45-Adolescentes, nós?

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina – Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação – Leitura da Questão – Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 45-Penas Depois da Morte)
Reunião pública de 7-7-61
CI – 1a Parte – Cap. VI – Item 18.

45-rei-saulO orgulho e a vaidade tem expressões que desconhecemos.

É fácil perceber que uma criança em aprendizado dos números naturais sequer imaginará as nuances do cálculo em grau superior. Ela está presa num outro nível de entendimento.

Assim somos nós com nosso orgulho e vaidade.
Estamos presos em nosso atual nível de entendimento.

Olhamos o fluir do Universo ao nosso redor, alegamos saber o que nosso Pai Maior pensa e o que Ele deve fazer para o bem de todos.

45-reiDuvidamos de Suas ações e solicitamos em oração “que seja feita Vossa vontade“, guardando forte intenção que “Vossa vontade” combine perfeitamente com as nossas pretensões. 

(Afinal, eu orei não foi pra isso??)

Nesse capítulo, Emmanuel traz uma afirmação muito simples:

Se nós, as criaturas, conseguimos planejar nossos projetos com método, com segurança, reaproveitamento, previsibilidade e altos níveis na qualidade de produção e gestão, por que a Inteligência Suprema não faria tudo isso inimaginavelmente melhor?

Diante do antigo dogma das penas eternas, cuja criação a teologia atribui ao Criador, examinemos o comportamento do homem – criatura imperfeita – perante as criações estruturadas por ele mesmo.” – convida Emmanuel.

Vejamos um navio.
Não irá para o mar sem verificação exaustiva do conjunto.
Precisa de equipe comprovadamente treinada e capaz.
Avariado? Todos conhecem o protocolo para recuperação.
Se não resolvido, torna-se caso de estudo para que se discipline novas abordagens.

45-fabricaAssim também ocorre com aeronaves e seus muitos aeroportos.
O mesmo com automóveis e suas muitas assistências técnicas.
O mesmo no trânsito de locomotivas, com as linhas de produção industrial, com a organização e métodos hospitalares ou com protocolos de produção de habitações.

Onde o ser humano persegue qualidade, tudo está previsto: o trabalho é seguro, os erros são rapidamente corrigidos, o conhecimento é preservado e acumulado, a matéria prima é sempre reaproveitada.

“Isso acontece entre os homens, cujas obras estão indicadas pelo tempo a incessante renovação.” – observa Emmanuel.

E nós, agindo como o adolescente que acredita saber mais que os pais, achamos que a Inteligência Suprema criará bilhões de seres, que viverão várias décadas, não terão novas chances de correção dos erros, poderão vir a ser enfurnados numa região trevosa, sem o mínimo  reaproveitamento e com total desprezo do grande acervo de experiências e entendimentos acumulados!

45-jesusPode isso?

“Em matéria, pois, de castigos, depois da morte, reflitamos, sim, na justiça da Lei que determina realmente seja dado a cada um conforme as próprias obras; entretanto, acima de tudo e em todas as circunstâncias, aceitemos Deus, na definição de Jesus, que no-lo revelou como sendo o ‘Pai nosso que está nos Céus’.”  (Emmanuel)

==&==

Leitura da Questão: O Céu e o Inferno (CI)
Primeira Parte – Doutrina
CAPÍTULO VI – DOUTRINA DAS PENAS ETERNAS

IMPOSSIBILIDADE MATERIAL DAS PENAS ETERNAS

18. Até aqui, só temos combatido o dogma das penas eternas com o raciocínio. Demonstremo-lo agora em contradição com os fatos positivos que observamos, provando-lhe a impossibilidade.

Por este dogma a sorte das almas, irrevogavelmente fixada depois da morte, é, como tal, um travão definitivo aplicado ao progresso.

Ora, a alma progride ou não? Eis a questão: — Se progride, a eternidade das penas é impossível.

E poder-se-á duvidar desse progresso, vendo a variedade enorme de aptidões morais e intelectuais existentes sobre a Terra, desde o selvagem ao homem civilizado, aferindo a diferença apresentada por um povo de um a outro século? Se se admite não ser das mesmas almas, é força admitir que Deus criou almas em todos os graus de adiantamento, segundo os tempos e lugares, favorecendo umas e destinando outras a perpétua inferioridade — o que seria incompatível com a justiça, que, aliás, deve ser igual para todas as criaturas.

*** Curiosidades ***

– Só após terminar esta meditação foi que percebi que Emmanuel, em 1961, se referia a padrões de qualidade e de gestão, tanto de projeto quanto de produção. Realmente, o plano espiritual sempre se mostra bem mais adiantado que o nosso plano!

– O título que eu escolhi, “Adolescentes, nós?” foi uma tentativa de nos remeter àquela fase da vida onde estamos escolhendo nossas certezas, mas todos percebem o grande volume de nossas dúvidas. Pessoalmente, vejo esta fase atual que termina, “Provas e Expiações”, como as horas finais desta adolescência terrena. A nova fase, “Regeneração”, é o adolescente que cansou de errar e começa a ter vários pequenos acertos devido a maturidade já alcançada. Oxalá seja assim!

– Emmanuel termina dizendo: “… aceitemos Deus, na definição de Jesus, que no-lo revelou como sendo o ‘Pai nosso que está nos Céus’.” ‘ Quando lemos esta frase, pensamos sempre no conceito de “Pai Amoroso”. (Ao menos eu penso assim!). Mas não casa bem com o restante dos argumentos do texto. Acho que casa melhor o conceito de “Pai, Aquele que Sabe Bem o que Faz”. Quem já não olhou um dia para o Pai e sentiu lá dentro que ele estava meio ultrapassado? Depois, caiu na vida e descobriu: Meu Pai é um sábio!!
Tenho vivido isso com a ideia de Deus!

– Todas as coisas estão certas como são. Algumas nos colocam diante da perfeição. Nada possuem para corrigir. Outras nos solicitam respostas criativas para que se tornem melhores ainda. São nossas oportunidade de melhorar o mundo, melhorando por tabela a nós mesmos. Ambas precisam ser assim para que ocorra o objetivo maior, a evolução de toda Humanidade. “Seja feita Vossa vontade na Terra, como nos Céus”.

2 respostas para 45-Adolescentes, nós?

  1. Ricardo Salles disse:

    Excelente reflexão!

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