04-Por Que Tantos Não Enxergam ?

* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre Capítulo 04-Ante a Mediunidade)
Reunião pública de 15-01-60.
Estudo do LM, Questão no. 30.

A quem queremos enganar ?

Por trás da nossa aparente tranqüilidade, freqüentemente nos debatemos aflitos.

Como disse Paulo de Tarso, “todos dormem”.

E como nós também já “enxergamos em parte”, ficamos nessa aflição de que todos vejam a realidade como nós a percebemos.

Por mais que colecionemos provas e efeitos mediúnicos, discursos e livros, sempre serão muitos os que não irão contribuir com a boa vontade de analisar nossos argumentos de forma desarmada e sem preconceitos.

Nesse capítulo, Emmanuel nos recomenda não buscar os “louros terrestres” dos convencimentos, das adesões e nem esperar entendimento de quem nos ouve. O amor pelo servir deverá ser nossa fortaleza no terreno da incompreensão e da insciência. E o tempo, o “divino médico das almas”,  fará o restante.

Muitos irão se maravilhar e terão proveito material nos fenômenos, mas o real proveito será daquele capaz de transfigurar a própria vida perante este novo sentido da realidade.

E Emmanuel exemplifica brilhantemente a questão falando-nos de Jesus.

Quem de fato se renovou de pronto com a presença do Mestre ?

Podemos eliminar rapidamente os muitos que beberam de seu vinho novo, comeram de seu pão, de seus peixes multiplicados e mesmo muitos daqueles que foram curados. Nenhum deles permaneceu seguindo-O após refestelarem-se.

Que dizer dos Doutores que O ouviram ? Os do Templo na sua infância, os Nazarenos que lhe compartilhavam os votos de conduta, os fariseus que o interpelaram em mais de uma ocasião, os setenta abençoados para tarefas santificantes ? Mesmo Nicodemos, pleno de condições para entendê-lo ?  Não despertaram para a Boa Nova.

Que dizer de Pilatos, que teve oportunidade de interpelá-lo com os alvitres de sua esposa, Cláudia Prócula ? Ou Caifás, ou Herodes e tantos outros ? Não souberam ver além da situação temporal.

Chegamos assim à tragédia de Judas, tão próximo do Senhor, tão distante da verdade.

Lembrando a transfiguração no monte Tabor, Jesus se ilumina ante a presença dos profetas da tradição judaica, deixando perceber aos discípulos o quanto seu interior brilhava perante as verdades que lhe orientavam o caminho.

Transfigurar-se é redirecionar a própria vida perante a Boa Nova.

Transfigurou-se Pedro, de pescador incrédulo à pedra da nova Igreja.
Transfigurou-se Teresa, de freira novata à Madre de toda Calcutá.
Transfigurou-se Francisco, de filho abastado de Assis a reconstrutor da Igreja do Cristo.
Transfigurou-se Saulo, de ferrenho opositor para Paulo de Tarso, apóstolo dos gentis.
Transfiguraram-se Maria de Magdala e Joana de Cusa, testemunhando a presença de Jesus até o ocaso de suas existências pretéritas.

***

Se para o maior médium que dispomos como exemplo, o testemunho foi tão difícil, não devemos acalentar ilusões.

Sempre teremos à nossa volta muitos beneficiados, deslumbrados e extasiados.

Mas, em meio à multidão, encontraremos ainda, em silêncio, os “transfigurados”; os que estão agora renovando a vida no constante sacrifício pela felicidade alheia e no serviço fiel pelo bem de todos.

==&==

Leitura da Questão: Livro dos Médiuns (LM)
Noções preliminares
CAPÍTULO III
DO MÉTODO

(Questão 30) 30. Convirá se procure convencer a um incrédulo obstinado? Já dissemos que isso depende das causas e da natureza da sua incredulidade. Muitas vezes, a insistência em querer persuadi-lo o leva a crer em sua importância pessoal, o que, a seu ver, constitui razão para ainda mais se obstinar. Com relação ao que se não convenceu pelo raciocínio, nem pelos fatos, a conclusão a tirar-se é que ainda lhe cumpre sofrer a prova da incredulidade. Deve-se deixar à Providência o encargo de lhe preparar circunstâncias mais favoráveis. Não faltam os que anseiam pelo recebimento da luz, para que se esteja a perder tempo com os que a repelem.
Dirigi-vos, portanto, aos de boa-vontade, cujo número é maior do que se pensa, e o exemplo de suas conversões, multiplicando-se, mais do que simples palavras, vencerá as resistências. O verdadeiro espírita jamais deixará de fazer o bem. Lenir corações aflitos; consolar, acalmar desesperos, operar reformas morais, essa a sua missão. E nisso também que encontrará satisfação real. O Espiritismo anda no ar; difunde-se pela força mesma das coisas, porque toma felizes os que o professam. Quando o ouvirem repercutir em tomo de si mesmos, entre seus próprios amigos, os que o combatem por sistema compreenderão o insulamento em que se acham e serão forçados a calar-se, ou a render-se.

*** Curiosidades ***

– A transfiguração é uma das passagens biblicas que tem todos os elementos de uma sessão espírita de materialização: oração, sonolência dos discípulos, névoa, aparições de espíritos, voz direta e etc.

– Sobre os trabalhadores da primeira hora, percebemos que, se muitos não atenderam ao chamado prontamente, as sementes frutificaram, dando frutos cada uma a seu tempo. Nesse caso, fica clara a importância da reencarnação como nova oportunidade de testemunho. Abaixo, iremos listar algumas situações interessantes, guardando a mesma cautela que teve nosso companheiro Ernani Guimarães Andrade.  Ele afirma, em seu livro “Reencarnação no Brasil”, que devemos considerar a reencarnação como hipótese enquanto não pudermos presenciar a saída de um espírito de um corpo e o reingresso em outro. Seria, assim, a hipótese que melhor explica as muitas observações.

 – Iniciando nossa lista, temos o próprio Emmanuel que, após ter contato com Jesus, não conseguiu a compreensão imediata da Boa Nova, guardando os testemunho para a encarnação seguinte como o escravo Nestório. Mas é como Padre Manuel da Nóbrega, ou Irm. Manuel, que ganhamos o primeiro conhecimento público da participação de Emmanuel sobre a religiosidade em terras brasileiras.

– Pilatos até hoje é motivo de teses no meio jurídico. Dele, não temos notícia. Mas é comentado que Judas recebeu uma nova oportunidade na existência como Joanna D’Arc. Ele retorna a Terra para tentar, uma vez mais, fazer a paz através da guerra. Será que a lição foi aprendida ? Não sabemos. Mas sabemos que “entregar Jesus” não foi o seu maior erro. Afinal, até Jesus já sabia o que iria acontecer. Foi o suicídio seu maior erro. E nós, em nossa pobreza, continuamos martirizando até hoje este nosso irmão na época da “malhação do Judas” !! Lamentável.

– Já Paulo de Tarso, que encontrou Jesus no caminho para Damasco, logo atendeu o chamado. Defendem alguns autores que ele, não satisfeito, retornou para continuar a difundir a Boa Nova na figura determinada de Lutero. No livro “As Marcas do Cristo” (volumes 1 e 2), o autor compara os pontos comuns das duas trajetórias. E mostra que se Paulo desafiou até o Império Romano para levar Jesus ao gentis, Lutero desafiou o Papa (o maior poder da época) lutando para libertar a Bíblia para todo o vulgo. E Gutemberg tinha acabado de inventar a imprensa na Alemanha !! Coincidência ???

– Não podíamos deixar de falar de Joana, esposa de Cusa, intendente de Herodes. Dando testemunho de sua conversão já na primeira hora, retorna mais de uma vez como Joana: Juana Inês de La Cruz, Juana de Asbaje (figura histórica do México), Joana Angélica de Jesus (figura histórica da guerra de independência da Bahia) e, finalmente, Joana de Ângelis, mentora de nosso querido Divaldo Franco. Temos ainda notícia de sua participação em alguns textos do Evangelho Segundo o Espíritismo assinado como “Um Espírito Amigo” (no Cap. IX, item 7, o texto “A paciência”, escrita em Havre, 1.862. e no Cap. XVIII itens 13 e 15 intitulado “Dar-se-á àquele que tem”). 

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17 respostas para 04-Por Que Tantos Não Enxergam ?

  1. Eneida Terezinha de Carvalho Bispo dos Santos disse:

    Olha, eu não tinha visto esta sua meditação, estou satisfeita quanto ao esclarecimento, muito obrigado.

  2. Sidney disse:

    Queridos e amados amigos(as), passo por aqui pela primeira vez, e não pela última, para compartilhar desta mesa posta por vocês, farta de boa vontade. Quer coisa melhor do que uma reunião agradável de amigos?
    Gostaria de dar minha singela e modesta contribuição embora reconheça não ter a bagagem literária que vocês tem, mesmo que esta contribuição seja mais a título de comentário.

    Lembro de uma história contada pela Marta em uma das sessões de 12 Horas, que conta, em uma determinada mitologia, como o espelho da verdade foi presenteado aos homens mas no caminho em direção a Terra, caiu, se quebrou em milhões de pedacinhos, e cada um destes chegou a cada homem. Gosto muito desta figura, pois expressa com bastante simplicidade a verdade una e como cada ser humano é detentor de uma parte desta verdade, só que faço uma inserção minha à história; cada homem recebeu seu pedaço do espelho mas na queda estes pedaços se arranharam ,uns mais, outros menos, necessitando mais tempo de polimento em uns do que em outros a fim de poderem refletir com nitidez e clareza e assim podermos ver nosso próprio reflexo em nosso pedacinho do espelho da verdade.
    Não é comum quando vemos algum filme legal, lemos um ótimo livro, comemos algo muito saboroso, virarmos aos que nos são próximos e recomendarmos que assistam, leiam ou próvem? Acho inerente do ser humano divulgar o que é bom ao seu semelhante, ou a ^tentar protegê-lo, dizendo, não assista, não leia, não coma, pois é ruim! Mas tem sempre aqueles que contrariam a sua sugestão. Para este, como já foi comentado é necessário nosso respeito, pelo momento, pelo tempo de cada um. Isto vale também, para nós mesmos, quando o nosso espelho esta mais arranhado que o do nosso semelhante, mas como já estamos tão habituados a nos vermos todos os dias no meio dos arranhões que achamos o espelho do outro mais arranhado do que o nosso o que pode não ser verdade.
    Para isso devemos exercitar a paciência, a tolerância e a compreenssão conosco e com o próximo a fim de não ficarmos comparando quantos arranhões tem no espelho de cada um mas identificarmos primeiramente os arranhões no nosso e comerçarmos o polimento para vermos claramente e não em partes.
    Bjs em todos os corações.

    • inacioqueiroz disse:

      Grande contribuição, querido Sidney !! Isso bate com a visão da relatividade de Einstein. A verdade é relativa ao observador. Se o observador estiver na mesma velocidade do objeto, a verdade para ele é que o objeto está parado, da mesma forma que olhamos para Terra e achamos que ela está parada enquanto todo o Céu se move. Nosso caquinho de espelho nos mostra apenas nosso trecho da verdade dentro do nosso patamar atual de consciência. A verdade é a soma de todas as observações, o conjuntos de todos os caquinhos. O mais bacana é saber que não sei o tamanho do meu caquinho. É saber que, hoje, eu nem tenho um entendimento zerado (creio eu) e também não tenho noção da distância que me encontro da inteligência suprema. Apenas tenho uma noção disso, que pode mesmo ser falsa. Quando perguntam aos Espíritos Superiores (aqueles muito acima de Nosso Lar) se eles já viram a “face de Deus”, eles respondem que, no plano deles, é mais nítida a influência da Lei Divina. Mas eles se percebem quase tão longe da “face de Deus” quanto nós nos sentimos. Que coisa !! Valeu, Sidney ! Continue contribuindo quando puder !

  3. Claudie (Di) disse:

    Esse tema é muito legal prá desenvolver… No CVV temos ô treinamento de não darmos nossas opniões àqueles que nos procuram, pois cada um tem um tempo certo de amadurecimento p/ enxergar a verdade, além disso, o que é a verdade? O que ontem para nós era ilusão, hoje é verdade inconteste, pois estamos mais amadurecidos espiritualmente p/ poder “enxergar”… Quantas vezes espíritos mais evoluídos do que nós tiveram (e ainda têm) toda a paciência p/ respeitar nosso tempo de crescimento e aprendizado p/ não nos atropelarem com o que é certo, ainda que repitamos os mesmos erros por muitas e muitas vezes…
    Nós fazemos parte de um imenso cadinho de expereências, erros, acertos e diferenças. Graças à misericórdia do Pai, somos oportunizados sempre, mas na medida de nossas possibilidades, e se hoje ainda não nos sentimos “engajados” à contento nas tarefas às quais nos propomos, tb não precisamos nos atropelar nem ficar insatisfeitos achando que poderíamos fazer mais. É só olhar prá trás e ver o quanto se cresceu, ao longo da caminhada, e saber que se existe o propósito interior de renovação e comprometimento em acertar, com certeza estamos fazendo nossa parte.
    Figuradamente, é que nem ver uma gravura em 3D. à princípio vc não consegue perceber nada diferente, mas, de repente, vc enxerga um mundo de coisas que não percebia antes… E assim é com a realidade espiritual, seja de que forma se perceba Deus. depois de percebê-lO não é possível voltar a viver a vida “à toa”…
    Bjocas !

    • Marta Valéria disse:

      Para Inácio e Clô,
      Uma vez, após a sessão das 12h (trabalho aberto – sábado CEU), em um dos atendimentos na salinha fechada, recebemos a companhia de um amigo espiritual (não se identificou) que nos ajudou na tarefa de receber um “outro amigo” que vinha em condições de grande desconforto, com muitos argumentos para não “estar ali conosco” e não aceitar qualquer tarefa renovadora. Ele zombava e ria de nós (encarnados e desencarnados), porque tudo aquilo em que pensávamos em fazer não mudaria a opinião dele, pelo menos naquele momento. E ele fazia as suas reivindicações sempre nos chamando de Filhos do Cordeiro. Após o encontro e dadas as orientações, o primeiro amigo, que nos ajudou na tarefa de receber o segundo, disse-nos com muita gratidão : ” Os Filhos do Cordeiro, assim são, por livre escolha.”
      A energia que eu senti na hora foi indescritível. Jamais vou esquecer deste dia.
      Não sei quem esteve lá na salinha, me tocou profundamente e agradeço muito pelo carinho desta lição magnífica.
      Muita coisa está mudando na minha maneira de ver, ouvir e sentir, desde então. Aprendi a ter respeito.
      Compartilho com vocês este particular. Bjs. Marta

      • inacioqueiroz disse:

        Obrigado, Martinha. Realmente, mesmo agora, estas palavras guardam bastante energia positiva. Muitos beijos e obrigado pelo seu carinho. Inacio.

      • Claudie (Di) disse:

        Pois é, galera, realmente nos tornamos cegos ante àqueles que se nos ligam mais intimamente, mas quando não estamos em situação de “confronto” podemos pensar e ver com mais clareza, e nos condicionarmos no treino no bem trazendo á lembrança a idéia de que, aqueles que hoje nos socorrem e nos orientam, um dia, assim como Saulo, por exemplo, tb já foram cegos… Isso reforça nosso desejo de permanecer no caminho certo. Mas como bem disse o amigo de Martinha, os Filhos do Cordeiro assim o são porque é uma escolha. Nem sempre das mais fáceis, mas quando feita, não se volta atrás.

        Bjocas, Clo

    • inacioqueiroz disse:

      Sua compreensão é perfeita, amor ! Mas concorda comigo que são inúmeras as vezes que nosso emocional não acompanha isso ? Principalmente quando tratamos daquelas pessoas que amamos, daquelas que significam algo para gente. Quando chegamos nesse entendimento, precisamos de treinamento para recondicionar nosso campo emocional.
      É verdade, depois que percebemos o 3D, fica difícil olhar para aquela figura cheia de bolinhas e tracinhos e não tentar ver de novo !! rsrsrs.
      Amei esse exemplo. Beijos …

      • Marta Valéria disse:

        Bem, enquanto Robertinha “voa” de bicicleta no “play”, o computador é só meu …rsrsrsrsrs!
        Você tocou no calcanhar de Aquiles de todos nós ao responder a Clô sobre a ligação emocional que temos com os nossos entes queridos. Tarefa das mais difíceis. Acho que nesse ponto “nós” nos tornamos cegos diante daquele que queremos ajudar. E a partir daí precisamos de ajuda para não nos perdermos de Deus e da confiança de que tudo amadurece no tempo certo .
        Penso que essa é a base de todas as histórias de atendimentos dos livros espíritas, não é não? Afinal quem são os nossos mentores ? Muitos mergulham nas trevas atrás de nós e ainda esperam o momento certo para nos resgatar….”coisa de gente grande” ….rsrsrsrs !
        Abraços e até. Marta

      • Claudie (Di) disse:

        Não entendi perfeitamente seu comentário. Nosso emocional não acompanha “isso” o quê?

      • inacioqueiroz disse:

        Acompanhar a compreensão de que cada um tem sua velocidade de evolução. bjs…

  4. Marta Valéria disse:

    Oi Inácio , belíssimo estudo. Me identifico com muitas partes.
    Na leitura do livro dos médiuns gosto do final -“O Espiritismo anda no ar, difunde-se pela força mesma das coisas …”. Penso que é dessa forma que nos movimentamos na seara da Boa Nova. Uma vez eu li no livro “Paulo e Estevão”, uma passagem que me marcou muito e serve pra mim de diretriz para os meus caminhos na religiosidade. É uma passagem que fala do entusiasmo de Paulo de Tarso em suas pregações e conversões de muitos, em muitas cidades, e seu encontro com Pedro. Neste encontro, Pedro diz a Paulo (não sei ao pé da letra): – “Poderás converter a muitos na obra de Jesus, mas jamais poderá libertá-los com a tua fé. Pois a tua fé é tua obra e não a deles… “. Penso nisso toda vez que eu entro no CEU. Acho que muito temos a fazer (semear), mas a colheita não é nossa e não cabe a nós o tempo do amadurecer do outro. Isso é muito difícil ainda nos templos espíritas e, é como diz a palavra do livro dos médiuns – “…difunde-se pela força mesma das coisas…”. Adorei.
    Quanto ao meu amigo Judas…. tenho muito pouco a falar sobre ele, mas muito tenho a sentir. Sinto em minha alma que tem mais coisas (histórias) sobre Judas que ainda desconhecemos. O foco dessa história de “traição”, penso eu, é uma justificativa (muito boa para nós) da existência de um culpado pela morte de Jesus. Sinto que ele era muito próximo a Jesus, o amava profundamente, mas ainda “via em partes” e, assim, deu-se a tragédia. A partir daí, gosto muito de sua caminhada para o auto-perdão (símbolo da queda do personalismo, do perfeccionismo e do orgulho), isso representa muito quem ainda somos.
    Gostei muito. Mesmo ainda “vendo em partes”, estou enxergando melhor….rsrsrsrs! Beijocas da Martoca.

    • inacioqueiroz disse:

      Fantástica esta frase do livro “Paulo e Estevão” !! Tem toda relação com este tema abordado por Emmanuel. Esta tranquilidade de deixar o tempo agir, todos precisamos cultivar. Já sobre Judas, sinto um empatia tão grande com ele que um dos primeiros livros que li na infância foi um não espírita chamado “O Homem de Chariot” (ou “O Mendigo de Chariot”, não tenho certeza). Era o evangelho contado pela ótica dele, desde o momento que ele sai da cidade natal até o desespero final. Essa idéia de “buscar um culpado” é forte, dá pano pra manga. Mas gosto muito também da visão de Leonardo Boff quando diz que nós continuamos crucificando Jesus todos os dias, quando condenamos nossos irmãos a marginalidade. Beijão e obrigado pelo incentivo.

  5. Shirley disse:

    Não há como julgar os que “não vêem”. Quem de nós poderá afirmar com certeza que, se Jesus aparecesse hoje entre nós, saberíamos lhe ouvir e seguir a palavra redentora? Amemos a todos e oportunizemos. Primeiro a nós, depois ao outro. É como a semente, que cai na terra mas tem “seu” tempo de germinar. Não podemos apressar a natureza.
    Aqui neste post vc menciona duas mulheres que muito me tocam a alma, duas Joanas, a de Cusa, que vim a conhecer no magnífico livro Boa Nova, tb de Chico (não sabia que era joana de angelis!). E Joana D´Arc, exemplo pra mim de determinação e empenho. Que estes seres sejam convites vivos à nossa renovação. bjs

    • inacioqueiroz disse:

      Esta sua visão de que nós talvez não reconheceríamos Jesus se Ele aparecesse hoje, isso me incomoda profundamente. Tanto que tenho procurado trabalhar melhor as idéias dos Adventos para retirar o maior proveito possível, para não rotular de forma preconceituosa antes de analisar. Difícil !! Sobre as mulheres, cada vez me convenço mais de que a função primeva do homem é abrir latinhas e garrafas … as mulheres sim, são maravilhosas (rsrsrs). Beijos …

      • Shirley disse:

        Qual o teu incomodo?

      • inacioqueiroz disse:

        Eu confesso que, por ser muito cuidadoso, fico com medo de desconsiderar uma idéia pelo mero fato ser oriunda de uma fonte desconhecida. Ando me vigiando sobre isso. A gente é tão bombardeado por bobagens e mentiras que acabamos ficando preconceituosos sobre informação de fonte sem referências. Mas estou no esforço, companheira. Beijos ..

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