24-Milagre

* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 24-Alegas)
Reunião pública de 25-3-60
Questão LM nº 220 inciso 16.

Será que um peixe tem consciência de que está imerso n’água?
Teríamos nós consciência que estamos imersos no milagre da existência?

Milagres não existem, muitos alegam.
Mas como entender de outra forma estas estruturas milagrosas chamadas folhas, que fotossintetizam, que retiram alimento da luz do Sol e dão origem a toda cadeia de vida sobre a Terra?

Diante do microcosmo e do macrocosmo, do átomo que é formado por imensas áreas vazias entre elétrons e núcleo, da Galáxia que rodopia em torno de singularidades gravitacionais, não poderia caber em nossa razão que planos superiores de consciência, com inteligências imateriais, possam existir?

Perante nossa visão, seqüências luminosas tridimensionais, viajando a 300 mil km/s, são percebidas
e interpretadas pelo cérebro.
Grande coletânea de células especializadas em ligações eletroquímicas, o cérebro constrói nossa idéia química da realidade, idéia que existe apenas na estreita faixa de luz acima do infravermelho e abaixo do ultravioleta.

Ainda assim, é difícil consentir que das mãos de alguém possa irradiar alguma coisa para influenciar a saúde de outrem, alegando que nada vemos?

Nossos celulares, televisores e receptores captam pulsos invisíveis a todo segundo. Imagens, sons, ruídos e interferências transitam inaudíveis ao nosso redor. Os sons da grande explosão inicial do universo são captados por sensíveis radiotelescópios.Radiações solares interferem na navegação aeronáutica periodicamente.
Como declarar impossível que as palavras de inteligências incorpóreas também façam parte desta grande sinfonia silenciosa, somente porque nada ouvimos?

Radiografias vasculham os traumas ósseos, cintilografias iluminam artérias, veias e capilares, microscópios eletrônicos demonstram bactérias e células, telescópios de grande envergadura assinalam estrelas e estruturas nunca observadas.

A nanotecnologia mostra-se realidade positiva. Como afirmar que seres espirituais não transitam entre nós meramente porque não os conseguimos observar com nossos olhos?

Mesmo sem nossa percepção consciente, o milagre da existência nos rodeia.

Não te lamentes, porém, quanto à falta de elementos mediúnicos para o levantamento das boas obras” – nos diz Emmanuel.

Estamos repletos de elementos superiores para produção das obras de amor e paz em nosso derredor. O Conhecimento Superior não pára de banhar a crosta, dia após dia.

As palavras de Jesus guardam excepcional atualidade, uma vez que suas bases morais são transcendentes ao tempo e às culturas.

Importa, acima de tudo, que nos coloquemos como instrumentos de Vossa bondade, certos de que o bem feito ao próximo é a verdadeira construção do Reino dos Céus sobre a Terra.

Sabe aquela semente caída na beira da estrada, perto do meio fio, tão distante do jardim?

Não sabes de onde vieram; no entanto, se resolves plantá-las, inda hoje, com respeito e carinho, em breve as Leis de Deus, sem que as vejas agindo, delas farão no solo, em teu próprio favor, vasto e belo trigal”. (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: Livro dos Médiuns (LM)
CAPÍTULO XVII
DA FORMAÇÃO DOS MÉDIUNS

Perda e suspensão da mediunidade

220. A faculdade mediúnica está sujeita a intermitências e a suspensões temporárias, quer para as manifestações físicas, quer para a escrita. Damos a seguir as respostas que obtivemos dos Espíritos a algumas perguntas feitas sobre este ponto:

16ª- Como pode um homem aperfeiçoar-se mediante o ensino dos Espíritos, quando não tem, nem por si mesmo, nem com o auxílio de outros médiuns, os meios de receber de modo direto esse ensinamento?

“Não tem ele os livros, como tem o cristão o Evangelho? Para praticar a moral de Jesus, não é preciso que o cristão tenha ouvido as palavras ao lhe saírem da boca.”

*** Curiosidades ***

-Se todos dispomos de recursos para o trabalho, o que difere aquele que muito realiza daquele que pouco faz? Boa vontade, determinação continuada no bem.
Divaldo Franco nos fala, em poesia, que ele era como pequeno olho d’água que descobriu que poderia matar a sede de passarinhos e regar plantas. Se maravilhou, rogou a Deus que pudesse fazer mais. E o poema, após inúmeras rogativas e maravilhas, termina com um caudaloso rio que banha e alimenta vasta região, finalmente encontrando o mar.

-Os espíritos superiores investem nas pessoas de boa vontade e determinadas, independente do talento que elas já dispunham. Lembremos, assim, de Paulo de Tarso, o grande perseguidor dos cristãos. Jesus reconhece sua boa vontade e sua determinação, bastando apenas tocá-lo com a verdade para transformá-lo no Apóstolo dos Gentios.

-Por que temos tanta necessidade de milagres se a vida, por si só, é um grande milagre? Nosso entendimento da existência é extremamente limitado, mas caminhamos pelo mundo como se tudo estivesse no campo do inteligível. Na verdade, esta é a postura das pessoas comuns, detentoras de pouca ciência. Cientistas de ponta são unânimes em afirmar: temos muito mais perguntas e dúvidas do que respostas.
E Deus já é considerado por boa quantidade de teóricos.

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