40-Sim, sim; e não, não!

* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 40-Verbo e Atitude)
Reunião pública de 3-6-60
Questão LM no.263.

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.
Conhece isso? Um antigo abismo entre o dizer e o fazer.

Não faz muito tempo, uma força poderosa ergueu-se sobre a Humanidade.

Seu principal mentor era um homem franzino e vegetariano. Lia livros metodicamente.
Guardava profunda paixão por sua pátria, pela História e por seu povo.

Queria uma sociedade melhor para seus contemporâneos e falava da importância da dignidade social.


Não tinha tipo físico para as armas.
Mas usava de forma exímia o mais forte músculo do corpo:
a língua.

Fala para que eu te veja” –
concitava Sócrates aos discípulos para discursar.

Age para que eu te conheça” –
complementa Emmanuel nesse capítulo.

E o novo ídolo das massas começou a discursar.
Ele era empolgante!

Sempre abria o verbo citando passagens do Velho Testamento.
Em seguida, narrava as misérias sociais de seu tempo e como todos tinham poder para mudá-las se estivessem unidos.
Na sua força espiritual, as pessoas se magnetizavam, se convenciam de que podiam muito mais e que estavam destinadas a construir um mundo muito melhor.

Assim, toda uma nação levantou-se, sob a força da palavra vibrante daquele homem.
De mero aspirante, tornou-se o grande Chanceler.

E, na força haurida pelos muitos discursos primorosos, pôs em movimento uma grande máquina, que o mundo jamais esquecerá.

Planejou uma sociedade gloriosa, com pessoas cunhadas para a perfeição, com amplos territórios, com juventude impecável, sem pobreza, sem miséria, sem marginais, repleta de orgulho!

E o que fazer com aqueles que não se encaixavam nos modelos de orgulho e perfeição?

Grandes áreas seriam criadas além dos limites da nação para que eles pudessem ter vida nova, com alimentação adequada, boas instalações, diversão e conforto. Filmes foram veiculados mostrando os sorrisos, festas e comodidades dadas aos “removidos”.

Afinal, os cidadãos ‘perfeitos’ tinham maior direito à felicidade do que os ‘imperfeitos’.
E a chamada “Solução Final” para esta questão estava sendo articulada pelos dirigentes.

Diz-nos Emmanuel: “Identifica o mensageiro, encarnado ou desencarnado, pela mensagem que te dê, mas, se é justo que lhe afiras a cultura, é imprescindível que anotes a orientação que está dentro dela.

Mesmo hoje, todos temos dificuldade em compreender como o fascínio de Hitler conseguiu promover tantas atrocidades sem ter disparado a plena resistência dos homens de bem da sociedade alemã. 

Se o verbo apresenta, a atitude dirige.

É por isso que Jesus nos advertiu:
– Seja vosso falar sim, sim; e não, não.

Não bastam palavras sensatas e nobres. 

É preciso ação sensata e nobre, condizente com as palavras.

 

==&==

Leitura da Questão: Livro dos Médiuns (LM)
CAPÍTULO XXIV
DA IDENTIDADE DOS ESPÍRITOS

Modos de se distinguirem os bons dos maus espíritos.

Questão 263. Já dissemos que os Espíritos devem ser julgados, como os homens, pela linguagem de que usam. Suponhamos que um homem receba vinte cartas de pessoas que lhe são desconhecidas; pelo estilo, pelas idéias, por uma imensidade de indícios, enfim, verificará se aquelas pessoas são instruídas ou ignorantes, polidas ou mal-educadas, superficiais, profundas, frívolas, orgulhosas, sérias, levianas, Sentimentais, etc.

Assim, também, com os Espíritos. Devemos considerá-los correspondentes que nunca vimos e procurar conhecer o que pensaríamos do saber e do caráter de um homem que dissesse ou escrevesse tais coisas. Pode estabelecer-se como regra invariável e sem exceção que – a linguagem dos Espíritos está sempre em relação com o grau de elevação a que já tenham chegado. Os Espíritos realmente superiores não só dizem unicamente coisas boas, como também as dizem em termos isentos, de modo absoluto, de toda trivialidade. Por melhores que sejam essas coisas, se uma única expressão denotando baixeza as macula, isto constitui um sinal indubitável de inferioridade; com mais forte razão, se o conjunto do ditado fere as conveniências pela sua grosseria. A linguagem revela sempre a sua procedência, quer pelos pensamentos que exprime, quer pela forma, e, ainda mesmo que algum Espírito queira iludir-nos sobre a sua pretensa superioridade, bastará conversemos algum tempo com ele para a apreciarmos.

*** Curiosidades ***

– Temos uma tendência natural a entender a questão 263 do LM como sendo uma análise apenas do vocabulário usado pelo espírito. Associamos um valor moral verificando somente se este usa palavras simples, se comete erros frasais, palavrões, ou se este é letrado e se expressa de forma culta. Emmanuel, sabiamente, nos convida a observar não só o vocabulário, mas o conteúdo das palavras, as idéias e as ações oriundas delas.

– Como explicar que os Nazistas, apenas 10% da população, tenham controlado os outros 90%? Isso poderia ocorrer numa Democracia? Esta pergunta foi feita pelos alunos secundaristas da escola de Palo Alto, Califórnia, ao professor Ron Jones em 1967. Ao invés de explicar, Jones decidiu mostrar e iniciou um movimento chamado “A Terceira Onda”. Tinha por base valorizar o grupo em vez do indivíduo. Seu lema era: “Poder pela disciplina, poder pela comunidade, poder pela ação, poder pelo orgulho”. Determinou o nome do grupo, criou regras simples de disciplina, uniformes, símbolos, saudações e mecanismos de ingresso no grupo. Em 4 dias, o grupo de 30 alunos passou para 200 e alguns membros passaram a denunciar a indisciplina dos outros. Assustado pela falta de controle, Jones reune todos num auditório e declara que irá apresentar o novo líder do grupo. E projeta num telão um discurso de Hitler. Essa história é real, foi adaptada para TV (The Wave -1981) e refilmada na Alemanha para o cinema (Die Welle – 2008).

-Minha teoria é que os elementos psicológicos utilizados pelo professor Ron Jones, pinçadas das técnicas Nazi-fascistas, tocam num tipo antigo (arquétipo) comum em todos nós.
Este arquétipo obedece cegamente uma voz de comando, é ligado ao nosso primitivismo mais agressivo, um condicionamento militar secular que fica adormecido em todos nós até que certos sinais o desperte. É uma teoria. Aceito sugestões!

-“Solução Final” foi o termo usado pelos Nazistas para o trabalho de extermínio nos campos de concentração. Ao final da II Grande Guerra, descobriu-se que, além da “Solução Final Judaica”, havia ainda planos para a “Solução Final Polonesa” e para outros povos.
A população alemã alegou firmemente nada saber. Não duvido!

-Nunca entendi com facilidade as palavras de Jesus: “Seja vosso falar sim, sim; e não, não.
Eu imagino desse jeito: Se digo “sim”, todo o restante (palavras, promessas e ações) é sim. Se digo “não”, todo o restante (palavras, promessas e ações) é não.
Nessa visão, fazer promessas torna-se errado porque significa que um “sim” de quem promete nem sempre fará o restante ser sim. O mesmo vale para o “não”.
Se eu preciso prometer, significa que nem sempre honro a palavra dada usualmente.
Você entende de outro jeito?

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19 respostas para 40-Sim, sim; e não, não!

  1. claudie (Di) disse:

    Adão, querido “MANO” (RSRSRS),
    Aprendo sempre com você…Sempre me é gratificante acompanhar seus comentários – existe sempre uma grande dose de bom senso, que, confesso, invejo (mas com bons olhos).
    Sem rasgação de seda, seus comentários sempre me levam a refletir…Gostei muito da história pessoal da Revolução…
    Não sei se “captei” exatamente o que pensa, “inestimável guru” (rsrsrs), mas se entendi bem, quando se refere a livros com excesso de paisagens umbralinas, quis dizer que mais vale plantarmos na mente das pessoas coisas boas, elevadas?
    De um modo geral, concordo, até porque temos tantas mentes em desalinho e desequilíbrio emocional, que fica perigoso dar “material tóxico” a elas…
    Você com certeza deve ter lido “Memórias de um Suicida”, de Yvonne Pereira… Quando li (há, mais um livro dela que li e havia esquecido), saí como se tivesse sonhado com o Inferno de Dante; é, para ser gentil, um soco no estômago!
    Mas é uma obra de imenso valor para entender a dor para começar a perceber o quadro doloroso representado por este martírio.
    Pode trazer recordações emocionais (de épocas que , pela graça de Deus não temos lembrança), ou com a realidade de conhecidos e parentes que por vezes caem nessa prova…
    É um livro feito te quadros terríveis; levei muito tempo pra digerir, e depois de ter conseguido, reli,
    para ver o que não havia percebido da primeira vez…
    Me ajudou muito, em vários aspectos, e até como motivação para me tornar voluntária do CVV…
    Mas entendo que vindo pela Yvonne, não era um simples “filme de terror”; Tinha um profundo ensinamento por trás…
    Mas gratíssima por seu comentário…Mais uma vez me fez pensar.
    Um bjão!

    • inacioqueiroz disse:

      Eu vejo que o Adão quis pescar o lado sensacionalista de alguns autores.
      Tem muita gente que, de forma sincera e honesta, quer informar e advertir.
      Tem outros que querem vender. E, nisso, o sensacionalismo é o gancho.
      Mas, se está no mundo, tem sua função.
      Importante é sabermos a sintonia que devemos estabelecer após a lição adquirida.
      Beijão para todos…
      (Ah, o Adão é NOSSO mestre, tá! Divide comigo, nada de egoísmo! rsrsrs)

  2. Adão de Araujo disse:

    Oi Inácio. Eu denovo! Muito importante isto que você colocou: ” Emmanuel diz-nos: ” Identifica o mensageiro, encarnado ou desencarnado, pela mensagem que te dê, mas, se é justo que lhe afiras a cultura, é imprenscindível que anotes a orientação que está dentro dela.”
    Vocês comentaram a questão das mensagens recebidas nos grupos mediúnicos e a cautela quanto aos conteúdos. Perfeito. Eu, particularmente, tenho também algumas cautelas pricipalmente no que concerne a enxurrada de livros( mediúnicos e não mediúnicos) lançados no mercado ultimamente. Alguns companheiros trazem-me livros para serem avaliados. Tenho encontrado erros doutrinários grotescos. Não imponho censura, até porque não posso e nem devo fazê-lo. Cabe-me orientar, dentro de minhas possibilidades. Penso que algumas mensagens, nos grupos mediúnicos, possam ter um fundo anímico em consequência dessas leituras. Que me diz?
    Alguns livros tratam exclusivamente e com riqueza de detalhes das regiões umbralinas, bem como da ação dos espíritos que lá vivem e como atuam em nosso cotidiano. Prá que isso???
    Como estudioso que é, me diga: você algum proveito nessas obras, Inácio?
    Abraços amigão e bom domingo.

    • Ayr José disse:

      Toda a obra tem proveito … sim … envirtudo do exercício que as vezes se faz necessário. Estamos em um planeta de provas e espiações ainda que em breve se tornará um planeta de regeneração … em vitude disso estamos e continuamos sendo testados e observados … o tempo todo … seja por obras, seres e ou pessoas … e de grande necessidade estarmos atentos a tudo e a todos. É de grande necessidade estamos sempre em movimento … semos pacientes … esperarmos … em movimento.
      Será que teriamos os mesmos olhos … se só conhecesemos as coisas boas da vida.
      A rosa tem espinho … ou será que é o espinho que tem a rosa!
      lembrar que nem todo o bem faz bem … nem todo o mal faz mal … depende o que se vem depois! Se voce aprender a lição que o aparente mal lhe touçe … lhe fara muito bem. Devemos sempre agradecer por tudo e principalmente pela coisa ruim … pelo mal aparente … pois nos fará um grande bem em tempo oportuno … quando estivermos pronto para saber e ver a totalidade das coisas … das pessoas … e das vidas … que são varias que percorremos. Paz e bem . Ayr José

    • inacioqueiroz disse:

      É verdade. É o ‘livro de terror’ com ares de realidade.
      Complicado.
      Mas tudo que existe no mundo é permitido pela divindade e tem seu propósito.
      Para alguns, o amor é aprendizado. Para outros, apenas a dor e a violência.
      Se alguns gostam dos clássicos, outros colecionam o heavy metal.
      Se alguns se salvam com a doutrina libertadora, outros encontram a salvação na doutrina que prende com rédea curta.

      Deve haver sim proveito. Mesmo entre os despertos, há aqueles que mal abriram os olhos e aqueles que já enxergam além desse mundo.
      Vibram em sintonias razoavelmente próximas, mas distantes o suficientes para ter diferentes gostos, não acha?
      Tudo que Deus faz é perfeitamente bom e justo.
      Abração e obrigado pela sua muita atenção, querido amigo.

  3. Adão de Araujo disse:

    Oi Inácio. Tô voltado. Acompanhando o debate sobre a questão de seguir cegamente um lider, destacado pela Claudie e pela Marta, penso que nem sempre é assim.As vezes você pode agir quase cegamente motivado por um ideal. Explico fazendo um breve relato auto bográfico, com o devido pedido de desculpas: em 1964 quando houve a famosa “Revolução” eu era militar. O governo do nosso estado bem como o comando do 3º Exército defendiam o que eles consideravam como ‘princípio democrático.” Como jovem espírita eu também imaginava o sistema democrático como sendo o melhor para a Nação. Perfilado com o ideal democrático mais o respeito à disciplina, não neguei pegar em armas e lutar, se necessário fosse, contra os demais irmãos brasileiros os quais considerávamos contrários à democracia. Veja que paradoxo!
    Tenho um irmão com alguns anos a mais do que eu e que também era militar (mais graduado) e naquela época servindo da lª Região Militar, mais precisamente no Rio de Janeiro. Seu exército e seu estado eram nossos inimigos, portanto. Observe a loucura ter que lutar contra o próprio irmão. Confesso que pensei, algumas vezes, em desertar. Mas e como ficaria a Nação? Cogitava… A luta pela democracia, ou a fuga? Dilema atroz. Felizmente não houve luta armada e tudo acabou como sabemos. Hoje essas idéias de nacionalismo exacerbado, sistemas políticos “perfeitos”, religiões donas da verdade, etc… não me empolgam muito. Verdade seja dita, não me cheiram bem.
    Com relação ao “sim,sim,não,não” de Jesus, eu não lembro em que contexto ele falou isso, se é que falou. Tenho, porém, um raciocinio mais linear sobre essa frase.Imagino que o “sim,sim” seria para tudo o que estiver de acordo com a máxima “ama a Deus sobre todas as coisas e ao ´róximo como a ti mesmo”, pois nisso, disse o Sublime Peregrino, “está toda a Lei e os Profetas”.
    Quanto ao “não, não”, esta seria ao comportamento farisáico. Até porque se há algo contra o qual Jesus verberou energicamente, foi exatamente sobre isso.
    Inácio, meu amigo, há muito para extrair do texto, mas estou me alongando demais.
    Um grande abraços a você a aos demais companheiros. Ótimo fim de semana!

    • inacioqueiroz disse:

      Que interessante esta sua experiência !!! Muito rica.
      Realmente, há muitos instrumentos que cegam as pessoas. O fanatismo religioso, o orgulho, a ira, e outros.

      O texto da Curiosidade analisa o fenômeno que se deu entre alunos secundaristas da Califórnia e que foi incomum.
      Isso porque eram jovens, sem ideais políticos, sem distorções de personalidade visiveis, que responderam de forma análoga ao visto no regime Nazista.
      Eles começaram a se deixar levar pela disciplina e pelos símbolos e a sinergia do grupo, ficando cegos.
      Isso, em 1 semana de experiência.
      Recomendo que vc vej o filme “A Onda”. Se puder, veja a primeira versão que é mais fiel aos fatos.
      Não é tão fácil de achar quanto a segunda versão, que já está nas locadoras, mas ambas são impressionantes.
      A diferença está no final delas. Na primeira, ninguém morre no final e termina tudo com todos vendo um discurso de Hitler num estádio.
      Na segunda, ele fizeram um final mais dramático. Mas o conteúdo da história é basicamente igual.

      Valeu e abração.

  4. Ricardo Salles disse:

    Fala Inácio;
    Muito bom este estudo, hein!!!
    abs.

    • inacioqueiroz disse:

      Fica legal quando a gente pinça um fato histórico e examina a luz da Doutrina, não é? Isso eu aprendi com Divaldo Franco. Ele faz bastante isso nas palestras. É profundamente enriquecedor. Obrigado por comentar. Abração.

  5. claudie (Di) disse:

    “a mesma faca que alimenta na refeição, pode machucar alguém. É o cuidado no uso dela que faz a diferença.
    A inteligência é a mesma coisa.”
    Gostei muito disso…Me bateu como sendo – somos aquilo que escolhemos ser…não podemos nos “desculpar” em nosso atavismo, em nosso contexto (grupo) social, em nossos companheiros espirituais ou “porque ainda não consigo, deixa pra próxima”… Se realmente quisermos, a despeito de tudo que nos puxa em direção contrária, podemos usar nossa inteligência cada vez mais para “alimentar”, nos elevando e àqueles que nos acompanham…
    MUITO legal!

  6. Marta Valéria disse:

    Oiêêê…!!!! Não tá no Espirit ????

    Trago uma questão : Como explicar que os Nazistas, apenas 10% da população, tenham controlado os outros 90%?

    Penso que não existe controle sem afinidade, assim como na obsessão. Também concordo com a Clô na situação do arquétipo, existe uma parte do ser que é submissa e se “rende” ao comando, porque na realidade não quer mudanças internas. Assim como na China dos dias atuais, existe uma “aceitação” dos padrões impostos e, essa aceitação, parte da vibração mental e dos desejos íntimos daqueles que convivem a situação. Nada é por acaso. Se existe a aceitação é porque existe a sintonia. Não acredito em adestramento de fora pra dentro, nesse sentido.
    Quanto o exemplo da escola na Califórnia, amigo Inácio, me diga qual a diferença entre os costumes americanos de moral e disciplina patriótica com os alemãs nazistas ????
    Por isso a facilidade da “aceitação” do projeto…..

    Gosto quando a Clô fala do ser inteiro…sim..sim…não..não!!!

    Beijocas!!!

    • inacioqueiroz disse:

      Oi Marta,
      Não foi pro Espirit porque o Henrique, além de não ter destacado, ele está demorandoa aprovar uma pequena alteração que fiz.

      A questão é que parte do grupo era afim com a questão Nazista, mas uma grande parte do grupo cedeu ao estado de terror.
      É como num campo de prisioneiros. Um grupo de 20 guardas cuida de 200 presos. Por que eles não reagem e fogem?
      São 10 vezes mais que os guardas!! Porque ninguém quer ser o primeiro a morrer.

      Na China este estado de terror também vigora, junto com uma milenar obediência ao poder instituido.
      Extermínio de grupos, de cidades inteiras, são anteriores ao Nazismo e são parte da tradição chinesa.
      Gengis Khan, para invadir uma cidade, fazia uma pilha com as cabeças dos mortos da cidade anterior no portão de entrada da próxima cidade.
      E se tivesse fosso, ele fazia uma ponte com os cadaveres dos mortos.
      Imagina o terror isso gerava?
      Os russos tinham os famosos ‘pogroms’ que eram o extermínio de grupos sociais inteiros.

      Já a diferença entre Alemanha nazista, a Alemanha atual e o EUA atual, eles são socialmente muito diferentes.
      A Alemanha nazista tinha acabado de passar pela derrota na 1a. Guerra Mundial. Era proibido ter exército aparelhado.
      Tinha um volume absurdo de desempregados, doentes e famintos. O ódio pelos judeus iniciou nos grandes capitalistas judeus que
      detinham grande parte da riqueza do país. Inflação de 100% ao dia. Vc recebia e tinha de sair correndo para comprar algo.
      Toda a população tinha o orgulho em baixa perante o mundo pela derrota sofrida.
      Otto Von Bismarck tentou equilibrar o sistema político, mas não conseguia devido as inúmeras facções militares que se degladiavam.
      Hitler, ao invés de dete-las, se aliou a uma delas, os S.A. (a versão que inspirou a SS), e se fez ditador com o apoio deles.
      Portanto, é um ambiente tão adverso da democracia americana e mesmo da atual Alemanha que ninguém acredita que o Nazi-fascismo seja capaz de ser reacendido. Acham que ele é fruto de um momento social de um país. E este professor provou que não é.
      É algo interno ao ser humano que responde a isso a partir de alguns sinais.
      É que nem a questão do epilético que, se ficar olhando para uma luz vermelha piscando, dispara nele um ataque, entende?

      Beijão … e obrigado.

  7. Leonardo disse:

    “Fenomenos psiquicos que fundamentam a atual sociedade: alheiamento, medo, solidão, receio de sentimentos profundos, carência de ocupação ativa e falta de alegria. Esses sintomas assumiram o papel central que, no tempo de Freud, era desempenhado pelo recalque da sexualidade… Além disso, a Psicanálise deve pesquisar a “patologia da normalidade”: esta esquizofrenia crônica e leve que é gerada hoje, e o será no futuro, pela sociedade tecnologica ciberneticamente organizada” Livro: “A descoberta do inconsciente social” Autor: Erich Fromm (Psicanalista). Comentário: diga-se que, na época, não havia o poder da tecnologia de hoje.

  8. claudie (Di) disse:

    Acho que é um arquétipo sim, o que obedece cegamente uma voz de comando, mas não o vejo ligado ao “militarismo”, mas a uma necessidade inconsciente de seguirmos o líder, “deixarmos na mão de quem resolva”…Afinal, as tribos, os grupos sociais, eram moldados em torno de alguem que “se responsabilizava” pelo destino do grupo; se as coisas davam certo, todos ficavam aliviados e comemoravam; se davam errado, tinham a quem culpar, e escolhiam outro “líder”…
    E no que diz respeito a frase de Jesus, para mim, interpreto como sendo: aquilo que vc é, que seja por INTEIRO. Se diz a verdade, não pode ser meia verdade, de acordo com suas conveniências, a verdade é uma só, incontestável.
    Se quer ser bom, não pode ser bom só quando está no centro, na igreja, no trabalho voluntário… tem que (procurar) ser bom o tempo todo ,inclusive quando está lidando com aquela pessoa difícil, quando está dirigindo (rsrsrs), quando se defronta com suas dificuldades…
    Aí vc me diz: sendo assim, é melhor não ser bom, pois não consigo ser bom por inteiro; o que entendo dessa frase de Jesus, é que aquilo que for fazer, ou ser, que seja o MELHOR que se é capaz, no seu momento atual, mas o melhor no máximo de suas forças…
    Fazendo assim, vc tem cada vez menos chance de errar…e a cada vez, se aproxima do SER POR INTEIRO…
    Ufffaaa!!!! Cansei! E isso é pq o texto não era tão inspirador…Bjo

    • inacioqueiroz disse:

      Realmente, eu falei em militarismo porque é o formato que mais achei que se aproxima.
      Mas talvez seja algo bem mais antigo, assim como a agressividade é antiga.
      Pode ser nosso instinto de grupo (clã ou matilha), quais os chimpazés, onde sabemos naturalmente que existe um indivíduo alfa.
      Este domina pela força e deve ser obedecido inquestionavelmente, passível de punição.

      Da frase de Jesus, acho que vc traduziu melhor em palavras do que eu. O meu “todo o resto” é o seu INTEIRO.
      Mas eu detallhei 3 coisas, e o seu “inteiro” é mais abrangente.

      Essa questão de “sendo assim, é melhor não ser bom, pois não consigo ser bom por inteiro”, é um questionamento recorrente em muitas pessoas.
      Se não consigo ser como quero, melhor não ser nada. Isso tem amarração com nosso perfeccionismo, que advém do “se aceitar”.
      É todo um ramo de meditação. Emmanuel deve trabalhar isso mais pra frente.

      Foi ótimo este debate!! Muita coisa para pensar.
      Valeu ….

  9. claudie (Di) disse:

    O texto ficou bem melhor…
    Vamos lá. Antigamente eu era levada pela idéia de que conhecimento implicava em evolução. Consequentemente, uma mensagem bem elaborada, onde o espírito denotava inteligência elevada, me induzia a crer que o comunicante era “elevado”, ou seja, tinha uma moral superior…
    Hoje entendo melhor a que Jesus se referia ao dizer “pelos frutos conhecereis a árvore”…
    Se vc acumula conhecimento, mas não acompanha proporcionalmente em evolução moral, então está capenga…provavelmente vai dar muita cabeçada usando essa sabedoria para “se dar bem” em cima dos outros (seja qual for sua motivação – como no exemplo de Hitler); até que chegue o dia em que perceba que não se ganha sozinho, mas somente quando teu próximo também ganha. Mas pra chegar nesse ponto…ih!!!! quanta dor teimamos em passar…
    Hoje, quando vejo uma mensagem bonita vinda de algum espírito “bem intencionado”, procuro ver que bem está contido nela; e quanto mais estudamos e nos envolvemos, mais fácil fica perceber “o que é, ou não, de Deus”…o quanto minha alma se envolve, e o quanto a mensagem me motiva para me reformar, me melhorar…

    • inacioqueiroz disse:

      Vc é, sem dúvida, a colaborada encarnada no.1 desse pequeno trabalho. rsrsrs
      Obrigado pelas inúmeras vezes que vc me socorreu. Reli o texto e busquei deixa-lo mais claro.

      Isso que vc falou é profundamente maduro, seja em termos de comunicação espiritual como também dos companheiros escritores (que são espíritos encarnados).
      Nessa coisa da inteligência não acompanhar a moral, eu sempre lembro daquela frase: Cuidai para que suas luzes não se transformem em trevas. (Jesus)
      Essa frase me bateu muito fundo. De fato, a mesma faca que alimenta na refeição, pode machucar alguém. É o cuidado no uso dela que faz a diferença.
      A inteligência é a mesma coisa.
      Valeu …

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