Destruição necessária e destruição abusiva – 3 Perguntas!!

Livro dos Espíritos (LE) – PARTE TERCEIRA
Das Leis Morais

Capítulo VI – DA LEI DE DESTRUIÇÃO

Destruição necessária e destruição abusiva

730. Uma vez que a morte nos faz passar a uma vida melhor, nos livra dos males desta, sendo, pois, mais de desejar do que de temer, por que lhe tem o homem, instintivamente, tal horror, que ela lhe é sempre motivo de apreensão?

“Já dissemos que o homem deve procurar prolongar a vida, para cumprir a sua tarefa.
Tal o motivo por que Deus lhe deu o instinto de conservação, instinto que o sustenta nas provas. A não ser assim, ele muito freqüentemente se entregaria ao desânimo. A voz íntima, que o induz a repelir a morte, lhe diz que ainda pode realizar alguma coisa pelo seu progresso. A ameaça de um perigo constitui aviso, para que se aproveite da dilação que Deus lhe concede. Mas, ingrato, o homem rende graças mais vezes à sua estrela do que ao seu Criador.”

731. Por que, ao lado dos meios de conservação, colocou a Natureza os agentes de destruição?

“É o remédio ao lado do mal. Já dissemos: para manter o equilíbrio e servir de
contrapeso.”

732. Será idêntica, em todos os mundos, a necessidade de destruição?

“Guarda proporções com o estado mais ou menos material dos mundos. Cessa, quando o físico e o moral se acham mais depurados. Muito diversas são as condições de existência nos mundos mais adiantados do que o vosso.”

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Código Penal da Vida Futura: 31o./32 pontos

CIO Céu e o Inferno (CI – 1865)

PARTE PRIMEIRA – DOUTRINA
As
Penas Futuras Segundo o Espiritismo

CÓDIGO PENAL DA VIDA FUTURA

O Espiritismo não vem, pois, com sua autoridade privada, formular um código de fantasia; a sua lei, no que respeita ao futuro da alma, deduzida das observações do fato, pode resumir-se nos seguintes pontos:

31º Às penas que o Espírito experimenta na vida espiritual ajuntam-se as da vida corpórea, que são conseqüentes às imperfeições do homem, às suas paixões, ao mau uso das suas faculdades e à expiação de presentes e passadas faltas.
É na vida corpórea que o Espírito repara o mal de anteriores existências, pondo em prática resoluções tomadas na vida espiritual. Assim se explicam as misérias e vicissitudes mundanas que, à primeira vista, parecem não ter razão de ser.
Justas são elas, no entanto, como espólio do passado — herança que serve à nossa romagem para a perfectibilidade. (1)

(1) Vede 1a Parte, cap. V, “O purgatório”, no 3 e seguintes; e, após, 2a Parte, cap. VIII, “Expiações terrestres”. Vede, também, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, “Bem-aventurados os aflitos”.

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10 de Setembro – Dia Mundial de Prevenção do Suicídio

Precisa de ajuda? Ligue 188

Quer ser voluntário? https://www.cvv.org.br

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SETEMBRO AMARELO !!! (Prevenção do Suicídio)

Está fora do Rio?
Procure em sua cidade quais atividades irão ocorrer!
#FAÇAPARTE

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O Doutor Vignal [O Céu e o Inferno – Espíritos Felizes]

[O Céu e o Inferno – Espíritos Felizes]

Antigo membro da Sociedade de Paris, falecido a 27 de março de 1865.
— Na véspera do enterro, um sonâmbulo lúcido e bom vidente, instado a transportar-se para junto dele e narrar o que visse, discorreu:

“Vejo um cadáver, no qual se opera um trabalho extraordinário; dir-se-ia uma quantidade de massa que se agita e alguma coisa que parece fazer esforços para se lhe desprender, encontrando, contudo, dificuldade em vencer a resistência. Não distingo forma de Espírito bem caracterizada.”

Fez-se a evocação na Sociedade de Paris, a 31 de março.

— P. Caro Sr. Vignal, todos os vossos velhos colegas da Sociedade de Paris guardam de vós as mais vivas saudades, e eu, particularmente, das boas relações, aliás nunca interrompidas. Evocando-vos, tivemos por fim primeiramente testemunhar a nossa simpatia, considerando-nos felizes se puderdes e quiserdes palestrar conosco.

— R. Prezado amigo e digno mestre: tão bondosa lembrança e testemunhos de simpatia me são muito lisonjeiros. Graças à vossa evocação e assistência, levadas pelas preces, pude vir hoje assistir desembaraçado a esta reunião de bons amigos e irmãos espíritas. Como justamente disse o jovem secretário, eu estava impaciente por me comunicar; desde o anoitecer de hoje, empreguei todas as forças espirituais para dominar esse desejo; como os graves assuntos, tratados na vossa conversação, me interessassem vivamente, tornaram a minha expectativa menos penosa. Perdoai-me caro amigo, mas a minha gratidão exigia me manifestasse.

— P. Dizei-nos primeiramente como vos encontrais no mundo espiritual, descrevendo o trabalho da separação, as sensações desse momento, bem como o tempo necessário ao reconhecimento do vosso estado.

— R. Sou tão feliz quanto possível, vendo plenamente confirmados os secretos pensamentos concebíveis em relação a uma doutrina confortante e consoladora.

Sou feliz, e tanto mais por ver agora, sem obstáculo algum, desenvolver-se diante de mim o futuro da ciência e da filosofia espíritas.

Mas deixemos por hoje estas digressões inoportunas; de novo voltarei a entreter-vos sobre este assunto, máxime sabendo que a minha presença vos dará tanto prazer quanto o que experimento em visitar-vos.

A separação foi rápida; mais do que podia esperar pelo meu apoucado merecimento. Fui eficazmente auxiliado pelo vosso concurso e o sonâmbulo vos deu uma idéia bastante clara do fenômeno da separação, para que eu nele insista. Era uma espécie de oscilação intermitente, um como arrastamento em sentidos opostos. Triunfou o Espírito aqui presente. Só deixei completamente o corpo quando ele baixou à terra; e aqui vim ter convosco.

— P. Que dizeis dos vossos funerais? Julguei-me no dever de a eles comparecer. Nesse momento éreis assaz livre para apreciá-los; e as preces por mim feitas a vosso favor (discretamente, já se vê) tinham chegado até vós?

— R. Sim; já o disse; a vossa assistência auxiliou-me grandemente, e voltei a vós, abandonando por completo a velha carcaça. Demais, sabeis, pouco me importam as coisas materiais. Só pensava na alma e em Deus.

— P. Recordai-vos que a vosso pedido, há 5 anos, em fevereiro de 1860, fizemos um estudo a vosso respeito.(1) Nessa ocasião — quando estáveis ainda entre nós — o vosso Espírito desprendeu-se para vir falar conosco. Podereis descrever-nos da melhor forma a diferença entre o vosso atual desprendimento e aquele de então?

— R. Sim, lembro-me. E que grande diferença entre um e outro! Naquele estado, a matéria me oprimia ainda na sua trama inflexível, isto é, queria mas não podia desembaraçar-me radicalmente.

Hoje sou livre; um vasto campo desconhecido se me depara, e eu espero com o vosso auxílio e o dos bons Espíritos, aos quais me recomendo, progredir e compenetrar-me o mais rapidamente possível dos sentimentos que é mister possuir, e dos atos que me cumpre empreender para suportar as provações e merecer a recompensa.

Que majestade! que grandeza! É quase um sentimento de temor que predomina, quando, fracos quais somos, queremos fixar as paragens luminosas.

— P. Com prazer continuaremos a entreter-nos no assunto, sempre que o quiserdes.

— R. Respondi sucintamente e desordenadamente às diversas perguntas. — Não exijais mais, agora, do vosso fiel discípulo, porquanto não estou ainda inteiramente livre.
Continuar a conversar seria o meu prazer, mas o meu guia modera-me o entusiasmo, e já pude apreciar-lhe bastante a bondade e a justiça para submeter-me inteiramente à sua decisão, por maior que seja o meu pesar em ser interrompido. Consolo-me, pensando que poderei vir assistir algumas vezes, incógnito, às vossas reuniões.

Falar-vos-ei sempre que possa, pois estimo-vos e desejo prová-lo. Outros Espíritos, porém, mais adiantados, reclamam prioridade, devendo eu curvar-me àqueles que me permitiram dar livre curso à torrente das idéias acumuladas.

Deixo-vos, amigos, e devo agradecer duplamente não só a vós espíritas que me evocastes, como também a este Espírito que houve por bem ceder-me o seu lugar, Espírito que na Terra tinha o ilustre nome de Pascal.

Daquele que foi e será sempre o mais devotado dos vossos adeptos.

Dr. Vignal.

(1) Ver a Revue Spirite de março de 1860.

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Privações voluntárias e Mortificações – 3 Perguntas!!

Livro dos Espíritos (LE) – PARTE TERCEIRA
Das Leis Morais

Capítulo V – DA LEI DE CONSERVAÇÃO

Privações voluntárias. Mortificações

720. São meritórias aos olhos de Deus as privações voluntárias, com o objetivo de uma expiação igualmente voluntária?

“Fazei o bem aos vossos semelhantes e mais mérito tereis.”

a) – Haverá privações voluntárias que sejam meritórias?

“Há: a privação dos gozos inúteis, porque desprende da matéria o homem e lhe eleva a alma. Meritório é resistir à tentação que arrasta ao excesso ou ao gozo das coisas inúteis; é o homem tirar do que lhe é necessário para dar aos que carecem do bastante. Se a privação não passar de simulacro, será uma irrisão.”

721. É meritória, de qualquer ponto de vista, a vida de mortificações ascéticas que desde a mais remota antigüidade teve praticantes no seio de diversos povos?

“Procurai saber a quem ela aproveita e tereis a resposta. Se somente serve para quem a pratica e o impede de fazer o bem, é egoísmo, seja qual for o pretexto com que entendam de colori-la. Privar-se a si mesmo e trabalhar para os outros, tal a verdadeira mortificação, segundo a caridade cristã.”

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Pensamento Chico Xavier #8

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