07-Noviço

* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 07-Companheiros)
 Reunião Pública 25-1-60
Questão LM no. 28  incisos 1, 2 e 3.

E uma nova turma de aprendizes adentra ao curso de Médiuns.
No olhar, aquela curiosidade que já tivemos.
Quem serão eles ?
Quantos ainda estarão conosco após mais 1 ano ?

***

Conversando com um e com outro, ouvimos as mesmas dúvidas que tínhamos quando éramos nós os noviços. Na lembrança daquela época, percebemos que já percorremos alguns passos do caminho.

Se alguém perguntava qual a nossa religião ?
Dependia do contexto: É uma entrevista de emprego ? “-Sou católico”.

É uma conversa amiga informal ? “-Acredito no Espiritismo”.

Sabíamos que existiam os espíritos, mas não era nenhuma certeza inabalável. Afinal, nenhum se apresentara à nossa visão até aquela data.

Histórias interessantes ? Conhecíamos algumas. E adorávamos quando alguém fazia uma palestra contando novas histórias. Tínhamos até alguns fatos curiosos em família !!!

Centros Espíritas ? Conhecíamos vários. Um mais interessante do que o outro. “Corria banda” literalmente. Mas, pensando em acolhida, encontramos esta verdadeiramente na casa a qual hoje nos dedicamos. Quantos estarão vagando a esmo porque não foram ainda acolhidos ?

Livros ? Tínhamos lido muito poucos. E nem sabíamos existir o Livro dos Espíritos. Como este demorou a chegar em nossas mãos ! E como demoramos tanto mais para reconhecer sua imensa importância !!!!

Instrutores ? Desde as primeiras palavras ouvidas na adolescência, pronunciadas por um dirigente na Penha, Sr. Lopes, encontramos muitos que nos magnetizaram. A palavra amiga, bem-humorada, esclarecedora, que era capaz de tocar nossa alma, sempre nos deu a certeza de que estamos no caminho certo.

Médiuns ? Começamos sem saber o que era sentir um mero arrepio. Vímos algumas pessoas dando uns “siricuticos” na infância e logo um adulto dizia “É espírito !”. No Centro Espírita, quando víamos um médium desenvolvido, era para ficar colado o mais que pudéssemos e descobrir tudo a respeito.

***

Mas quando realmente “caiu a minha ficha” ? Quando ficou visível que tudo aquilo não era só para ser admirado, qual um belo enfeite numa prateleira ?

Assim como no passado eu esperava a próxima festa, o próximo fim de semana, a próxima praia, a próxima namorada, durante um bom tempo eu fiquei a esperar a próxima palestra, o próximo passe,  o próximo fenômeno, o próximo “causo”.

Os objetos tinham mudado, mas a postura permanecia mundana, como sempre fora.

Quando comecei a perceber que o meu conhecimento poderia consolar ? Que poderia iluminar, que poderia motivar àqueles que caminhavam logo após meu passo ?

Quando comecei a ver que era realmente feliz no pouco que o destino me concede ? Porque, afinal, são tantos os que trocariam de lugar comigo agora, no primeiro segundo que o destino permitisse ! 

Quando comecei a perceber que dedicar uma tarde ao Passe não era mais “perder uma tarde” ? Porque hoje termino o trabalho mergulhado numa felicidade que antes eu não conhecia.

Quando comecei a ver que meu instrutor, Alfredo, era um anjo tutelar que a divina providência mandara para me salvar de mim mesmo ?

Hoje, como nos diz Emmanuel, compreendo que o fenômeno está para a verdadeà feição de casca no fruto”.

Mediunidade é a grande oportunidade de correção perante nossa noite secular de erros e desatinos.

Uma nova chance em uma nova vida, nos muitos aprendizados da Terra.
E o tempo é precioso: trabalho, auto-aprimoramento e muuuuita indulgência.

Tudo que Deus faz é perfeitamente bom e justo.

E se meus olhos precisam de lentes de contato devido à miopia, se eles embaçam ou me traem, que bom !! Afinal, fui eu quem construí isso e tenho hoje a oportunidade de refazer.

Assim como eu não enxergo bem, outros não vêem ou não ouvem bem. Alguns não entendem bem, outros não perdoam bem.  Preciso aprender a entendê-los.

E, nisso tudo, preciso descobrir o que é verdadeiramente o amor, através de Jesus, através da caridade, através do meu irmão de trabalho ou em necessidade, através da paciência dos bons espíritos para comigo.

***

Hoje, se alguém me pergunta se sou espírita, eu reflito nestas tantas questões e digo:
– Pergunta difícil !! Sim, um dia eu quero ser verdadeiramente um Espírita Cristão !”.

 ==&==

Leitura da Questão: Livro do Médiuns (LM)
Noções preliminares
CAPÍTULO III
DO MÉTODO

(Questão 28) 28. Entre os que se convenceram por um estudo direto, podem destacar-se:

1º Os que crêem pura e simplesmente nas manifestações. Para eles, o Espiritismo é apenas uma ciência de observação, uma série de fatos mais ou menos curiosos.

Chamar-lhes-emos espíritas experimentadores.

2º Os que no Espiritismo vêem mais do que fatos; compreendem-lhe a parte filosófica; admiram a moral daí decorrente, mas não a praticam. Insignificante ou nula é a influência que lhes exerce nos caracteres. Em nada alteram seus hábitos e não se privariam de um só gozo que fosse. O avarento continua a sê-lo, o orgulhoso se conserva cheio de si, o invejoso e o cioso sempre hostis. Consideram a caridade cristã apenas uma bela máxima.

São os espíritas imperfeitos.

3º Os que não se contentam com admirar a moral espírita, que a praticam e lhe aceitam todas as conseqüências. Convencidos de que a existência terrena é uma prova passageira, tratam de aproveitar os seus breves instantes para avançar pela senda do progresso, única que os pode elevar na hierarquia do mundo dos Espíritos, esforçando-se por fazer o bem e coibir seus maus pendores. As relações com eles sempre oferecem segurança, porque a convicção que nutrem os preserva de pensarem em praticar o mal. A caridade é, em tudo, a regra de proceder a que obedecem.

São os verdadeiros espíritas, ou melhor, os espíritas cristãos.

*** Curiosidades ***

– A expressão “cair a ficha” remonta a época em que os telefones públicos, os chamados “orelhões”, não funcionavam ainda com cartões. Usávamos uma ou mais fichas de metal que eram colocadas num orifício na parte de cima do telefone. Quando a ligação telefônica de fato iniciava, ouvíamos a ficha de metal tilintar, literalmente caindo pelo interior do telefone, indicando que a primeira ficha já tinha sido usada.

– Já a expressão “correr banda” é um termo que descreve o noviço que não pára em centro algum. Um centro ou terreiro de Umbanda é conhecido como “banda”. “Correr banda” é frequentar vários terreiros num curto período de tempo, sem parar em nenhum.

– Apesar de um frequentador de centro espírita aceitar que espíritos existem, não significa que não terá medo ao ver algum sinal da presença deles. Lembro com carinho de uma amiga, iniciante como nós, que, ao ver no passe os sinais de uma incorporação, saiu correndo para o vestiário, pegou suas coisas e nunca mais apareceu.

– É possível ser cristão sem ser espírita. Mais difícil, mas ainda possível, ser espírita e não ser cristão. A união da doutrina codificada e os ensinamentos do Evangelho amparam a persona na condição moral, intelectual e emocional mais adiantada para nosso orbe, segundo nos dizem os espíritos superiores. É o chamado espírita cristão.

– Ouvindo a música do Roberto Carlos onde ele diz: “Meu amigo volte logo. / Venha ensinar meu povo. / Que o amor é importante. / Vem dizer tudo de novo.”, lembrei daquele antigo entendimento de que Jesus poderia voltar e não ser reconhecido. Ora, se eu, imperfeito no meu raciocínio, consigo perceber isso, como Jesus faria para voltar e garantir que seria ouvido ? Então caiu outra ficha: e se Jesus já voltou para “dizer tudo de novo” e tem usado a voz dos muitos espíritos para esta missão ? Então, o Livro dos Espíritos poderia ser o ensinamento do próprio Jesus. Precisamos dar a devida atenção !!!

– Deixamos aqui uma singela homenagem ao nosso mestre e amigo Alfredo Monteiro, coordenador (durante muitos anos) da equipe do Passe, meu padrinho e amigo muito querido. Se ontem ele nos instruia com palavras e sorrisos, hoje nos instrui, nos protege e nos orienta a partir do plano espiritual, com o zelo de sempre.
Obrigado por sua presença sempre amiga !
Ao lado, a imagem que ele considerava como símbolo do Grupo de Passes Antônio de Pádua.

 

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4 respostas para 07-Noviço

  1. Marta Bastos disse:

    Oiiiiiiiiiiiiiii queridos!!!!!!!
    Como diz Chico Bento : “estou numa “lãrause”…..rsrsrsrs!
    O computador lá de casa tá dodói e estou passando por aqui rapidinho. Gostei do tópico, é bom para pensarmos e conversarmos. Depois eu volto. Beijos. Marta

  2. Claudie (Di) disse:

    Amor, já vou me antecipar, pois amanha não vai dar. Prá mim, como para muitos, a mediunidade começou como curiosidade, na época era muito cética, levava tudo para o racional, e queria saber mais a fundo daqueles que se deixavam levar por fenômenos mediúnicos, pois achava que era uma e´pécie de auto-hipnose. Quanto senti na pele os efeitos, fiquei sem chão, pois não pude admitir que eu teria me auto sugestionado. Daí por diante, a caminhadasegue por rumos diferentes pra cada pessoa. Existem aquelas que continuam se apegando ao lado fantástico dos fenômenos, há os que perdem o interesse depois de algum tempo, e há os mais persistentes que procuram entender o porquê de lhes ter sido atribuída essa faculdade; e é aí que o estudo sério nos mostra que o “dom” não é um dom, mas uma oportunidade de resgatarmos muitas dívidas pretéritas…Ou seja, é um compromisso de usar esse dom em prol do bem do próximo, e consequentemente, libertarmo-nos de muitas de nossa amarras.
    É uma bênção quando encontramosbons anjos dispostos a nos ajudar nessa caminhada, que muitas vezes pode vir através de distúrbios, trantornos obssessivos, etc.
    Não sei se o CEU é a casa onde eu racionalmente ficaria, se pesasse muitos prós e contras, mas com certeza foi o lugar que me permitiu trabalhar minhas dificuldades, e onde me conscientizei que não é o lugar que importa, mas sua disponibilidade interior para o trabalho.
    Se quiser, recoloque essa observação no tópico referente a ela.
    Bjinhos, Mon Bidu

    • inacioqueiroz disse:

      Oh, amor ! Vc fez uma “Vida Plena” na web ! Que show.
      Acontece que, na nossa educação tradicional, ninguém entra nesse assunto de espíritos e mediunidade.
      A gente acaba absorvendo o conceito do adulto mais próximo. Se este adulto for materialista, a gente acaba materialista.
      Depois, vivemos este drama de experimentação para descobrir a verdade. E só contando com bons anjos mesmo.
      Os Centros Espíritas é que seguram e pemba e rebolam para nos recondicionar.
      Me pergunto se existe uma casa ideal ? Acho que ideal é o lugar onde a gente aprende.
      Mas o aprendizado pode ser intelectual e emocional.
      Percebo que no CEU estamos tendo uma aquisição emocional muito grande no sentido de valorizar as oportunidades.
      Como temos carência de estudo e de ações sociais que consideramos interessantes, cada oportunidade é recebida com grande alegria.
      E acabamos sendo nós os agentes que deverão criar estas oportunidades para nós mesmos e para os outros.
      Bjinhos, mon Bugu !! (très jolie buguzinho fleur du champ)

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