21-O Nosso Melhor

* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 21-Pequeninos, mas Úteis)
Reunião pública de 14-3-60
Questão nº 227.

Educa-te, e assimilarás a influência das forças espirituais que iluminam.

Serve, e atrairás as forças espirituais que abençoam”.
– solicita-nos Emmanuel.

Quando nos interessamos pelo estudo do espaço e das estrelas no céu noturno, descobrimos que nosso planeta azul não passa de pequeno sítio numa imensidão interminável de espaço, galáxias, estrelas (em diversos tamanhos, brilhos e densidades), planetas, satélites, cometas e asteróides.

Em nosso pequeno sítio, por milênios desenrola-se a História humana, onde temos hoje 6 bilhões de almas interagindo, milhares de cidades e bilhões de lares.

Perante tamanha amplidão, que diferença faz meus esforços pessoais?

Números tão grandes… Uma sensação de  “quase nada” nos invade.

Neste capítulo, Emmanuel nos adverte sobre a importância de cada pequeno elemento dentro dos grandes processos em curso sobre nosso planeta.

Vejamos:

Pensemos em um grande ônibus.

Este, leva todos os dias 2 ou 3 centos de pessoas, partindo de um local e chegando ao outro.

Trabalho grandioso que não será levado a termo caso 3 pequenos pedais, embreagem, freio e acelerador, não estejam prontos e funcionais.

Ninguém lembrará deles ao descrever ou elogiar o ônibus, mas é inegável que o trabalho depende da perfeita condição deles também.

Pensemos em uma bela refeição.

Os talheres postos, as opções entre frios e quentes, as bebidas e sobremesas.

Quase ninguém, ao final do evento, virá a tecer comentários sobre o sal ou o açúcar, se estes participarem nas devidas medidas.

Nem demais, nem de menos, sem desvios de aroma, sem alteração no sabor, dentro da harmonia ideal.

Pensemos em uma peça teatral.

Os cenários, as acomodações, a climatização, o jogo de luzes e sons.

Muitos comentarão as idéias expostas no fim da peça, mas ninguém comentará sobre os alto-falantes da sonorização, a não ser que um deles produza sons incômodos ou deixe pontos do teatro sem o devido alcance das palavras e melodias do espetáculo.

Para os alto-falantes, a perfeita sintonia torna-se o objetivo.

Todos acima são pequeninos perante seus respectivos contextos.
Mas, quanta utilidade!

Ao final, ninguém questionará se algum dos pedais pertenceu a uma máquina de guerra, se aquele sal ou açúcar alimentou algum facínora ou  se o som do teatro já reproduziu músicas nocivas ou imorais.

Sua utilidade na hora que passa, sob nova disciplina, é a mais importante.

Somos hoje chamados a cooperar com o melhor que podemos ser.
Nossa mediunidade é patrimônio de toda a comunidade.

Cooperemos, pois, com o nosso melhor na grande obra do Cristo, Nosso Mestre e Senhor.

Ninguém despreze a benção das horas, cultivando tristezas inconseqüentes ou sombras imaginárias, porque, muito acima dessa ou daquela deficiência que tenha perdurado conosco até ontem, importa hoje a nossa renovação para atender ao bem no lugar exato e no instante certo…”. – assevera Emmanuel.

Afinal, se existe alguma forma de garantir o nosso próprio bem estar, nos diz Emmanuel, o caminho é permanecer perfilado nas atividades do bem para o bem dos outros.

==&==

Leitura da Questão: Livro dos Médiuns (LM)
CAPÍTULO XX
DA INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM

Questão 227. Se o médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral. Pois que, para se comunicar, o Espírito desencarnado se identifica com o Espírito do médium, esta identificação não se pode verificar, senão havendo, entre um e outro, simpatia e, se assim é lícito dizer-se, afinidade. A alma exerce sobre o Espírito livre uma espécie de atração, ou de repulsão, conforme o grau da semelhança existente entre eles.

Ora, os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam. Se o médium é vicioso, em torno dele se vêm grupar os Espíritos inferiores, sempre prontos a tomar o lugar aos bons Espíritos evocados. As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor do próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria.

*** Curiosidades ***

Como em textos anteriores, Emmanuel assinala que o caminho para a mediunidade perfeita está na educação e no serviço do bem. Esta parece ser a verdadeira definição para o chamado “Desenvolvimento Mediúnico“, hoje entendido como Educação Mediúnica. Apesar de estar presente no organismo do médium, a mediunidade só terá utilidade sublime se esclarecida pelo estudo e sintonizada pelo serviço no bem.

– O trabalho na caridade, todos nós sabemos onde encontrar.
Mas o que devemos estudar? É senso comum a importância do Estudo do Evangelho.
(Uma boa prática é assistir em dvd a vida de Jesus pelo menos 1 vez por ano. Sempre descobrimos dados novos.)

O passo seguinte é o complicado. Os espíritas tradicionais afirmam que o estudo sistematizado da codificação é o caminho. Outros alegam que já existe material mais atualizado, mas não apontam um determinado autor que julguemos completo.
Segundo Batuíra: quando se deseja desdobrar os recursos mediúnicos e canalizá-los corretamente, o estudo consciente da Doutrina Espírita se apresenta como condição primeira, inadiável”.

Aceito opiniões!!

Ainda segundo Batuíra: “Tenha-se em mente, que o trabalho, na mediunidade espírita consciente, ainda é sacrificial, de renúncia e evolução, embora os que se devem afadigar no labor dignificante não se queixem, não o confessem, não relatem as dores e dificuldades sofridas, essas lapidadoras abençoadas da vida”.
Acho que todos concordam com este ponto.
O desapego ao velhos vícios exige o nosso melhor.

Pode conferir em http://duplavista.com.br/arquivo/educacao-mediunica-pelo-espirito-batuira-psicografia-de-divaldo-p-franco

14 respostas para 21-O Nosso Melhor

  1. Marta Valéria disse:

    Olá queridos 🙂
    Eu vou na onda de Cora Coralina, que a Shi mencionou em sua resposta.
    Livros, penso eu, teremos muitos…. a Codificação da Doutrina Espírita é apenas mais um deles …., mas a sabedoria está em vivê-los. Viver ….viver….! A vida é o livro mais sagrado que possuímos e nela estão todas as diretrizes que precisamos para a nossa reeducação. Neste livro abençoado, que é a vida, precisamos escrevê-lo, consertá-lo e estudá-lo (tudo ao mesmo tempo) com direito a fotos e tudo …rsrsrs.
    Agora falando sobre Kardec…..todo livro é novo. Não existe livro antigo. O olho de quem lê é que é antigo. Quando estamos “abertos”, o nosso olhar “muda” e as informações, mesmo pretéritas são úteis e “novinhas” . Tudo é aproveitado quando se tem boas intenções.
    Penso eu, que aqueles que dizem que Kardec é antigo e/ou que não serve mais com sua Codificação, precisa ver o “cisto ” no próprio olho…….rsrsrsrsr! Aff!
    A educação mediúnica parte da educação do médium. Tarefa das mais difíceis, pois ninguém quer abrir mão da “zona de conforto” dos pensamentos viciantes.
    Por isso, esses queridos companheiros nos deixam livros e mais livros, dicas, códigos , manuais e etc, que é pra ver se a gente muda a “frequência” da “rádio pensamento” colocando algo de bom na nossa cabeça …… rsrsrsrs!
    Muitos beijos em todos. Até!

    • inacioqueiroz disse:

      Muito legal esta idéia de que não existe livro antigo.
      Se o assunto é novo para mim, se ainda não sei aquele conteúdo, o livro é super atual.
      Nem que seja para saber como se entendia algo no passado, mas aquele conhecimento é novo.
      Martinha, sempre com excelentes sacações…
      Valeu… beijos …

  2. Shirley disse:

    Inacio, vc não vai acreditar mas só hoje, depois de tanto tempo, reparei que o logo do blog tem no corpo do chico a palavra Amor. Que lindo! não tinha visto antes. 🙂

    • inacioqueiroz disse:

      Esta imagem tem uma estória:
      Ela faz parte da comemoração dos 100 anos de nascimento do Chico.
      A FEB criou diversas imagens com o Chico colocando as palavras Amor, Saber, Caridade, Espírito, Saber e Fé.
      Tinha um outdoor IMENSO (uma parede de corredor inteira) no metrô Carioca com esta imagem, com um spot de luz bem acima da cabeça do Chico.
      Eu tirei várias fotos e formatei para o blog.
      Ou seja, esta imagem com esta iluminação sobre o Chico, só eu tenho rsrsr (quanta vaidade !!!)
      Valeu….

  3. Shirley disse:

    Só tenho uma coisa a dizer. Lendo este post me remeteu ao que acabo de ler no meu facebook. Fica a frase pra reflexão de todos: “O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende é com a vida e com os humildes.” Cora Coralina. E olha que a Cora Coralina nem preta velha era hein. rs Era uma fofa, uma mulher que não aprendia as coisas na escola e precisava de ajuda, mas que anos mais tarde se tornou a doçura de escritora que é. Admiro muito estas almas, que falam com o coração e não com a cabeça. Deus nos abençoou pra que estes seres estivessem encarnados entre nós. É um bálsamo pra minha alma. bjs

    • inacioqueiroz disse:

      Muito legal esta visão da Cora.
      Mas vejo que duas coisas se completam. Eu não tenho como chegar a sabedoria completa sem o saber.
      Nem que este saber seja uma percepção moral ou emocional do que seja o certo.
      Mas o saber sozinho não se basta. Temos de testá-lo perante nossas emoções, até nos construir na sabedoria.
      E o que seria a sabedoria: é a razão que entende em conjunto com a emoção que aprova (??).
      Falei bobagem? Gostaria da opinião de vocês.
      Valeu….

      • Shirley disse:

        Então, pra mim saber = conhecimento. Sabedoria = vivência a partir do que sabemos (conhecemos), o que envolve nosso emocional frente às situações. Ou seja, o saber dos livros se não vivenciado é letra morta, de nada serve. Morrerá junto com nosso corpo. Mas a vivência ficará no nosso perispírito, na forma da nossa vibração conquistada no dia a dia, em nossas reações amorosas ou não.

        Então, já que estamos no dia de preto velho, fica uma metáfora que ouvi no Ceu sobre o Pai Joaquim. A pomba. Duas asas. Uma asa é o saber (conhecimento intelectivo, que podemos obter nos livros, ouvindo uma palestra, etc) a outra é a emoção (vivência emocional a partir dos nossos valores). Pra voar, precisamos harmonizar os dois. Eu acho que é por aí. Aliás, SALVE TODOS OS PRETOS VELHOS! E um saravá a todos os negros alforriados. Minha gratidão eterna. bjs

      • inacioqueiroz disse:

        Saravá!
        Salve as almas santas e benditas!
        Beijão.

  4. sidinea vaz disse:

    Devemos aprimorar os estudos para que possamos educar o nosso EU. Estamos a todo momento sendo testados, a vida a cada dia nos chama para uma nova descoberta. Ao nascer nos deparamos com nossos credores do lar, irmãos que são aconchegados pela lição maior que e o AMOR. O dificil e nao perdermos o rumo, por vezes fugimos para depois encontrar nos mesmo, escondido em uma gaveta, que as vezes damos o nome de Religião. Como o nosso grande irmão Chico Xavier falou a humildade e o grande braço fraterno do Espiritismo.

    • inacioqueiroz disse:

      É verdade. Grandes lições.
      E temos de nos guardar na humildade de aceitar as situações que a vida nos traz, fazendo o melhor proveito possível para cada uma.
      Mesmo quando estas não atendem muito as nossas pretensões.
      Obrigado por suas palavras.
      beijão

  5. Claudie (Di) disse:

    “quando se deseja desdobrar os recursos mediúnicos e canalizá-los corretamente, o estudo consciente da Doutrina Espírita se apresenta como condição primeira, inadiável”.
    Concordo! Se for possível, devemos iniciar pelo estudo, pois teremos menos chance de “perdermos o rumo”… É verdade que há casos em que a pessoa “cai de paraquedas” nos fenômenos mediúnicos, mas se depois resolver seguir essa estrada, deve ser uma escolha consciente e bem orientada, que o estudo sério da Doutrina irá nortear. Bjão!

    • inacioqueiroz disse:

      Pra mim, o ponto mais importante dessa recomendação é reconhecer que é uma obra de cunho científico, sem “achismo” (muito comum nesse meio).
      E mais: tem 150 anos de crítica nas costas! Quem quiser verificar os pontos pouco sólidos, pode fazer uma consulta rápida e ver as discordâncias.
      Por fim, os médiuns que mais consideramos (Chico, Divaldo, Raul e outros) são unânimes em dizer que nosso caminho começa ali.
      Isso porque os orientadores espirituais deles passaram esta mesma recomendação, a ponto de dizer que as aparentes novidades que vemos em outros textos estão contextualizadas ali.
      São observações muito sérias para serem ignoradas.
      Valeu, amor.

  6. Claudie (Di) disse:

    É bem interessante essa observação inicial (Quando nos interessamos pelo estudo do espaço e das estrelas…); quando nos interessamos por algo (ou por alguém), nos envolvemos com sua realidade, e aprendemos mais um pouco… Ao nos envolvermos com a espiritualidade, atraímos entidades afins com aquilo que procuramos, tanto pro bem (no passe, numa mensagem psicográfica de entes queridos, em uma prece…) como pro mal (um trabalho pra prejudicar alguém, amarração,etc).
    Os afins se atraem, se buscamos ondas de elevação, encontraremos quem esteja buscando tb por isso, seja encarnado ou desencarnado… Mas nisso tudo, o importante é perceber que temos que passar por todo tipo de experiências para evoluir. Uma vez seremos médicos, outra lixeiros, outra, dona de casa, mas em cada vida contribuiremos com aqueles que nos cercam, e levaremos nosso aprendizado. Seja qual for a parte que me couber, na engrenagem, devo procurar executá-la da melhor maneira possível. Bjin, amor

    • inacioqueiroz disse:

      Verdade, amorzinho. Nosso interesse por algo nos coloca em sintonia com aquele algo.
      Por isso que Emmanuel em um texto passado coloca que o desejo está na base da sintonia.
      Se eu desejo ser bom, eu me coloco no interesse, nos pensamentos e sentimentos voltados para coisas boas.
      E tudo sintoniza para isso.
      Legal essa sua visão do nosso trânsito por todas as situações.
      Nenhuma delas é gigantesca perante o grande drama da vida, mas todas serão muito úteis se fizermos nosso melhor.
      Obrigado, lindo buganville do chalé de Penedo! Beijos …

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