados pelos festejos.

A sua origem perde-se na poeira dos tempos, inicialmente entre os egípcios, em festa de homenagem a Ísis, mais tarde entre os judeus, os gregos, os romanos (as saturnais) até quando a Igreja o aceitou… Posteriormente, passou a ter aspectos mais amplos e Paris encarregou-se de divulgá-lo ao mundo. Na atualidade, o Brasil é o grande campeão do Carnaval, e, segundo o Guinness Book, o do Rio de Janeiro é o maior do planeta, com dois milhões e duzentos mil foliões, seguido pelo de Salvador, Recife, Olinda…

É a grande bacanal em que tudo é válido, desde que proporcione prazer.

À medida que os valores éticos foram perdendo a força do equilíbrio e da razão, tornou-se a grandiosa exposição de erotismo e de vulgaridade, a prejuízo da sensatez e da dignidade.
Realmente, não é o Carnaval o responsável pelos descalabros a que grande parte da sociedade se permite, mas, sim, a oportunidade para desvelar-se, cada qual, da persona que lhe oculta o ser profundo.

Objetivando ser uma catarse a muitos conflitos, momento de liberar-se da melancolia, de distrair-se, de sorrir e bailar, quase numa peculiar maneira de terapia do júbilo, os instintos primários assumiram o comando do indivíduo, fazendo-o liberar-se das paixões inferiores, por intermédio do exibicionismo e do total abuso sexual. Ao mesmo tempo, a fim de contrabalançar os limites orgânicos, as libações alcoólicas, as drogas de estímulo com graves consequências, os relacionamentos apaixonados e perigosos, a violência que se faz liberada pelos transtornos da personalidade.

Considerando-se a falsa finalidade do Carnaval, a festa em si mesma proporciona alegria, liberação de pequenos traumas, diverte, desde que vivenciada com equilíbrio e moderação. Transformada, porém, em elemento de sensualidade e de exorbitância do prazer, produz mais danos que satisfações, porquanto, logo passa, mas os hábitos e licenças morais permanecem, transformando a existência em um carnaval sem sentido, mais animalizando os seus adeptos.

Nessa efusão de promiscuidade a que muitos se permitem, o contágio de enfermidade infectocontagiosas, de transtornos emocionais e sonhos que se tornam pesadelos são os frutos amargos da grande ilusão.

Se desejas alegrar-te e participar dos desfiles alegóricos, ricos de beleza e de nudez erótica, procura manter o equilíbrio, lembrando-te, porém, de que és imortal.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 23-02-2017

FONTE: site Mensagem Espírita
http://www.mensagemespirita.com.br/divaldo-franco/ad/divaldo-envia-importante-alerta-sobre-o-carnaval

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