56-Em Tentação

* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 56-O lado fraco)
Reunião pública de 5-8-60
Questão LM no.226 inciso 10.

Não nos deixeis cair em tentação …”
Quantas vezes já repeti essa frase?
Não sei. Incontáveis vezes.

Sendo uma das últimas frases da oração “Pai Nosso“, costumamos passar por essa idéia “batidos”, sem meditar.

Mas sua importância foi ressaltada por Jesus em mais de um trecho do Evangelho.

No deserto, encontramos Ele mesmo, Jesus, em jejum e oração, dialogando com a sombra e colocando em prova sua ascensão moral.

Entre aqueles que julgavam a mulher adúltera, Jesus conclama atirar a pedra quem estivesse livre do pecado.
E mesmo Ele se recusa a condená-la.

Na libertação do jovem endemoninhado na base do Tabor, os discípulos questionam o por quê deles não terem conseguido. “Para esta classe de espíritos são necessários jejum e oração“.

No Getsemani, ao pé do Monte das Oliveiras, encontramos Jesus orando e suando sangue, ciente do grande testemunho nas horas adiante, mas aceitando a Divina Vontade.

O que dizer de nós?
As amizades que estremecem perante questões financeiras.

Os grupos que, de boa fé, não questionam as idéias esdrúxulas advindas de “espíritos nobres” e expositores com largo conhecimento.

Os afetos que nos carregam para vícios, os quais já tínhamos até nos libertado, mas, por carência, acabamos reincidindo.

O orgulho que embaça a visão clara e enlameia o crédito daquelas pessoas que julgávamos tão inteligentes.

Irmãos e irmãs, que se fizeram ícones de equilíbrio e paz, envolvidos em tristezas, agonias e escândalos pela busca de satisfação e prazer na intimidade.

O súbito suicídio de quem, inesperadamente, vê sua vida mudar e não suporta o peso da vaidade na nova condição social que precisa apresentar.

O desânimo, que faz desertar tantos irmãos que ainda nem desenvolveram disciplina e compromisso com “o pouco” e solicitam irrefletidamente ao alto o envolvimento com “o muito”.

Ninguém existe, no mundo, invulnerável ao erro.” – diz-nos Emmanuel.

Nossos pontos fracos são portas abertas para ilusões e enganos de toda ordem, encarnados ou não.

O trato com os bens terrenos, as decisões em família, influenciar e ser influenciado, nossa sexualidade, os elogios e vantagens, o conforto de quem amamos, inúmeras armadilhas onde é tão fácil nos enganar.

Perante essas verdades, devemos condenar menos e auxiliar mais todos aqueles que viermos surpreender no erro, no engano, na dificuldade.
Sem comentários inúteis, sem lições de moral.
Apenas silenciar e ajudar.

Porém, se a situação nos incomoda tanto que condenar parece irresistível, retornemos ao nosso deserto interior para jejuar, orar e solicitar a Divina claridade para nossa alma.

E, através da oração, a Bênção Divina te fará perceber onde guardas também contigo a brecha triste do lado fraco.”  (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: Livro dos Médiuns (LM)
CAPÍTULO XX
DA INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM
Questões diversas. – Dissertação de um Espírito sobre a influência moral.

Questão 226.

10º. Se ele [o médium] só com os bons Espíritos simpatiza, como permitem estes que seja enganado?

“Os bons Espíritos permitem, às vezes, que isso aconteça com os melhores médiuns, para lhes exercitar a ponderação e para lhes ensinar a discernir o verdadeiro do falso. Depois, por muito bom que seja, um médium jamais é tão perfeito, que não possa ser atacado por algum lado fraco. Isto lhe deve servir de lição. As falsas comunicações, que de tempos a tempos ele recebe, são avisos para que não se considere infalível e não se ensoberbeça. Porque, o médium que receba as coisas mais notáveis não tem que se gloriar disso, como não o tem o tocador de realejo que obtém belas árias movendo a manivela do seu instrumento.”

*** Curiosidades ***

-Como é difícil identificar nossas dificuldades!!
Um bom exemplo é o mau hálito: se uma alma amiga não nos avisa, ficamos bafejando nos outros e neeem desconfiamos. Imagina as outras tantas dificuldades que são BEM mais difíceis de avisar sem constrangimentos? Precisamos urgentemente aprender a sermos gratos àqueles que nos apontam nossas faltas …

Hematidrose é o termo médico para o fenômeno de “suar sangue”. Sob uma profunda emoção ou condições orgânicas de extremo abatimento, finíssimas veias capilares situadas abaixo das glândulas sudoríparas se rompem e a pessoa transpira sangue com suor. Pessoalmente, não costumo associar esta passagem de Jesus com abatimento orgânico, mas sim com a dificuldade do corpo Dele em continuar retendo um espírito de intenso nível vibratório, principalmente ao entrar em oração.
Ou seja, na minha teoria, o corpo de Jesus já sinalizava que não aguentaria muito mais.  

-Por repeti-la tanto, acabamos usando a Oração do “Pai Nosso” de forma mecânica, leviana e, até certo ponto, inconsciente.
Sabendo disso, tenho por hábito trocar algumas palavras por sinônimos durante a oração, para que eu possa reencontrar o sentido profundo das idéias que Jesus no trouxe.
“Na hora da tentação, Senhor, ampara-me!” (Assim Seja!)

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2 respostas para 56-Em Tentação

  1. Luana disse:

    Caímos em tentações o tempo todo… as mais diversas.
    Mas elas são um caminho válido para a superação que virá… e inevitavelmente nos fortalecem.
    Fundamental é evitar o julgamento, pois como disse Emmanuel, ““Ninguém existe, no mundo, invulnerável ao erro.”… assim, tentações podem ser, antes de tudo, bênçãos!
    Abração,
    Luana

    • inacioqueiroz disse:

      Isso que vc disse é muito interessante, Luana.
      Realmente, nossos impulsos são pequenas tentações.

      Na verdade, a tentação é o nosso interior nos apontando a necessidade de algo.
      Se temos fome, somos tentados comer. Nosso corpo nos impulsiona para tal, nos pede comida.
      Temos a tentação do sexo, da sede, da segurança, etc., ainda no plano biológico.
      Temos as tentações emocionais: traumas, complexos, medos e etc.
      Alguém que viveu extrema pobreza pode ser tentado a possuir custe o que custar.
      E temos isso tudo aliado a ignorância: enquanto pensamos que “o mundo é dos espertos”, iremos possuir custe o que custar.

      Nessa visão, revertemos tudo isso através da educação e do autoconhecimento.
      É nessa reversão onde fica clara nossa origem ignorante (bem pouco santa) e a importância de não julgar.

      Muito legal seu comentário.
      Valeu.

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