08-Belo pra mim…

* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 08-Conhecimento Superior)
Reunião Pública 29-1-60
Questão LM no. 28 inciso 4.

 Em 1997, o médium, orador, escritor e educador Divaldo Pereira Franco recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Militar, a maior honraria concedida pelo Exército Brasileiro, dando a ele o Grau de Cavaleiro da Ordem do Mérito Militar.

Ainda reconhecendo o valor de Divaldo Franco, a Cyberam University da Flórida (EUA) lhe concedeu, em 1979, Grau de Doutor em Parapsicologia. 

Já a Faculdade de Ciências Espirituais e Psíquicas de Quebec (Canadá) lhe concedeu, em 1991, o Grau de Doutor “Honoris Causa” em Humanidades para Ciências Espirituais e Psíquicas.

Divaldo foi convidado pela ONU, em 2000, para representar o Espiritismo Brasileiro no grande encontro das religiões de todo o mundo.

Por sua atuação junto aos necessitados em Salvador (BA), suas opiniões são também consideradas por órgãos governamentais na criação de políticas direcionadas para a infância e adolescência no Brasil.

Em seus mais de 60 anos de trabalho no Espiritismo, foram mais de 10 mil palestras por mais de 52 países, milhares de crianças amparadas na Mansão do Caminho, centenas de livros, centenas de fenômenos a narrar, milhares de vidas tocadas pelo seu trabalho.

Considerando que Divaldo é o 13o. filho de uma família muito humilde, do interior da Bahia, dispondo de pouquíssimos recursos financeiros ou culturais, percebemos que foi o espírito Divaldo que lutou e superou todas as barreiras, se fazendo grandioso, contrariando todas as probabilidades de fracasso.

Divaldo Franco é uma pessoa que nos deixa, de fato, deslumbrados !

***

Perante nosso deslumbramento, o Prof. Raul Teixeira observa:
Nós adoramos contemplar o “belo”, mas poucos são os que querem SER o “belo”. 

SER o “belo” implica em ir além do deslumbre e comprometer-se com o trabalho contínuo, disciplinado e persistente para a aquisição do conhecimento superior.

Nenhum benfeitor espiritual poderá efetuar a obra que nos compete.
Nenhum professor poderá nos incutir entendimento. Apenas nos esclarecerá.
Fazer o exercício é trabalho nosso.

Nenhum médico poderá nos injetar saúde. Apenas nos receitará.
Seguir o receituário é trabalho nosso.

Em todas as ocasiões, a realização nos pede esforço e a construção nos pede tempo.

***

Neste capítulo, Emmanuel observa o belo ensinamento que encontramos nas árvores.

Raízes se lançam na escuridão do solo, buscando água e nutrientes.
Galhos e folhas, adaptados ao ambiente, se estendem buscando ar e luz.

Nos troncos que resistem, nos galhos que amparam a sombra e a fauna, nas folhas, nas flores e nos frutos, na seiva e no perfume; em toda parte encontramos a grandeza e a sabedoria milenar da evolução natural.

Em sua intimidade, ocorre, dia a dia, o milagre da transformação de luz solar em energia orgânica, processo base de toda a cadeia alimentar, fenômeno bioquímico que modificou, ao longo de milênios, toda a biosfera terrestre.

Porém, mesmo árvores gigantescas estiveram, um dia, encerradas em uma pequenina semente.

Esta teve de chegar ao solo, iniciar o longo trabalho de rasgar a terra em busca de alimento e segurança, receber o carinho da água e do calor solar, receber a mínima proteção da natureza em seus primeiros passos, resistir às pragas e intempéries que poderiam tê-la minado ainda em tenra idade, estender tronco, galhos e folhas ao alto, superando obstáculos em busca do céu.

***

GratidãoAssim, sejamos gratos à todos que nos amparam, ontem e hoje, em nossos passos iniciais. São encarnados e desencarnados que velam por nossa evolução, provendo as lições e carinhos que nos são necessários.

Mas observemos que nosso aprimoramento não se dará pelo esforço deles.

Emmanuel nos lembra que, mesmo tendo recebido ensinamentos e incentivos diretamente advindos de Jesus, mesmo recebendo as bênçãos do Pentecostes, mesmo tendo abraçado Jesus antes e após sua crucificação, os apóstolos não escaparam do serviço constante, da luta e da renúncia.

Avançaram, “de suplício em suplício, assimilando, a preço de sofrimento, o dom da Divina Luz”. (Emmanuel)

 ==&==

Leitura da Questão: Livro dos Médiuns (LM)
Noções preliminares
CAPÍTULO III
DO MÉTODO

(Questão 28 inciso 4) 28. 4º Há, finalmente, os espíritas exaltados. A espécie humana seria perfeita, se sempre tomasse o lado bom das coisas. Em tudo, o exagero é prejudicial. Em Espiritismo, infunde confiança demasiado cega e freqüentemente pueril, no tocante ao mundo invisível, e leva a aceitar-se, com extrema facilidade e sem verificação, aquilo cujo absurdo, ou impossibilidade a reflexão e o exame demonstrariam.
O entusiasmo, porém, não reflete, deslumbra.
Esta espécie de adeptos é mais nociva do que útil à causa do Espiritismo. São os menos aptos para convencer a quem quer que seja, porque todos, com razão, desconfiam dos julgamentos deles. Graças à sua boa-fé, são iludidos, assim, por Espíritos mistificadores, como por homens que procuram explorar-lhes a credulidade.
Meio-mal apenas haveria, se só eles tivessem que sofrer as conseqüências. O pior é que, sem o quererem, dão armas aos incrédulos, que antes buscam ocasião de zombar, do que se convencerem e que não deixam de imputar a todos o ridículo de alguns.
Sem dúvida que isto não é justo, nem racional; mas, como se sabe, os adversários do Espiritismo só consideram de bom quilate a razão de que desfrutam, e conhecer a fundo aquilo sobre que discorrem é o que menos cuidado lhes dá.

*** Curiosidades ***

– O título da página nos remete a uma música infantil muito cantada em vários grupos religiosos:
Belo (Autor anônimo)
Belo pra mim / é criança brincar /

É ouvir mil canções / numa concha de mar /
É chuva caindo / é campo em flor /
E, acima de tudo, / é o amor /
Belo pra mim / quando estou a sofrer /
E a treva na alma / começa a crescer /
Lembrar com alegria / que além, muito além /
A espera de mim / está alguém !

– Inúmeros livros descrevem a biografia de Divaldo Franco. Considerado como o “Paulo de Tarso do Espiritismo”, Divaldo corajosamente corre o mundo, mesmo em lugares perigosos (qual os países do antigo bloco comunista ou em guerra civil), para plantar a semente espírita, sempre acompanhado de Joanna de Ângelis, sua mentora. Adotou com seu sobrenome mais de 300 crianças. Tem fundado núcleos espíritas por onde passa. Leva consolação e luz à inúmeras almas, neste e no outro plano. E ainda encontra tempo para psicografar livros e mensagens. Em agosto de cada ano, nós, do Rio de Janeiro, ficamos em festa com a certeza de mais uma visita de nosso querido irmão Divaldo Franco.

– Quem observa o trabalho de Divaldo Franco em Salvador e o trabalho do prof. Raul Teixeira em Niterói, tem a forte sensação de que é o mesmo trabalho dividido em duas frentes. Inicialmente, a proposta do Remanso Fraterno, instituição fundada por Raul em Niterói, tem as mesmas características da Mansão do Caminho em Salvador . Depois, quando ouvimos o mentor Camilo sendo psicofonado por Raul, temos o mesmo aconchego e clareza nas palavras do espírito Bezerra de Menezes quando psicofonado por Divaldo. Finalmente, quando ouvimos o áudio de uma palestra de Raul, facilmente confundimos com uma palestra de Divaldo. Tive a oportunidade de questionar o prof. Raul sobre essa e outras semelhanças no falar e recebi a seguinte resposta, em meio a um simpático sorriso:
– “Meu filho ! Você ainda está nessa ? Esquece isso e se dedica ao conteúdo !”
Quem tem ouvidos de ouvir, que ouça !

– No esforço evolutivo, um dos quesitos onde frequentemente os irmãos tropeçam é o compromisso. Nas reuniões, encontramos grandes idéias, pessoas com excelentes formações, amigos altamente qualificados, orientações sublimes e confissões emocionadas. Porém, quando chegamos na renúncia aos velhos hábitos em nome dos novos hábitos, quando chegamos na dedicação das horas de lazer para tempo de trabalho, muitos não conseguem e abandonam o grupo ou o intento. Claro, nossa natureza não dá saltos. Não podemos nos forçar a ser o que ainda não somos. Mas nosso recondicionamento se dá com pequenos novos hábitos. Se não consigo abrir mão de 3 horas de lazer, quem sabe de meia hora ? Se não consigo abandonar o cigarro ou a fofoca, quam sabe posso torná-los conscientes, contando cada cigarro, anotando num caderno cada momento de fofoca ?
Que nosso compromisso nesse pequeno esforço seja abençoado, transformando, a cada dia, grão por grão, todo nosso mundo interior.

7 respostas para 08-Belo pra mim…

  1. Claudie (Di) disse:

    Não necessariamente um esforço; a meu ver, um pré- requisito…Bjocas

  2. Claudie (Di) disse:

    Não sabia dessa encarnação como padre, mas, de um modo geral, como já vi Jovino dizer, acho que todos nós, de alguma forma, já vivenciamos encarnações como religiosos… Creio que faz parte do aprendizado. A questão da renúncia, é mais de “km rodados”, do que própriamente, as eventuais paradas feitas pelo caminho…
    Bjocas, amor.

    • inacioqueiroz disse:

      Mas a renúncia sempre pedirá o apoio de duas outra virtudes: a disciplina (consentimento da razão) e a resignação (consentimento do coração).
      E estas realmente pedem um esforço de kilometragem. Beijos … (lindo amor flor dos Alpes Suiços).

  3. Claudie (Di) disse:

    Acho que, na verdade, o “belo” irradia uma luz diferente da que estamos acostumados a ver, e por isso as “mariposinhas” se sentem atraídas por ela. Mas quando olhamos e vemos a distância que temos que “voar” para alcançar aquela luz, acabamos esmorecendo e ficando com os brilhos falsos do caminho (festas, praia, descompromisso, etc). Na natureza, nada se consegue sem esforço, e ser esse ser belo, tal como Divaldo, não é p/ qualquer um, nem em qualquer exist\~encia. Tem que já se ter caminhado muito, para encarar um encarne desses… A renúncia à todos os outros tipos de experiências comuns (filhos, casamento, vida social), deve ser grande, e não pode mais constituir um grande sofrimento, em detrimento dos compromissos do apostolado.
    Enfim, não é para qualquer um…
    Bjos

    • inacioqueiroz disse:

      É verdade, tem que já ter caminhado. Sabemos que, numa encarnação anterior, Divaldo já foi padre.
      Logo, renunciar a família e aos “brilhos” do mundo já não é uma novidade para ele.
      Lindo comentário, amorzinho (linda flor dos campos Elíseos). bj

  4. Marta Bastos disse:

    Oi amigos ainda estou numa “lãrause” ….rsrsrs. Tem uma televisão incrível aqui, nas alturas, passando o programa do Datena, que sinceramente, o programa não é “belo pra mim …”. Talvez eu esteja sendo convidada a vivenciar o “belo” do meu íntimo para ler tudo o que você escreveu. Tive que ler 3 vezes. Aff! Eu imagino como deve ser o trabalho dos nossos mentores e amigos quando entram no nosso panorama mental e tentam trabalhar o belo em nós.
    Bem, pra mim, está sendo bom vivenciar a dificíl tarefa de entrar no lodo sem se sujar…só que o lodo é o meu …rsrrsrrsrsrsrs! E ainda sair belíssima …kkkkkkk!
    Eu acho que é por isso que “o belo” do outro nos incomoda tanto. Acho que no fundo, no fundo, sabemos o quanto o outro “ralou” pra chegar aonde está (vide Chico, Divaldo e etc.) e, como somos ainda muito orgulhosos, bate um complexo de inferioridade e mergulhamos na morbidez mental. Que aliás é muito difícil siar dela.
    Tô indo buscar minha filhota. Beijos grandes e “sodades”. Marta

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