36-Permaneça Fiel

* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 36-Tua Parte)
Reunião pública de 20-5-60
Questão LM no.233.

Toda produção medianímica é a soma do mensageiro espiritual com o médium e as influências do meio.” – diz Emmanuel.

Conta a lenda que humilde aguadeiro carregava dois imensos baldes de água para sua casa ao final de cada dia, após trabalhar exaustivamente no carreto de água por toda região.

Escolhia sempre os 2 baldes mais leves para esta última carga, visto que sua casa era o ponto mais distante. O balde da esquerda, porém, vítima de pequena rachadura, sempre chegava com ¾ da água, por vezes quase só com a metade.

E lá se foram anos, sempre fazendo uso daqueles 2 bons companheiros.

Numa, noite, enquanto não conciliava o sono, o aguadeiro sentou-se na varanda e percebeu que o balde rachado chorava.

Aproximando-se dele, perguntou: – Por que choras?

– Mestre, eu vejo teus esforços, vejo como trabalhas duro. E eu, no meu pequeno trabalho ao fim do dia, sempre te entrego menos do que mereces. Peço-lhe perdão e me envergonho.

– Querido amigo!disse-lhe o velho aguadeironão chore.
Já perguntaste porque, mesmo não retendo toda água, ainda escolho você a cada dia?
– Nunca reparou que o seu lado da estrada é bem mais florido? Percebendo a forma como a água cai, tenho espalhado sementes. E, todos os dias, você colabora comigo, fazendo o nosso caminho muito mais colorido e feliz. Não chore! Apenas faça seu melhor e permaneça fiel.

O balde abriu um largo sorriso.
E percebeu que, mesmo em sua deficiência, guardava o poder de fazer “O Melhor”.

Nesse capítulo, Emmanuel nos convida à fidelidade, fazendo sempre o nosso melhor.
Lembrando que, seja qual for nosso papel: médium, assistência, recepção, administrativo, ajudante; somos elementos importantes no resultado final de cada comunicação com o Plano Superior.

Se entre os ingredientes de um bolo for adicionada pequena colher de cinza a dezenas de colheres outras de material puro e nobre, o elemento estranho deturpará toda a peça, ainda mesmo quando preparado num vaso de ouro.” – pondera Emmanuel

Nem o plano espiritual, nem o médium miraculoso serão capazes de compensar por completo todos os pensamentos de crueldade, de desleixo, de rebeldia ou de indisciplina dos circundantes.

O grupo será sempre aureolado pelo montante de harmonia e bênçãos que o próprio grupo for capaz de somar.

Acautelemo-nos ainda com o desleixo, grave faceta da crueldade, porque, apesar de não guardar a mesma intenção, o prato sujo macula uma sopa tanto quanto qualquer sabotagem deliberada.

Médiuns e mediunidade poderão prestar-te grandes favores, mas, para que atuem com segurança e correção, no serviço que te é necessário, precisam igualmente de segurança e correção na parte que te compete.” (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: Livro dos Médiuns (LM)
CAPÍTULO XXI
DA INFLUÊNCIA DO MEIO

 Questão 233. Nem sempre basta que uma assembléia seja séria, para receber comunicações de ordem elevada. Há pessoas que nunca riem e cujo coração, nem por isso, é puro. Ora, o coração, sobretudo, é que atrai os bons Espíritos. Nenhuma condição moral exclui as comunicações espíritas; os que, porém, estão em más condições, esses se comunicam com os que lhes são semelhantes, os quais não deixam de enganar e de lisonjear os preconceitos.

Por aí se vê a influência enorme que o meio exerce sobre a natureza das manifestações inteligentes. Essa influência, entretanto, não se exerce como o pretenderam algumas pessoas, quando ainda se não conhecia o mundo dos Espíritos, qual se conhece hoje, e antes que experiências mais concludentes houvessem esclarecido as dúvidas. Quando as comunicações concordam com a opinião dos assistentes, não é que essa opinião se reflita no Espírito do médium, como num espelho; é que com os assistentes estão Espíritos que lhes são simpáticos, para o bem, tanto quanto para o mal, e que abundam nos seus modos de ver. Prova-o o fato de que, se tiverdes a força de atrair outros Espíritos, que não os que vos cercam, o mesmo médium usará de linguagem absolutamente diversa e dirá coisas muito distanciadas das vossas idéias e das vossas convicções.

Em resumo: as condições do meio serão tanto melhores, quanto mais homogeneidade houver para o bem, mais sentimentos puros e elevados, mais desejo sincero de instrução, sem idéias preconcebidas.

*** Curiosidades ***

– Confesso que não sabia bem como iniciar esta meditação. Passei horas na noite de domingo relendo o texto e buscando inspiração, sem nada conseguir. Refiz as leituras e as orações na segunda-feira, quando, de repente, surgiu das minhas lembranças a lenda do aguadeiro. Comecei a escrevê-la, mas não via como concatená-la com o tema em estudo. Por fim, acabei percebendo a intenção desse amigo que me ajuda no intento do blog.
Definitivamente, sou um servidor “bule”: muita ‘pôca fé’ ! rsrsrs

– Quando li as palavras de Emmanuel sobre a questão da colher de cinzas no bolo, achei simples e muito clara. Mas pensei ainda em médiuns quais Jesus, Chico Xavier e Divaldo Franco que parecem independer do público presente para os fenômenos acontecerem. Meditando nisso, lembrei de pequenos detalhes que indicam como está correta a mensagem: Divaldo só psicofona Bezerra de Menezes quando em Centros ou para certos públicos, terminando as demais palestras com uma poesia. Emmanuel descreve em outra obra como Chico precisava ser magneticamente isolado, qual redoma de vidro, para que os dardos mentais do público não interferissem no trabalho. Finalmente, Jesus fez a transfiguração e materializou os Patriarcas Hebreus no alto do Tabor, apenas para 3 discípulos selecionados. Cuidemos assim de nossa participação!

-Se a má fé é reconhecidamente um empecilho para as comunicações superiores, o desleixo é menos percebido e, dessa forma, mais pernicioso. Eu penso no desleixo no Centro Espírita como a postura daquela pessoa que precisa aguardar o atendimento e, ao invés de buscar a oração e a boa leitura, trava uma conversa frívola qualquer, vagueia por lembranças e observações infelizes, polui o derredor onerando os espíritos. Ou no médium que deveria ser o exemplo da oração, do silêncio e da boa postura e é justamente o mal exemplo do público, conversando em alta voz, solicitando favores para os conhecidos, esquecendo da pontualidade ou da oração que antecede o trabalho, dispensando o estudo ou mesmo as leituras edificantes.

– Na questão 233, as palavras de Kardec “Quando as comunicações concordam com a opinião dos assistentes, não é que essa opinião se reflita no Espírito do médium, como num espelho…” nos dão a entender qua alguns detratores usaram desse argumento para alegar que não havia nessas comunicações nenhuma inteligência externa. Kardec, uma vez mais, explica de forma brilhante!

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