63-Deus é Amor ?

* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 63-Jesus e Livre-Arbítrio)
Reunião pública de 29-8-60
Questão LM no.224 inciso 3 (?).

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Deus é Amor!

Isso é lindo, não é? Mas será verdadeiro?

Todas as vezes que passo diante da instituição que leva este nome, lembro-me da explicação de Kardec para a pergunta n° 3 do Livro dos Espíritos:

3. Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?

Na explicação, Kardec esclarece: “Dizer que Deus é o infinito (…), é definir uma coisa que não está conhecida por uma outra que não está mais do que a primeira.

Então, eu dou uma boa risada e penso cá com meus botões:

─ Isso mostra que desconhecemos Deus, infinito e Amor ! Rsrsrs!

A lista dos desconhecidos só aumentou.

Fato é que, por desconhecer o amor, qualificamos de “amor” nossas paixões, traumas, egoísmos, vaidades, fanatismos e sabe Deus mais o quê!

Os Cruzados guerreavam por “amor” ao Cristo! (Que absurdo!).
Homens matam mulheres porque “amam” loucamente!
Amor à Pátria, amor à bandeira (do time, escola de samba, nação), amor à Ciência, etc.

Ou fanatismos, egoísmos, orgulhos, vaidades, traumas e neuroses? 
Muitos sentimentos misturados.

Tem amor aí?  Sim !!!
O amor está em tudo, reunindo consciências, corações e até mesmo os átomos, segundo os espíritos.

Porém, no limite entre o amor e a doença está a irmã dor e o irmão sofrimento.
O verdadeiro amor nunca dará passagem a eles.

E mesmo quando o Amor nos convida a vivenciar a renúncia, mesmo aí, quem nos convida ao sofrimento são nossos apegos, vaidades e traumas. Não o Amor.

Nesse capítulo, Emmanuel observa o amor de Jesus perante o arbítrio de quem o encontrava pelo caminho.

Portador de conhecimento notavelmente superior, permitiu que eles permanecessem sendo quem eram, decidindo por mudar ou não ao sabor das idéias luminosas da Boa Nova.

Sem repreensões para Judas, sem críticas para Pedro.
Sem lições para Pilatos, sem debates com Caifás.

O cirineu que se destaca, a fim de auxiliá-lo no transporte da cruz, é trazido pelo povo, mas não rogado por ele mesmo.

Sem reprovações para Madalena, sem condenações para Tomé.
Sem violências para Paulo de Tarso. Apenas amor!

Jesus fez-se exemplo de comportamento e amor, mas a ninguém coagiu em momento algum.

Quando quiseres verificar se os espíritos comunicantes são bons e sábios, rememora o padrão de Jesus e perceberás que são realmente sábios e bons se te ajudam a realizar todo o bem com esquecimento de todo o mal, sem te afastarem da responsabilidade de escolheres o teu caminho e de seguires adiante com os próprios pés.

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Leitura da Questão: Livro dos Médiuns (LM)
CAPÍTULO XIX
DO PAPEL DOS MÉDIUNS NAS COMUNICAÇÕES ESPÍRITAS

223.

Como distinguir se o Espírito que responde é o do médium, ou outro?

“Pela natureza das comunicações. Estuda as circunstâncias e a linguagem e distinguirás. No estado de sonambulismo, ou de êxtase, é que, principalmente, o Espírito do médium se manifesta, porque então se encontra mais livre. No estado normal é mais difícil. Aliás, há respostas que se lhe não podem atribuir de modo algum. Por isso é que te digo: estuda e observa.”

NOTA. Quando uma pessoa nos fala, distinguimos facilmente o que vem dela daquilo de que ela é apenas o eco. O mesmo se verifica com os médiuns.

224. O Espírito que se quer comunicar compreende, sem dúvida, todas as línguas, pois que as línguas são a expressão do pensamento e é pelo pensamento que o Espírito tem a compreensão de tudo; mas, para exprimir esse pensamento, torna-se-lhe necessário um instrumento e este é o médium. A alma do médium, que recebe a comunicação de um terceiro, não a pode transmitir, senão pelos órgãos de seu corpo.

Ora, esses órgãos não podem ter, para uma língua que o médium desconheça, a flexibilidade que apresentam para a que lhe é familiar.

Um médium, que apenas saiba o francês, poderá, acidentalmente, dar uma resposta em inglês, por exemplo, se ao Espírito apraz fazê-lo; porém, os Espíritos, que já acham muito lenta a linguagem humana, em confronto com a rapidez do pensamento, tanto assim que a abreviam quanto podem, se impacientam com a resistência mecânica que encontram; daí, nem sempre o fazerem. Essa também a razão por que um médium novato, que escreve penosa e lentamente, ainda que na sua própria língua, em geral não obtém mais do que respostas breves e sem desenvolvimento. Por isso, os Espíritos recomendam que, com um médium assim, só se lhes dirijam perguntas simples. Para as de grande alcance, faz-se mister um médium desenvolvido, que nenhuma dificuldade mecânica ofereça ao Espírito. Ninguém tomaria para seu ledor um estudante que estivesse aprendendo a soletrar. Um bom operário não gosta de servir-se de maus instrumentos.

Acrescentemos outra consideração de muita gravidade no que concerne às línguas estrangeiras. Os ensaios deste gênero são sempre feitos por curiosidade e por experiência. Ora, nada mais antipático aos Espíritos do que as provas a que tentem sujeitá-los. A elas jamais se prestam os Espíritos superiores, os quais se afastam, logo que se pretende entrar por esse caminho. Tanto se comprazem nas coisas úteis e sérias, quanto lhes repugna ocuparem-se com coisas fúteis e sem objetivo. E, dirão os incrédulos, para nos convencermos e esse fim é útil, porque pode granjear adeptos para a causa dos Espíritos. A isto respondem os Espíritos: “A nossa causa não precisa dos que têm orgulho bastante para se suporem indispensáveis. Chamamos a nós os que queremos e estes são quase sempre os mais pequeninos e os mais humildes. Fez Jesus os milagres que lhe pediam os escribas? E de que homens se serviu para revolucionar o mundo? Se quiserdes convencer-vos, de outros meios dispondes, que não a força; começai por submeter-vos; não é regular que o discípulo imponha sua vontade ao mestre.”

Daí decorre que, salvo algumas exceções, o médium exprime o pensamento dos Espíritos pelos meios mecânicos que lhe estão à disposição e também que a expressão desse pensamento pode e deve mesmo, as mais das vezes, ressentir-se da imperfeição de tais meios. Assim, o homem inculto, o campônio, poderá dizer as mais belas coisas, expressar as mais elevadas e as mais filosóficas idéias, falando como campônio, porquanto, conforme se sabe, para os Espíritos o pensamento a tudo sobrepuja. Isto responde a certas críticas a propósito das incorreções de estilo e de ortografia, que se imputam aos Espíritos, mas que tanto podem provir deles, como do médium. Apegar-se a tais coisas não passa de futilidade. Não é menos pueril que se atenham a reproduzir essas incorreções com exatidão minuciosa, conforme o temos visto fazerem algumas vezes.

Lícito é, portanto, corrigi-las, sem o mínimo escrúpulo, a menos que caracterizem o Espírito que se comunica, caso em que é bom conservá-las, como prova de identidade.

Assim é, por exemplo, que temos visto um Espírito escrever constantemente Jule (sem o s), falando de seu neto, porque, quando vivo, escrevia desse modo, muito embora o neto, que lhe servia de médium, soubesse perfeitamente escrever o seu próprio nome.

*** Curiosidades ***

– Repararam a interrogação na frase “Questão LM no. 224…” lá no cabeçalho? Pois é! Quando fui procurar a questão 224 inciso 3 no Livro dos Médiuns, descobri que esta questão não tem incisos. Mas a questão anterior, a 223, têm incisos e tem sentido perante a meditação. Resultado: coloquei as duas acima. Julguem vocês.

-Não consegui encontrar a estória original, então contarei segundo minha memória. Pediram ao mestre cristão:
—Mestre, defina a Bíblia no tempo em que permanecer sobre 1 pé.
 O mestre fica sobre 1 pé e diz: —Ame!
Perguntaram-lhe: —Só isso? Por que tantas páginas então?
—Porque amar é a coisa mais difícil que existe!

-O amor nunca aprisiona, mesmo nas pesquenas coisas.
Espíritos superiores só orientam quando são solicitados ajudar, ainda quando é patente que estamos errando.
Por que? Nosso aprendizado se dá ou através da experiência ou através da consciência desperta. E consciências despertas solicitam ajuda! 

-Ouvir as pessoas falando: “Deus quer isso, Deus não faria aquilo” sempre me faz sentir um analfabeto da Idade Média; Daqueles que jogavam tomates no doido que garantia que a Terra não é o centro do Universo! Rsrsrs. Acho que ainda somos tolos assim…

-Em tempo: No meio do capítulo 65-Obrigação Primeiramente, Emmanuel deixa a seguinte frase: “Se pudéssemos definir Deus, seria lícito repetir que Deus é amor e o amor é trabalho do bem por todas as direções.
Sabiamente, ele definiu Deus como amor e, para fugir ao vazio da igualdade, ele deu uma definição para amor como “trabalho do bem”. Isso se pudéssemos definir a Divindade!
Eu amo Emmanuel …

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Uma resposta para 63-Deus é Amor ?

  1. gilson alves correa disse:

    obrigado inacio,numa semana cheia de duvidas, e apre enssoes foi um balssamo refrescante , estas palavras

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