41-O Zelador

* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 41-Formação Mediúnica)
Reunião pública de 6-6-60
Questão LM no.200.

 Há dentro de cada um de nós, seqüências
automáticas de atividades.

Algumas delas, nós conhecemos:
Ninguém fica vigiando qual o próximo passo para digerir a refeição.

Não ficamos contando e compassando as batidas do coração.

Não equilibramos o sangue igualmente por todo o corpo, nem seus processos de limpeza.
Mal sabemos o que faz agora nosso fígado.

Noutras, interferimos levemente, apesar de tê-las quase inconscientes por boa parte da vida. Na respiração, poucos tratam de orquestrá-la.
(Conhecem a dita “respiração do bebê”?)

No pensamento, quantos são que os deixam sem freios e são mesmo perseguidos por eles.

E aquela musiquinha “que não sai da minha cabeça o-di-a-to-do!!”.

Arrepios, ora provocamos, ora somos assaltados.
Basta saber onde tocar.
E o cigarro, que muitos juram que param. 15% conseguem de prima, diz as estatísticas. Mas os mecanismos automáticos arrastam os outros 85% para as doenças do tabagismo.

Numa época de diversos estudos da neurociência, a euforia da massa é comandada por aquela banda de música, o sucesso se compra na loja da esquina, a beleza está nas mãos dos esteticistas e a juventude está naquele novo creme que tira “marcas de expressão”; repetem-nos exaustivas vezes até que nosso cérebro “aprenda” que estas são “verdades”.

Nesse capítulo, Emmanuel conta-nos que a mediunidade é mais um dos mecanismos automáticos disponíveis para o encarnado.
Mecanismo que pede o concurso de um zelador: o médium.

Imaginemos um terreno fértil. Jogamos algumas sementes e logo nasce um jardim, um trigal, um pomar, uma bela área de hortaliças. Isso automaticamente.

Mas … se eu fosse uma erva brava, um gafanhoto, um verme, um mofo, uma planta parasita, não iria querer viver em outro lugar!

Abafaria as árvores para ter mais luz e água. Devoraria as folhas para me manter.
Drenaria a seiva e espalharia minhas sementes pra que minhas gerações se perpetuassem. O terreno fértil e descuidado é o paraíso para os visitantes daninhos.

Também a mediunidade, mesmo quando encravada no psiquismo de alguém que paixões subalternas dominam, produz, de maneira mecânica, quando se lhe entrega determinado gênero de ação; contudo, a tarefa, nesse regime, surgirá em condições anômalas.” – diz Emmanuel.

Nossas paixões abafam nossa disposição para o compromisso santificado.
Sentimentos menores devoram as promessas, retornando como senhorios da alma.

A ira, o orgulho e o egoísmo se agigantam, ameaçando nos tombar a cada passo.
As boas iniciativas se travam perante a fraqueza moral e as perseguições gratuitas.

Nessas horas, somente o zelador, consciente da importância do dever mediúnico, afasta a sombra da ignorância, abraça o serviço renovador e impõe-se o dever da educação.
Retorna ao caminho seguro e rico da construção, em si mesmo, de um celeiro de luz.

***

Sem trabalhar nossa individualidade, não conseguiremos alcançar os grandes compromissos.
E médium algum se esqueça de que é na terra boa abandonada que a praga e a serpente, o espinheiro e a tiririca proliferam mais e melhor.” – lembra Emmanuel.

Se o lavrador cuida de sua gleba dia após dia, do amanhecer até o cair da noite, não menos deverá fazer o médium, o zelador incansável de si mesmo.

Sabemos que zelar é um trabalho para nossa vida inteira.

Ufa!

Mas sigamos aquele antigo adágio, fonte de força para os muitos ex-dependentes:

“Só por hoje …” !

==&==

Leitura da Questão: Livro dos Médiuns (LM)
CAPÍTULO XVII
DA FORMAÇÃO DOS MÉDIUNS

Desenvolvimento da mediunidade

Questão 200. Ocupar-nos-emos aqui, especialmente, com os médiuns escreventes, por ser o gênero de mediunidade mais espalhado e, além disso, porque é, ao mesmo tempo, o mais simples, o mais cômodo, o que dá resultados mais satisfatórios e completos. E também o que toda gente ambiciona possuir. Infelizmente, até hoje, por nenhum diagnóstico se pode inferir, ainda que aproximadamente, que alguém possua essa faculdade. Os sinais físicos, em os quais algumas pessoas julgam ver indícios, nada têm de infalíveis. Ela se manifesta nas crianças e nos velhos, em homens e mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de desenvolvimento intelectual e moral.
Só existe um meio de se lhe comprovar a existência. É experimentar.

Pode obter-se a escrita, como já vimos, com o auxílio das cestas e pranchetas, ou, diretamente, com a mão. Sendo o mais fácil e, pode dizer-se, o único empregado hoje, este último modo é o que recomendamos à preferência de todos. O processo é dos mais simples: consiste unicamente em a pessoa tomar de um lápis e de papel e colocar-se na posição de quem escreve, sem qualquer outro preparativo. Entretanto, para que alcance bom êxito, muitas recomendações se fazem indispensáveis.

*** Curiosidades ***

-Vejam o que é uma alma limitada!
Eu passei 4 dias discutindo com a minha querida amiga Marta sobre processos psicológicos autônomos do organismo humano. Quando conclui a leitura do texto 41, que tratava sobre este assunto, acreditam que eu não sabia o que dizer!!??
O amigo espiritual passa 4 dias me inspirando para fazer o estudo e, chega no momento principal, eu não sei o que dizer. Levei algum tempo para ligar o debate ao estudo.
Ele realmente tem MUITA paciência comigo, não acham? 

-Respirar é um ato sagrado, nos diz os yogues. E, quanto mais eu estudo sobre a mediunidade, melhor percebo o quanto isto é verdade. Na respiração, nos acalmamos. Eliminamos tensões e toxinas. E isso é tão sério que já existe estudo ligando o aumento da incidência de Síndrome do Pânico com o excesso de monóxido de carbono nas cidades. Respirar é o ato orgânico onde percebemos claramente ser ora consciente, ora inconsciente. Não existe respirar no passado ou no futuro: respirar é sempre no presente. Há quem defenda que pode-se curar a dor de cabeça apenas respirando melhor. E, para quem não conhece, a respiração dos bebês é a mais correta. Se observarmos os bebês, eles respiram deslocando o abdomêm para frente. Isso leva o oxigênio mais profundamente no pulmão. Depois que crescemos, passamos a respirar inflando o tórax e nos oxigenamos menos.
Adulto é fogo!

-Hoje já se sabe que, ao ver-se uma pessoa correndo ou comendo, nosso cérebro energiza as mesmas áreas que seriam energizadas caso fôssemos nós mesmos fazendo. São dispositivos automáticos que dispomos no organismo, que podem ser manipulados e onde conhecer é proteger-se. Um epilético, por exemplo, não pode se expor a luz vermelha piscando numa certa frequência. Pode disparar um ataque. Ocorreu de um personagem de desenho infantil japonês ter uma pequena lâmpada vermelha no peito que piscava. Nas primeiras vezes que ele apareceu na TV, foram tantas crianças japonesas que entraram em convulsão que tiveram de mudar o personagem e não reapresentar o episódio.

-Detalhe: já tem estudos de neurociência focados no estímulo ao consumo!

-A mediunidade é uma sensibilidade orgânica, assim como o ouvido musical, o olfato apurado, o paladar do degustador, a alergia à certos materiais ou alimentos e outros.
Se bem educada, a mediunidade faz maravilhas, assim como a boa música ou a boa refeição vem da sensibilidade dos outros sentidos. Mas a falta de trato coloca o portador em situações complicadas e, mesmo terríveis. Imagina a pessoa de bom olfato tendo que ficar horas perto de um perfume forte? É certo que terá muita dor de cabeça. Ou o alérgico comendo aquele pastel de camarão? Pode mesmo fechar a garganta e travar a respiração, dando o chamado choque alérgico. Na mediunidade, a possessão é o pior efeito do descuido. Lembremos do caso da alemã Anneliese Michel (1952-1976) que passou 7 anos sendo subjugada por  uma “legião de demônios”, passando por exorcismos e morrendo por desnutrição ao final.
Seu caso inspirou o filme “O Exorcismo de Emily Rose”.

Vide http://pt.wikipedia.org/wiki/Anneliese_Michel

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4 respostas para 41-O Zelador

  1. claudie (Di) disse:

    é um trabalho e tanto!!
    Excelente qundo temos amigos “de fé” para ajudar a caminhar e lidar com as dificuldades…
    Obrigada pelas preciosas observações…Nem tanto, mas com certeza, carinhosas e sinceras.
    Um bjo

  2. claudie (Di) disse:

    Continuando…
    Se sabemos que uma determinada coisa provoca uma resposta “negativa”, que não julgamos mais adequada, a opção mais simples seria não se envolver com este ponto fraco, não seria?
    Alguns psicólogos defendem que a melhor maneira de se curar um trauma ou fobia, é encarando-os. Encaro isso, como uma espécie de tratamento de choque.
    Por outro lado, acho que, sendo seres racionais, temos a opção de nos manter afastados daquilo que nos fragiliza, até que estejamos fortes o bastante (principalmente emocionalmente), para lidarmos com nossa dificuldade.
    Ou seja, só por hoje vou me manter afastado do meu “nó”… E a cada dia, posso ir me fortalecendo para avançar um pouquinho mais, bem devagarinho…
    às vezes, uma “recaída” pode ser arrasadora…Então, porque não ir devagar???
    Obs.:Ainda bem que vc só colocou “pragas, serpente e espinheiro”, deixou as barats de lado… Seria muito mais negro…rsrrs
    O que é uma tiririca???Bjocas, Bidu

    • inacioqueiroz disse:

      Oi Di,
      Obrigado por suas preciosas observações.
      Vc abordou os aspectos condicionáveis. E acho que, de uma encarnação para outra, tudo em nós é condicionável.
      Mas enquanto em uma encarnação, certos aspectos da gente precisam ser controlados e educados.
      Como a depressão. A gente aprende a conviver com ela com remédios, exercícios e alimentação.
      Ela é condicionável de uma encaranação para outra. E pode mesmo vir a estabilizar após décadas de trato.
      Mas é um trabalho e tanto. Encaro a mediunidade da mesma forma.

      Isso que vc disse é verdade: se sabemos que algo é negativo e não saberemos administrar, melhor seguir a recomendação de S.Paulo – fugir!
      O tratamento de choque é para quem já pode e nem sempre leva a cura. As vezes aumenta o pânico.
      E o´”Só Por Hoje” contribui muito ou para gente quebrar um pouquinho do medo ou para gente ficar um pouquinho mais longe rsrsrsrs.

      Tiririca: Deputado estadual super votado por S.Paulo … e Arbusto ciperáceo do Brasil cuja matéria têxtil serve para fazer chapéus (uma planta braba de brejo).
      Das baratas … eu não quero te espantar daqui não … rsrsrsrs.
      Beijão .

  3. claudie (Di) disse:

    Meu querido…
    Entendo que tudo, na nossa vida,é uma sucessão de atitudes, que podemos condicionar até que se tornem automáticos…
    O difícil nessa jornada de auto conhecimento e progressão moral E emocional, é que além de aprendermos a repetir conscientemente os atos que julgamos corretos, ainda temos que nos “descondicionar” dos que já não são mais compatíveis com nossas aspirações de crescimento.
    E muitas vezes, nos perdemos nesse “cabo de guerra”; e quando perdemos o foco, por momentos, se não estivermos atentos acabamos nos desmotivando e nos deixando arrastar pra “vida velha e cômoda”…
    Por outro lado, não sei se acontece da mesma maneira com todos, mas sei que, quando começamos a nos envolver com o estudo, começamos a “arar” nosso campo, revolvendo a terra, tratando com adubo e preparando para a sementeira…Neste processo, começamos a nos perceber, perceber onde estão nossas dificuldades e qual o caminho para transformá-las.
    Aí, depende de nossa determinação, VIGILÃNCIA E DISCIPLINA…
    Sei, por experiência própria, que quanto mais nos envolvemos com o estudo, todo o resto do pacote (dedicação, boa vontade, alegria no trabalho bem feito), vai se instalando em nossas vidas.
    Há os momentos de crise. É normal, num processo de transformação e crescimento; mas podem ser superadas, e quando acontece, saímos mais fortalecidos…
    Um bjinho…

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