16-A Orientação

* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 16-Força Medianímica)
Reunião pública de 26-2-60.
Questão LM no. 226 inciso 2 

Do que eu preciso para fazer na minha vida um trabalho “sublime”? Como fazer para me “desenvolver“?
Já me peguei várias vezes pensando nisso.

E, algumas vezes, invejei (em silêncio) aqueles que já fazem algo realmente superior.

É lindo vermos um grande orador falar.
É fascinante ver um médium curador agir.
É magnetizante ouvir uma psicofonia trazer versos aos borbotões.
É indescritível estar diante do autor daquela obra psicografada a qual admiramos.

Mas, curiosamente, eu também sei palestrar, estendo minhas mãos para o passe, abro-me às palavras do além, com ou sem versos, e busco construir textos com as idéias que me invadem.

Onde estará esta diferença que tanto desejo, então?

Nesse capítulo, Emmanuel observa que podemos comparar a mediunidade qual um órgão do corpo, como o olho humano.

Em termos de histologia, não há diferenças entre o olho do analfabeto, do preguiçoso, do malfeitor e do missionário do bem. Porém, ao longo dos anos, o uso mais freqüentemente aplicado irá determinar quais as características a destacar para cada olho.

Pensemos numa máquina acompanhada do seu respectivo manual.

O analfabeto desconheceria como operá-la em toda sua extensão.
O preguiçoso, mesmo sabendo operá-la, a deixaria às traças.
O malfeitor encontraria formas de uso exploratórias e, talvez, perversas.

Já o missionário do bem, este buscaria fazer o uso adequado para o favor coletivo.

A máquina é a mesma.
A intenção do operador é quem cria as variações ao longo do tempo.

Força medianímica, desse modo, quanto acontece à capacidade visual, é dom que a vida outorga a todos. O que difere, em cada pessoa, é o problema do rumo.” – diz Emmanuel.

Portanto, cabe-nos sublimar nossas forças psíquicas para que o bem se multiplique através de todos os nossos sentidos e em todas as direções.

Pouco vale médium que só produz fenômenos.
Pouco vale fenômeno que só visa convencer.
Pouco vale a convicção que só gera palavras.
Pouco vale a palavra recheada de pensamentos vazios.

Só trabalhando, melhorando, progredindo e nos aprimorando sempre, iremos criar grandes valores em nossas vidas no transcorrer do tempo.

Mediunidade, como qualquer sentido físico, nem é boa nem é má.
No entanto, dependendo da orientação que dermos, modificaremos toda sua significação e importância.

Por isso nossos mentores desencarnados insistem tanto na bondade, no serviço, no estudo e no discernimento.

“… porquanto a força mediúnica, em verdade, não ajuda e nem edifica quando esteja distante da caridade e ausente da educação”. (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: Livro dos Médiuns (LM)
CAPÍTULO XX
DA INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM
Questões diversas. – Dissertação de um Espírito sobre a influência moral.

 Questão 226 – 2ª. Sempre se há dito que a mediunidade é um dom de Deus, uma graça, um favor. Por que, então, não constitui privilégio dos homens de bem e por que se vêem pessoas indignas que a possuem no mais alto grau e que dela usam mal?

“Todas as faculdades são favores pelos quais deve a criatura render graças a Deus, pois que homens há privados delas. Poderias igualmente perguntar por que concede Deus vista magnífica a malfeitores, destreza a gatunos, eloqüência aos que dela se servem para dizer coisas nocivas. O mesmo se dá com a mediunidade. Se há pessoas indignas que a possuem, é que disso precisam mais do que as outras, para se melhorarem. Pensas que Deus recusa meios de salvação aos culpados? Ao contrário, multiplica-os no caminho que eles percorrem; põe-nos nas mãos deles. Cabe-lhes aproveitá-los. Judas, o traidor, não fez milagres e não curou doentes, como apóstolo? Deus permitiu que ele tivesse esse dom, para mais odiosa tornar aos seus próprios olhos a traição que praticou.”

*** Curiosidades ***

-Hoje há o entendimento que “desenvolvimento mediúnico” significa “educação mediúnica”. Todos dispomos, desde o nascimento, dos sentidos e sensibilidades orgânicas, cada um em seu grau de adiantamento. O que difere um músico de alguém que só “arranha” um instrumento é todo esforço em estudo teórico e prático que o músico empregou para educar sua harmonia física e auditiva perante a música.
O mesmo dá-se com a mediunidade.

-Na mediunidade, porém, Emmanuel adverte que a prática da caridade é ponto essencial, visto que são nossos bons sentimentos que direcionam o contato mediúnico para esferas superiores. Quanto mais investirmos no bem, mais os espíritos bondosos investem no contato conosco, mais ampliamos nossa capacidade de percebê-los.

-O estudo nos leva a necessária segurança no contato com os espíritos.
Divaldo nos conta que o espírito Vianna de Carvalho recomendou, logo de início, a leitura de O Livro dos Espíritos. Divaldo comprou o livro e disse que não o entendia. Eram muitas palavras difíceis. Vianna o orientou a comprar um dicionário. Como só dispunha do dinheiro do almoço, ficou sem almoçar alguns dias e comprou um dicionário de bolso. Mas não tinha a palavra “Prolegômenos”. Vianna recomendou comprar um outro melhor. Foram mais alguns dias sem almoçar.
Quando terminou de ler, Divaldo disse a Vianna: acabei!
Ele respondeu:  “Ótimo. Agora volte e o estude!”.

– As palavras finais do texto de Kardec ( “… Deus permitiu que ele tivesse esse dom, para mais odiosa tornar aos seus próprios olhos a traição que praticou) são alvo de polêmica entre alguns. Atribuídas ao espírito Erasto, alguns alegam que Deus não permitiria algo para que uma atitude fosse mais odiosa, visto que Deus é o infinito amor.
Na minha visão, se tudo que existe é permitido por Deus e se Deus é onisciente, tudo ocorreu para que Judas pudesse ter a lição mais proveitosa possível. E a lição mais proveitosa traz o entendimento de quão odiosa foi sua traição. Portanto, apesar de duras, as palavras de Erasto parecem-me perfeitamente corretas.
Aceito sugestões!!!!

17 respostas para 16-A Orientação

  1. Shirley disse:

    O estudo ajuda a entendermos a mediunidade, os processos, os espiritos e tal. Ok, tenho estudado um bocado por aí esses anos. Mas o bem é, pelo que entendi no texto, o molho shoyo que falta no quibe. rs Ora, se eu estudo e pratico o bem, pq nao saio psicografando tudo, incorporando tudo? Pq eu já introjetei a ideia que tudo a seu tempo. Então, meus caros compatriotas, sigo em frente, levando meus puxões de orelha aqui e acolá mas tentando adivinhar pra onde preciso ir e no que melhorar. Sinceramente não sei. Mas uma hora vou saber, espero…rs Gostei disso: “Quanto mais investirmos no bem, mais os espíritos bondosos investem no contato conosco, mais ampliamos nossa capacidade de percebê-los.” Somo a isso a mensagem do Pai José vinda pela Ana Maria: Paciência e tolerância nos levam a misericórdia. E assim sendo serem mais bondosos e assim sendo seremos melhores mediuns, mais abertos ao contato com o lado de lá. Mas daí, outra dúvida. Se a mediunidade independe do bem, então o bem aqui falado melhora a mediunidade COM JESUS. Aí sim. Pq os maus serão mediuns tb, mas sabe-se deus de que ou de quem. Outra, sou uma mulher das palavras e acredito que haja grande confusão nos termos: “desenvolvimento mediúnico”, “educação mediúnica”. Educação mediunica é o que? Educação da faculdade, ou educação do medium? a lingua portuguesa dá margem aos dois, confere? Eu penso que educar faculdade não existe. Como educo uma incorporação? “Olha, agora vc vai se comportar e incorporar bem direitinho hein!” hahahaha Difícil né. Eu acho que educação mediunica é educação DO MÉDIUM nos conceitos do evangelho. Daí a gente cresce, vira gente grande, gente fina e se torna um médium lindão, COM JESUS. Lembrando, ser bom medium é diferente de ser um medium bom. Um bom medium pode ser o falangeiro das trevas. O medium bom é aquele q AMA. E vamo que vamo! bjs a todos

    • inacioqueiroz disse:

      Valeu pelos belos comentários.
      Realmente, há médiuns do mal. E isto explica o conceito de educação mediúnica. Tem relação com sintonia. Um músico, por exemplo, educa sua postura e sua mão pro instrumento. Precisa tocar cada nota pelo tempo certo de duração, terminar uma e tocar outra usando o compasso certo, se colocar no volume adequado visto o seu papel dentro da melodia. A mediunidade também: a idéia inadequada surgiu na mente? Desvio para a oração. Fui solicitado ao mal pelo assistido? Retorno ao bem. Uma palavra menor na psicofonia? Contenho. O trabalho mudou de forma inesperada e sem disciplina? Me acalmo e busco caminhos para que tudo ocorra da melhor forma possível, aguardando a hora certa para a correção. Toda hora temos oportunidades para o desequilíbrio. A educação mediúnica é sabermos escolher sempre a paz, o amor e a harmonia perante a mediunidade. Para isso, haja estudo e treino. Beijos …

      • Shirley disse:

        Teu comentário foi PERFEITO e muito útil. Obrigadíssima, amigo. Deveria imprimir e colocar no mural do Ceu pra que todos lessem. Vou guardar aqui nos meus favoritos. Fala-se MUITO em educação mediúnica mas sempre fica algo muito vago, um conceito abstrato. E vc trouxe o exemplo da prática diária na lide mediúnica. Muito bom mesmo. É de pessoas como vc, com esta lucidez, que a gente precisa ter por perto. Grande! bjs

      • inacioqueiroz disse:

        Este recibo pertence aos bons trabalhadores espirituais do bem, ao Chico, Emmanuel e a Jesus, “jóia de luz do meu coração”.
        Desde que comecei este estudo, tenho topado com explicações e “pérolas” de conhecimento, que ando assustado pelo imenso prazer que sinto.
        Vir ao espaço virtual, debater, trocar, sorrir e aprender esta virando um verdadeira “cachaça”.
        Tenho que me disciplicar nisso também. Que Jesus nos abençoe.
        E muito obrigado por sua participação na minha palestrinha do sábado!!
        Beijos…

  2. Leonardo disse:

    Obrigado querida amiga Marta. Quem aprisiona animais (pássaros, etc) é prisioneiro de si mesmo. Não sabe o valor vital da liberdade. Quem pendura Judas nas esquinas, malha, arrasta… Está perto o dia de pendurar o Judas. Tenho visto, Abraços

  3. Marta Valéria disse:

    PUUUUUUUUUUUUUUUUUUXXXXXXXXXXXXAAAAAAAAAAA!!!!!!!!
    Querido Bebeto Boff, você é o CARA mesmo!
    Tem um livro de Pietro Ubaldi – O Sistema – que explica (ou pelo menos tenta) por que somos “Filhos de Deus em sua Imagem (amor) e Semelhança (expressão desse amor) e o “por quê” da nossa atual vida bi-polarizada e dualística. É um livro interessante.
    Em relação ao amigo Judas, penso que nós temos dois significados para o seu exemplo: o primeiro é aquele em que Judas é sinônimo de mau caratismo. Toda pessoa de personalidade vil e com inclinações à traição da confiança alheia é um Judas. Isso é fato histórico. A segunda está em relação ao nosso sistema de auto-defesa. Em nossa sociedade corrupta (por que infelizmente ainda somos inclinados à corrupção), é necessário ter alguém para pagar o pato. Se não tem, nós criamos. Eis aí o Judas. Alguém que registre na história o quanto a sociedade ficou ofendida com seus atos de traição e que “nós” (as ovelhas ofendidas) estamos pedindo para que Deus o perdoe. Sempre foi assim, desde os tempos mais remotos. Como ainda não mudamos a energia da irresponsabilidade sobre os nossos atos, ainda ficaremos procurando um Judas para pendurar no poste e responder por aquilo que nós ainda queremos fazer por “debaixo dos panos” (em pensamentos e sentimentos). Nesse sentido, Judas é um símbolo do amor que não queremos assumir, porque todo amor é responsável e nós, ainda queremos ficar na infância das irresponsabilidades. Por isso, puxo a palavra de Erasto em relação a Judas e seus dons : “Deus permitiu que ele tivesse esse dom, para mais odiosa tornar aos seus próprios olhos a traição que praticou.” – Penso que quando a gente se vê pendurando um Judas que possui a mesma inclinação íntima que nós , mais odioso se torna aos nossos próprios olhos a revelação da verdade.
    SALVE BOFF!!!!!!! Beijocas Marta e até

  4. Leonardo disse:

    Interessante este texto quando diz que Deus deu ao Judas a dubiedade e pusilanimidade. O inclusive para que avalie o seu mau.
    Alguns discordam pois Deus é só amor. Fica, para mim, uma ideia de que cada um de nós imagina ou cria um Deus conforme a nossa vontade de superar esse antagonismo do Bem versus o Mau. Carregamos isso em nossa formação, seja pela ciência de Darwin, seja pela crença da Criação e do pecado no J.do Eden. Seja que versão aceitemos, a Inteligência Superior criou-nos e nos deu a capacidade de formularmos esses conflitos.
    Na minha experiência de vida, vejo muito o exemplo de Jesus e seus Apóstolos como ideal criado na nossa evolução mental/espiritual para nossa escalada em busca de um ser acima da animalidade, do primitivismo. A doutrina da Criação (do sopro Divino que fez o barro se tornar corpo) nega esse ser primitivo/animal. Mas, no dia de hoje, se veicula multiplos exemplo dessa bruta herança que trazemos. O caso de Judas, de Pedro, de outros, são imagens de individuos que encontramos na escola, nas ruas, no trabalho. Encontrei Judas (pessoas tipicamente traidora natas) no meu caminho. Inclusive essa pessoa se comportava com uma humildade e religiosidade de enganar alguns. Suas atividades profissionais eram eivadas de denúncias contra colegas e até assacava mentiras, que resultavam em demissões, humilhações. Outro dia lí uma entrevista de uma pessoa que teve um papel de Judas em um grupo importante (não eram marginais) e dizia que todos alí estavam sabendo que corriam o risco de serem denunciados. A formação mental/espiritual desses Judas é de ferir, solapar qualquer causa, jogando os outros no inferno, sem remorso, sem outro parametro. O caso candente de nossa história foi a Inconfidência Mineira. Acredito que se Deus deu algum parametro a Judas Escariotes foi só teoricamente na Bíblia, pois o que vemos no mundo real são pessoas que têm essa indole, até se orgulham de seu papel e estão a serviços da traição, seja por dinheiro, posição ou meros agentes da maldade. Deus é só amor, não criaria o outro parametro para Judas? E para nós, não criou?
    Então quem nos colocou diante dessas duas realidades? Elas são realidades com atos e consequências. Quem ler o “Julgamento de Nuremberg” verá nitida essas duas forças
    antâgonicas (humanismo, civilização e animalismo, este felizmente derrotado) se defrontando, mostrando suas faces. Abraços

    • inacioqueiroz disse:

      Nossa, Bebeto! As palavras da Marta te inspiraram mesmo. Obrigado por suas partcipação tão lúcida.
      Creio que este conflito entre certo e errado faz parte profunda daquilo que chamamos evolução. Não só as estruturas biológicas avançam na adaptação, mas ainda constroem e refinam (ao longo de milênios) modelos sociais, científicos, filosóficos e morais. E crescem para algo maior, algo que ainda não sabemos bem o que seja. É o próximo passo na evolução (ou na extinção, se não soubermos concluir nossa infância, como dizia Carl Sagan).
      Sem o conflito, não há o crescimento do grupo. E o amor torna-se presente na certeza de que “nenhuma ovelha sera perdida”.
      Obrigado por vir deixar suas palavras aqui. Beijão e sua benção.

  5. Marta Valéria disse:

    Inácio, o seu pai “É O CARA” …rsrsrsrs! Era isso aí (a idéia de demarche) que eu tinha no meu pensamento. Só alguém com alma de “Leonartdo Boff ” para traduzir isso …rsrsrs!
    Beijão.
    Dúvidas ????????!!!!!!! Foi “níver” da Clô ?
    Se foi, PARABÉNS……EHEHEHEHEHEHE!!!!!!!!!!!!!!!!!! Marta

    • Claudie (Di) disse:

      Foi aniversário sim, dia 7. Muito obrigado, e um bjo enoooormne!!!
      Quanto ao Judas, não acho que as coisas ocorreram da maneira que conhecemos apenas para que ele tivesse o melhor ensinamento possível. Foi algo muito maior, que se estende a todos nós, em muitos aspectos, enquanto ensinamento. Lembrando o conceito de que o escândalo é necessário, mais ai daquele pelo qual ele se cometa, acho que a espiritualidade aproveitou o escãndalo da traição de Judas para nos trazer (a todos) grandes lições. Como nos enganamos, e metemos os pés pelas mãos, achando que entendemos alguém e lhe “ajudamos” segundo nossos parâmetros, e não com as suas necessidades, nos advertindo para termos cuidado ao julgar o outro, pois seremos julgados com a medida que julgamos nosso próximo, para termos cuidado com as ilusões e armadilhas do mundo, pois ainda não somos amadurecidos,….etc,etc….
      É lição prá mais de metro!
      Bjocas prá todos!

    • inacioqueiroz disse:

      Martinha, suas palavras provocaram um comentário do nosso Leonardo Boff.
      Valeu.

  6. Marta Valéria disse:

    Puxa ! Vocês voltaram “bombando” das férias heim ? O texto está ótimo e, Clô, adorei o seu pensamento.
    Tem tanta coisa pra comentar …….mas, vou ficar com a parte de Judas e a sugestão quanto a palavra de Erasto.
    Essa palavra, que nos parece dura hoje, no ontem (devido à rigidez dos costumes) eram simples palavras de orientação educativa. Nos livros onde constam passagens de Jesus, tem sempre a mesma máxima : -” Não sou EU que irei te culpar ou julgar, pois a sua própria consciência assim o fará …entrega-te ao Pai ….caminhe….vá e não peques mais ….”
    Isso prova, mais uma vez, a misericórdia de Deus e que Judas não era uma má pessoa, mas que errou na direção de seus dons naturais (assim como nós). O seu EU (ego) prevaleceu e ficou acima de Deus, por isso se perdeu no caminho. Penso que temos muito que aprender com Judas. A ação na caridade, no bom viver, como disse acima, é a porta aberta para aprendermos o bom direcionamento das nossas condutas morais.
    Abraços grandes e obrigadinha pela ajuda no sábado. Marta

    • inacioqueiroz disse:

      Oi Martinha! Nós que agradecemos pela constante consideração de vocês na Oração de Meio Dia.
      Realmente, Judas nos traz uma proximidade com nossa conduta porque ele é nosso irmão que recebeu grandes oportunidades e não foi feliz.
      (Ao menos não naquele encarne ….). Perante as dificuldades que ele teve, nós nos perdoamos com muito maior facilidade.
      Sua colocação sobre nossa perda de entendimento do sentido das palavras de Erasto é muito interessante. Décadas atrás, meu pai comentou comigo sobre a idéia da chamada “demarche” no entendimento de qualquer coisa. O que é isso? Qualquer frase ou fato só é entendido posteriormente se a pessoa conseguir retornar ao CONTEXTO da época, quando a frase ou o fato aconteceu. Este contexto é político, social, moral, emocional e muitos outros pontos.
      Então, Erasto falou aquelas palavras para corações que não compreendiam o amor, a fraternidade e a Divindade como nós compreendemos hoje.
      Ele apenas foi positivo, como todos na época se colocavam.
      Obrigado por seus comentários …. Sempre oportunos.
      Em tempo: não iremos na Oração nesse sábado devido um compromisso com os pais da Clô no Rio.
      Só chegaremos à tarde para as demais atividades. (Pena … snif!).
      Beijão.

  7. Claudie (Di) disse:

    Amor, gostei muito desse texto. Me bate mais ou menos assim: é como se eu tivesse um instrumento musical perfeito (um violino Stradivarius, p.ex.), e/ou uma grande técnica. Se não tiver sensibilidade, serão apenas notas bem executadas, mas não encantarão ninguém, pois não têm alma… Ou seja, não adianta ser detentor de grande força mediúnica. Se não conseguir, através do estudo, do auto- burilamento e da prática no bem dar um bom encaminhamento a essa qualidade, ela não florescerá, não dará frutos. Como dizia Jesus, aliás, é pelos frutos que se conhece a árvore. Sua função precípua (da árvore frutífera), é dar frutos. Se vc planta uma macieira em sua casa, está esperando algum dia colher maçãs… Se isso não acontece, vc olha pra macieira meio desapontado , pensando: Ah, seria tão bom se ela desse umas maçãs de vez em quando! Pelo menos umazinha… Ainda bem que os espíritos superiores não nos olham de maneira tão crítica, pois com certeza “plantaram” em nós muitas oportunidades de frutos, que não vingaram ou então ficaram minguadinhas….
    Mas pra um dia o olho do marceneiro conseguir ver, só na primeira olhada, onde está o defeito na madeira, tem que ter treinado esse olho, esse contato com a madeira por décadas. Nada é de graça. Até o Chico teve que “treinar”, antes de começar a escrever todos aqueles livros…
    Caramba! E as férias acabaram… Ficar de férias tb cansa! Bjos a todos, te amo, Bidu!

    • inacioqueiroz disse:

      Oi Mozinho. Essa sua colocação sobre os frutos e a árvore, isso foi muito bem observado. A passagem em que Jesus tenta encontrar um figo na figueira e não encontra, é uma passagemmpouco entendida porque não se espera que Jesus não compreenda a árvore. Mas a passagem é um recado para aqueles que podem produzir e não o fazem. Já a questão do olho do marceneiro, nos lembra que cada dia de treinamento é uma pequena mudança que efetuamos em nós, é mais 1 grão de areia que colocamos na construção do nosso novo ‘eu’. Parece não significar nada, mas quantas ondas são necessárias para transformar um rochedo numa praia? O mesmo será conosco. Sobre esta passagem do Chico, lembro dele dizendo que Emmanuel mandou colocar todas as primeiras psicografias numa caixa e destruir tudo. Era só treino.
      Bom retorno e feliz niver, lindo buguzinho, flor mais bonita da cesta de café da manhã!

  8. JUCIEMA DE SÁ RORIZ disse:

    Muito boa a matéria Peço permissão para fazer um power point com as ilustrações da primeira mensagem – vai calhar direitinho para um grupo de estudo da mediunidade que estamos iniciando amanhã. Grata, desde já. Abraço. Juciema

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