Amor [by Wikipédia]

Arquétipo do amor romântico, Romeu e Julieta retratados por Frank Dicksee

Amor (do latim amore) é uma emoção ou sentimento que leva uma pessoa a desejar o bem a outra pessoa ou a uma coisa. O uso do vocábulo, contudo, lhe empresta outros tantos significados, quer comuns, quer conforme a ótica de apreciação, tal como nas religiões, na filosofia e nas ciências humanas. O amor possui um mecanismo biológico que é determinado pelo sistema límbico, centro das emoções, presente somente em mamíferos e talvez também nas aves — a tal ponto que Carl Sagan afirmou que o amor parece ser uma invenção dos mamíferos.

Para o psicólogo Erich Fromm, ao contrário da crença comum de que o amor é algo “fácil de ocorrer” ou espontâneo, ele deve ser aprendido; ao invés de um mero sentimento que acontece, é uma faculdade que deve ser estudada para que possa se desenvolver – pois é uma “arte”, tal como a própria vida. Ele diz: “se quisermos aprender como se ama, devemos proceder do mesmo modo por que agiríamos se quiséssemos aprender qualquer outra arte, seja a música, a pintura, a carpintaria, ou a arte da medicina ou da engenharia“. O sociólogo Anthony Giddens diz que os mais notáveis estudos sobre a sexualidade, na quase totalidade feitos por homens, não trazem qualquer menção ao amor. Ambos os autores revelam existir uma omissão científica sobre o tema.

A percepção, conceituação e idealização do objeto amado e do amor variam conforme as épocas, os costumes, a cultura. O amor é ponto central de algumas religiões, como no cristianismo onde a expressão “Deus é amor” intitula desde uma encíclica papal até em o nome de uma Igreja, no Brasil – derivadas da máxima de João Evangelista contida na sua primeira epístola.

Embora seja corrente a máxima “o amor não se define, o amor se vive“, há várias definições para o amor como: a “dedicação absoluta de um ser a outro“, o “afeto ditado por laços de família“, o “sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra” e aqueles em que também se inclui a atração física, tornando-o aplicável também aos animais, um mero “capricho”, as aventuras amorosas, o sentimento transcendental e religioso de adoração, perpassando ao sinônimo de amizade, apego, carinho, etc. Diante desta gama variada de conceitos, os teóricos se dividem na possibilidade de uma conceituação única, que reúna aquelas tantas definições e representações do amor. Outros, como André Lázaro, afirmam que “não há dois amores iguais“. Já Leandro Konder diz que o termo amor possui uma “elasticidade impressionante“. Erich Fromm, ainda, ressalta que “O amor é uma atividade, e não um afeto passivo; é um “erguimento” e não uma “queda”. De modo mais geral, o caráter ativo do amor pode ser descrito afirmando-se que o amor, antes de tudo, consiste em dar, e não em receber.” Como sentimento individual e personalíssimo, traz complexidade por envolver componentes emocionais, cognitivos, comportamentais que são difíceis – ou quase impossíveis – de separar e, no caso do amor romântico, também se insere os componentes eróticos.

O amor romântico, celebrado ao longo dos tempos como um dos mais avassaladores de todos os estados afetivos, serviu de inspiração para algumas das conquistas mais nobres da humanidade; tem o poder de despertar, estimular, perturbar e influenciar o comportamento do indivíduo. Dos mitos à psicologia, das artes às relações pessoais, da filosofia à religião, o amor é objeto das mais variadas abordagens, na compreensão de seu verdadeiro significado, cujos aspectos principais são retratados a seguir.
[Vide matéria na íntegra em: AMOR – Wikipédia]

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Base biológica do amor

Substâncias envolvidas no processo amoroso.

Um pioneiro estudo sobre o funcionamento do cérebro foi feito em 2000, procurando por um lado identificar as áreas corticais e periféricas envolvidas no complexo sentimento do amor romântico, e por outro traçar um paralelo com as emoções causadas pela amizade.

Embora encontrando diferenças nos resultados entre os estímulos provocados pelo objeto amado e por amizades, estas não seriam notadas por um observador pouco familiarizado com as imagens; as áreas do cérebro envolvidas se revelaram especialmente pequenas, e nalguns casos guardando grandes diferenças com sentimentos negativos – estes como o medo, raiva, depressão, etc, muito mais estudados – por outro lado guardou semelhanças curiosas nas áreas desativadas, inclusive com o estado psíquico após uso de substâncias como a cocaína ou derivados do ópio.

Um fato surpreendeu os pesquisadores: um sentimento tão complexo envolve a ativação de uma área total relativamente pequena do cérebro – mas a quantidade de áreas ativadas reporta a uma complexa rede de funcionamento integrada, cuja compreensão deve ser objeto de estudos posteriores. Ao contrário de alguns sentimentos negativos, não há uma área específica do cérebro responsável pela caracterização do amor romântico.

Fonte: Wikipédia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Amor#Base_biol%C3%B3gica_do_amor

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Nota do autor do Blog:
Os espíritos nos dizem que quando João Batista batizou Jesus no rio Jordão, iniciou a era do amor no planeta Terra. Dois mil anos se passaram e ainda não conseguimos entender o maior dos Mandamentos da Lei de Deus: Amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a ti mesmo. Nessa máxima está contida toda a Lei e os Profetas, segundo nos diz Jesus.
Amor é a chave para nossa evolução, começando pelo “Amor Benevolência” (o querer bem a todos), ganhando força no “Amor indulgência” (que é a doçura com os erros alheios) e nos libertando com o “Amor Perdão”.

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