31-Nem Maior Nem Menor

* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 31- Mediunidade e Privilégios)
Reunião pública de 2-5-60
Questão LM nº 306.


“Todos estamos concordes em que a Doutrina Espírita revive agora o Cristianismo puro; no entanto, há muita gente que lhe estranha a organização, sem os chamados valores nobiliárquicos que assinalam a maioria das instituições terrestres.

Assim que cheguei na minha Casa querida, a Casa que me adotou por tutelado, eu MORRIA de medo de fazer algo errado. E ficava o mais quieto possível, observando sempre quem já estava mais tempo por lá.

Era ótimo quando algum dirigente ou médium mais experiente vinha nos dar atenção.
Mas descobrimos, para nossa tristeza, que as pessoas não viram anjos só porque passaram a se dedicar à Doutrina. Elas carregam seus egoísmos e vaidades, paixões e destemperos.

Apenas se decidiram por trabalhar, mas ainda estão no esforço e se desequilibram vez por outra, quando algo atinge sua ‘calosidade espiritual’.

Diz-nos a sabedoria popular: Quer conhecer uma pessoa?
Dê-lhe poder.

Vimos pessoas simpáticas e queridas se tornarem duras e belicosas apenas porque se viram contrariadas dentro de questões que um cargo lhes davam competências.

Vimos irmãos, sempre repletos de palavras amáveis, se fazerem surdos às nossas ponderações porque estas contrariavam parecer e determinações deles.

Cansamos de contornar situações onde ‘o amigo do irmão do primo de alguém’ precisava garantir algo antecipadamente e nos solicitava esta garantia em detrimento de todos os desconhecidos que aguardavam pacientemente sua vez.

Nesse capítulo, Emmanuel medita sobre a necessidade popular de recriar na Casa Espírita as hierarquias e títulos, honrarias, protocolos e concessões, comuns às muitas instituições seculares, mas ausente da Codificação e do Evangelho.

Não temos doutrinadores-chefes, nem médiuns-titulares, nem condecorações, nem outros rapapés do gênero.

O trabalhador se distingue pelo esforço na edificação moral, adornado pela simplicidade e desinteresse que o sintonizam, assim, com os elevados ditames da Divina Providência.

Nenhum trabalhador é maior porque a fenomenologia ao seu redor é notável. Se assim o laureamos, é porque nossas dificuldades interiores precisam de heróis e de milagres que nos consolidem a fé e que nos assegurem o acerto nas decisões tomadas e caminhos escolhidos.

Não temos o direito de enfeitar os outros com os brasões da excessiva confiança, para que realizem o trabalho que nos compete.

Todos são respeitáveis: aqueles que cuidam da infância, aqueles que administram, aqueles que limpam, aqueles que abençoam com o Passe, aqueles que escrevem, aqueles que recebem os necessitados, aqueles que palestram, aqueles que doutrinam, aqueles que orientam e aqueles que distribuem gêneros.

Não há maiores, não há menores, não há castas nem prerrogativas.
E aqueles que se julgam diferenciados, carecem de maiores reflexões.

É dever de todos nós deixar o movimento espírita à distância das  patentes hierárquicas transitórias e ilusórias.

Por fim, lembremos que Jesus, em suas palavras e ações, mostrou-nos que o maior em seu Reino precisa servir à todos com humildade e sacrifício. E atendeu aos mais humildes, deu atenção aos curiosos e mesmo aos doentes pela perfídia, lavou os pés dos discípulos, não se furtou ao encarceramento, aceitou interrogatórios e deixou-se imolar, como previa as Escrituras.

Assim seguiram seus apóstolos: Tiago assassinado, Estevão apedrejado, Pedro crucificado de ponta à cabeça,  Paulo desencarnado por golpes de espada.

Hoje, seus seguidores encontram o desencarne em nuances condizentes com uma nova época.
… “mas é importante que vivam atendendo aos próprios deveres, para que recebam corretamente a morte, quando não seja na palma do heroísmo, pelo menos na dignidade do trabalho edificante.

==&==

Leitura da Questão: Livro dos Médiuns (LM)
CAPÍTULO XXVIII
DA CHARLATANISMO E DO EMBUSTE

Questão 306. Médiuns interesseiros não são apenas os que porventura exijam uma retribuição fixa; o interesse nem sempre se traduz pela esperança de um ganho material, mas também pelas ambições de toda sorte, sobre as quais se fundem esperanças pessoais. E esse um dos defeitos de que os Espíritos zombeteiros sabem muito bem tirar partido e de que se aproveitam com uma habilidade, uma astúcia verdadeiramente notáveis, embalando com falaciosas ilusões os que desse modo se lhes colocam sob a dependência. Em resumo, a mediunidade é uma faculdade concedida para o bem e os bons Espíritos se afastam de quem pretenda fazer dela um degrau para chegar ao que quer que seja, que não corresponda às vistas da Providência. O egoísmo é a chaga da sociedade; os bens Espíritos a combatem; a ninguém, portanto, assiste o direito de supor que eles o venham servir. Isto é tão racional, que inútil fora insistir mais sobre este ponto.

*** Curiosidades ***

-Este estudo nos encontra justamente quando termina a semana do irmão Divaldo Franco no Rio de Janeiro. Claro, nós o ‘endeusamos’! Uma pessoa ímpar, aclamada por todos.
Mas a espiritualidade, conhecedora de nossa pobreza interior, sempre nos traz a lição certa na hora certa. Que possamos, algum dia, entregar à obra do bem a mesma dedicação e empenho que Divaldo sempre empregou.

-Já ‘pisei em ovos’ com pessoas difíceis dentro da casa espírita/espiritualista. Não foi fácil. Mas devemos entender que é o momento espiritual daquela pessoa. Um dia, nós também fomos assim, difíceis, cegos, limitados, e nossos amigos mais lúcidos, encarnados e desencarnados, tiveram muuuita paciência conosco.
Agora é a nossa vez de exercitar a lição da paciência.
(E não adianta mudar de casa. Terão pessoas difíceis lá também!
Importa antes aprender a lição e vencer a provação).

-Devemos corrigir aqueles que percebemos desequilibrados?
Divaldo Franco respondeu esta pergunta. Disse que se o caso nos atinge ou se somos chamados a nos posicionar, devemos falar nossa visão, sempre usando sinceridade e amor.  Mas lembremos ainda das palavras de Jesus: 
“O escândalo é necessário, mas ai de por quem o escândalo vem.”
Que saibamos usar palavras amorosas na hora certa e silenciar também na hora certa.

-Quer estragar um trabalhador incauto? Encha-o de elogios!
Ao longo do tempo, ele acabará sendo invadido pela vaidade.
(Deus nos perdoe pelas vezes que prejudicamos sem saber!).

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