81-A Repetidora

* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 81-Ondas)
Reunião pública de 4-11-60
Questão LM no.182.

Eu chamo de “Oração de Meio Dia”.

O nome oficial do trabalho já mudou algumas vezes ao longo dos anos, mas não o dia de sábado, nem o horário, nem a proposta de oração.

Diferente dos trabalhos de desobsessão que costumamos ver, a proposta é renovar pensamentos e corações perante o Evangelho através do debate em grupo.

A partir de um tema eleito pelo grupo, somos solicitados a falar do que realmente pensamos e sentimos sobre aquele determinado tema.

Dessa forma, falando e ouvindo uns aos outros sobre temas difíceis, lentamente mudamos sintonias. As obsessões se desfazem e as amizades puras e sinceras se fortalecem.

Presos, porém, na superficialidade de nós mesmos, passamos um bom tempo repetindo autores, livros, frases filosóficas, ditados populares, conselhos de família, etc.

Até o dia em que realmente começamos a falar daquilo que vem no nosso coração.
E, para nossa surpresa, ainda nessa hora não estamos falando sós.

Nesse capítulo, Emmanuel observa que vivemos mergulhados sob grande enxame de ondas mentais. Mesmo não sendo médiuns, estamos constantemente sob influência de inclinações e opiniões das inteligências ao nosso redor.

Sentes, pensas, ouves, lês e observas e, em qualquer desses estados de alma, assimilas influências alheias.” – confirma Emmanuel.

Como saber se são anjos tutelares ou se são irmãos adoentados pelo coração?
É pelo bom fruto que reconhecemos a boa árvore.” – nos responde Jesus.

Pensemos, então, nos frutos de nossas palavras.

Tenho acendido a lâmpada da palavra edificante ou jogado a lama da maledicência?
Tenho espalhado mais o bálsamo da coragem ou o ácido da calúnia?

Se canto a fraternidade, espalho injeções de bom ânimo.
Mas será que não tenho usado mais o tempo com piadas inoportunas, imantando quem me ouve na irresponsabilidade do gracejo vazio?

Quando uso palavras de compreensão, acalmo quem me ouve.
Quando faço a anedota deprimente, espalho viciação.

Uma frase carinhosa e amiga é fonte de vida.
A frase sombria e pessimista é dardo venenoso.

Quem tenho sido eu? Quais idéias tenho aninhado em minha boca?

Cada vez que dizes algo, refletes, a teu modo, alguém ou alguma coisa.” – lembra-nos Emmanuel.

Repetindo idéias de encarnados e desencarnados, conceitos pessoais ou recolhidos, nossa boca age como uma verdadeira estação repetidora, para nossa inteligência e para outras.

Em nome de nossa boa colheita futura, é urgente saber: tem sido esta uma boa sintonia?

Que assim seja!

==&==

Leitura da Questão: Livro dos Médiuns (LM)
CAPÍTULO XV
DOS MÉDIUNS ESCREVENTES E PSICÓGRAFOS

Médiuns inspirados

Questão 182. Todo aquele que, tanto no estado normal, como no de êxtase, recebe, pelo pensamento, comunicações estranhas às suas idéias preconcebidas, pode ser incluído na categoria dos médiuns inspirados. Estes, como se vê, formam uma variedade da mediunidade intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma força oculta é aí muito menos sensível, por isso que, ao inspirado, ainda é mais difícil distinguir o pensamento próprio do que lhe é sugerido. A espontaneidade é o que, sobretudo, caracteriza o pensamento deste último gênero. A inspiração nos vem dos Espíritos que nos influenciam para o bem, ou para o mal, porém, procede, principalmente, dos que querem o nosso bem e cujos conselhos muito amiúde cometemos o erro de não seguir.

Ela se aplica, em todas as circunstâncias da vida, às resoluções que devamos tomar. Sob esse aspecto, pode dizer-se que todos são médiuns, porquanto não há quem não tenha seus Espíritos protetores e familiares, a se esforçarem por sugerir aos protegidos salutares idéias. Se todos estivessem bem compenetrados desta verdade, ninguém deixaria de recorrer com freqüência à inspiração do seu anjo de guarda, nos momentos em que se não sabe o que dizer, ou fazer. Que cada um, pois, o invoque com fervor e confiança, em caso de necessidade, e muito freqüentemente se admirará das idéias que lhe surgem como por encanto, quer se trate de uma resolução a tomar, quer de alguma coisa a compor. Se nenhuma idéia surge, é que é preciso esperar. A prova de que a idéia que sobrevém é estranha à pessoa de quem se trate está em que, se tal idéia lhe existira na mente, essa pessoa seria senhora de, a qualquer momento, utilizá-la e não haveria razão para que ela se não manifestasse à vontade. Quem não é cego nada mais precisa fazer do que abrir os olhos, para ver quando quiser. Do mesmo modo, aquele que possui idéias próprias tem-nas sempre à disposição. Se elas não lhes vêm quando quer, é que está obrigado a buscá-las alhures, que não no seu intimo.

Também se podem incluir nesta categoria as pessoas que, sem serem dotadas de inteligência fora do comum e sem saírem do estado normal, têm relâmpagos de uma lucidez intelectual que lhes dá momentaneamente desabitual facilidade de concepção e de elocução e, em certos casos, o pressentimento de coisas futuras. Nesses momentos, que com acerto se chamam de inspiração, as idéias abundam, sob um impulso involuntário e quase febril. Parece que uma inteligência superior nos vem ajudar e que o nosso espírito se desembaraçou de um fardo.

*** Curiosidades ***

-A Oração de Meio Dia trabalha de forma próxima aos inúmeros grupos de terapia coletiva que existem. Abrindo espaço para ouvir e falar, as pessoas reorganizam seu interior, iluminam recantos da alma que antes não tinham dado atenção, se descobrem e colocam angústias para fora. Um dos pontos mais interessantes foi quando vi o orientador de André Luiz fazer reunião idêntica no plano espiritual em certo momento do livro “Libertação”. Aproveitando de um momento onde o grupo não podia nem avançar nem recuar, o orientador promoveu uma grande roda onde cada um poderia falar um pouco de si mesmo.
A gente sempre esquece que estas técnicas modernas começam primeiro no plano espiritual!

-Há quem defenda que NUNCA estamos livres das influências. É como perguntar em que momento um peixe fica seco. Em tese, nunca, ao menos enquanto mergulhado na água. Dessa forma, se estamos mergulhados num oceano de 30 bilhões de consciências, não há um único momento onde as idéias de outrem não nos atinjam. O que pode nos favorecer nesse sentido é a nossa capacidade de silenciar interiormente. Se as idéias podem não ser minhas, o silêncio com certeza é meu. E viva a meditação …

-E se eu descobrir que não estou numa boa sintonia, o que devo fazer? Assim como meu pensamento determina as situações e companhias da minha vida, o inverso também ocorre. As situações e companhias agem sobre meu pensamento. Logo, se eu mudo meus envolvimentos, minhas leituras e minhas companhias, estou mudando minha sintonia. Posso não sentir prazer na mudança num primeiro momento. Mas abrir mão do nosso passado nunca é fácil.

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